Nestes 50 anos de Bossa Nova o filme surpresa escolhido de setembro foi Os Desafinados. Nossa turma foi composta por 12 pessoas, sendo que metade participavam pela primeira vez. Os debutantes eram: André do Nascimento Leite, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Mayra Cristina, Paulo Roberto Vicente e Samantha Silva dos Santos. Dos que ja fazem parte de nossos encontros entiveram com a gente: Eduardo Araújo, Eduardo Ricci, Izabella Schramm, Márcia Okida, Priscila Rodrigues e retornando depois de muito tempo ausente: Fabio Machado.
Os Desafinados teve nota 7,4 de nossos participantes e por isso fica em 9º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna ao lado). 6 pessoas veriam o filme novamente, 2 falaram que talvez e 4 não veriam de novo.
O que os participantes viram de bom e de ruim no filme:
O melhor no filme
André: a nostalgia e a celebração da amizade entre os membros da banda
Eduardo Araújo: captação das imagens, edição
Eduardo Ricci: o clima de Bossa Nova
Fabio: a execução das músicas, figurinos e alguns momentos de humor
Glauce: as cançoes, eu adoro bossa nova
Izabela Freitas: a história da música com a história do Brasil
Izabella Schramm: o modo que foi intercalando o que se acontecia no presente e o que eles passaram no passado
Mayra: eles tocando em homenagem ao Joaquim
Paulo: o plano sequencia com o saxofonista transpondo o ambiente do apartamento para o ambiente da boate
Priscila: as músicas e a forma como são utilizadas, a fotografia e o figurino
Samantha: união do grupo
O pior no filme
André: prolongamento do romance no filme e do tempo em Nova Iorque; pouco desenvolvimento dos personagens da banda e o final clichê.
Eduardo Araújo: o excesso de atenção dado ao romance entre Joaquim (Rodrigo Santoro) e Glória (Cláudia Abreu)
Eduardo Ricci: muito tempo em Nova Iorque
Fabio: o desenvolvimento de alguns personagens e o final com ressureição de Santoro na forma de filho perdido.
Glauce: romance prolongado entre os personagens Gloria (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro)
Izabela Freitas: é disperso
Izabella Schramm: dublagem e a história parecer falar só de Joaquim (Rodrigo Santoro) e não do grupo inteiro
Mayra: a parte da banheira
Paulo: as dublagens, principalmente nos momentos em que a personagem Glória canta, a interpretação ficou muita certa, sem respiro e sem os sons do ambiente, deveria, pelo menos ter sido feito em som direto.
Priscila: algumas cenas forçadas e mal desenvolvidas, mas que poderiam ter sido melhores
Samantha: a separação do grupo
Bem eu sou da turma que não veria o filme novamente. Os Desafinados é um filme fraco, desafina mesmo. Tirando a trilha sonora que é maravilhosa assim como a direção de arte e fotografia é so isso. O roteiro é chato e se perde principalmente por valorizar demais o romance existente entre Glória (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro).
Para um filme que estréia durante a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova ele deixa muito a desejar. Se você não sabe como começou, importância, estilo, precursores etc, vai continuar sem saber. Tá certo o filme não é para ser um documentário mas daria para encaixar esse clima histórico do início da Bossa Nova o que não acontece. (Falo mais sobre Bossa Nova mais abaixo). Você vai sentir o clima, a “bossa” da época graças mais a direção de arte impecável e trilha sonora. Quer ouvir? Na coluna ao lado temos os links para você ouvir a maravilhosa trilha de Os Desafinados, responsabilidade de Wagner Tiso.
Na minha opinião é o que mais vale a pena neste filme. Como disse eu não veria novamente, mas ouviria sempre!
Com que personagem você se identificou?
André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Araújo: por completo nenhum, um pouco da tranquilidade, calma de Joaquim (Rodrigo Santoro) e a persistência de Dico (Selton Melo)
Eduardo Ricci: com Joaquim (Rodrigo Santoro) por sua liberdade e paixão pela vida
Fabio: Gerraldo (Jair Oliveira) por ser baixista e pelo visual e com Rodrigo Santoro pelos momentos atormentados.
Glauce: com a Miranda! eu cresci ouvindo Bossa
Izabela Freitas: com o saxofonista pela história dele
Izabella Schramm e Mayra: nenhum
Paulo: não com um especificamente mas com o personagem Músico que com a linguagem da música transpõe barreiras
Priscila: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini), um pouco das duas, o amor verdadeiro e coragem de Luíza e a paixão, intensidade e impulsividade de Glória
Samantha: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini) as duas são antagônicas e as vezes me eocntro nos dois pólos.
Qual o melhor figurino?
O mais votado foi o de Glória (Cláudia Abreu) por: Eduardo Araújo; Izabella Schramm; Glauce: as roupas da Glória são show!!!; Izabela Freitas: foi a que mais se destacou; Mayra: é o que mais se destaca, roupas estilosas; Priscila: misturou o antigo com o moderno. O sofisticado com o simples e por Samantha: contemporânea, livre e expressiva
André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Ricci: de Joaquim – despojado
Fabio: o conjunto visual dos Desafinados logo no início, com chápeu e terno
Paulo: não respondeu
Figurino: como disse mais acima a direção de arte é impecável e isso se inclui, logicamente, o figurino. São todos perfeitos, combinam entre si, com a cidade, com a fotografia, com a trilha e lógico com a época e história. Por isso fica difícil escolher um apenas mas acho que o figurino dos homens se destaca, não por chamar mais a atenção, isso fica por conta do figurino da personagem de Cláudia Abreu, mas poque roupas masculinas justamente por serem menos elaboradas, terem menos acessórios, acho mais difíceis de compor e transmitir os conceitos de uma época. Os pequenos detalhes são importantes: comprimento de calças e mangas de camisa. Nós de gravata, meias, cortes de ternos, cores etc. Por isso meu voto vai para o figurino dos meninos dos Desafinados.
Quanto a me identificar com algum personagem, não me identifiquei totalmente com nenhum, mas me identifico com o grupo de musicos pela paixão com que acreditam e correm atrás do que fazem e um pouco com Glória pelo fato de cantar com um grupo de rapazes o que me faz lembrar as vezes em que Fabio Machado, Alê Morales e mais recentemente Marcio Dias nos apresentamos juntos, eles nos inrtumentos e eu na voz. Sempre muito bom e sempre com muito “bossa” e com Bossa Nova no repertório.
Uma frase para o filme Os Desafinados
André: A Trilha sonora de uma época
Eduardo Araújo: a amizade é a semente que eu rego, amuleto que carrego e que alimenta a minha crença
Eduardo Ricci: a vida e a medida de sua coragem
Fabio: Interessante como registro histórico e musical, mas com momentos desnecessários
Glauce: Romântico
Izabela Freitas: nem tudo são flores
Izabella Schramm: “é na merda que a gente cresce!”
Mayra: não respondeu
Paulo: politicamente certinho; em termos de fotografia, roteiro e movimentos de câmera
Priscila: que seja eterno enquanto dure
Samantha: a crença no poder interno muda o undo. O fulme: óbvio e entediante
Uma cena do filme
André: os membros dos Desafinafos compondo a trilha sonora do filme do amigo cineasta Dico (Selton Mello)
Eduardo Araújo: quando eles tocam juntoc com outros músicos no bar
Eduardo Ricci: PAN sobre Buenos Aires
Fabio: a gravação no estúdio com a personagem de Alessandra Negrini assitindo
Glauce: a emoção do reencontro entre Luíza e Joaquim.
Izabela Freitas: a cena em que eles estão no estúdio, a Glória canta e a Luíza, que está assitindo percebe que esta rolando algo.
Izabella Schramm: cena com a passagem entre Rodrigo santora na sala e depois todosd tocando juntos na boate
Mayra: quando o Joaquim esta caminhando no parque e encontra Glória e começam a tocar juntos
Paulo: a cena do primeiro encontro entre Joaquim e Glória, por vol,ta das 18h, ao fundo a ponte desfocada com luz fraca
Priscila: a cena no Central Park, a beleza do lugar. Desde Joaquim ouvindo a música, o encontro, as trocas de olhares…
Samantha: quando Rodrigo Santoro acariciou a barriga da esposa grávida, antes de ir para Nova Iorque
Deixo aqui algumas frases do maravilhoso Tom Jobim: “A gente só leva da vida a vida que a gente leva – É preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar. – Eu vou morrer um dia, a música vai ficar…” Frases que combinam perfeitamente com uma cena que gostei demais no filme: quando aos poucos os garotos de Os Desafinados, vão se juntando devagar aos músicos de Jazz de uma boate em Nova Iorque, impossível não fazer uma referência a música influência do jazz de Carlos Lyra, não que a música tocada lembre ou seja uma referência direta, mas a mistura de ritmos se intercalanddo uma forte relação entre a Bossa Nova e o Jazz.
E deixo uma dica de site onde você pode ler e saber mais sobre a Bossa Nova de João Gilberto, Tom Vinícius e Nara Leão — considerada a musa da Bossa Nova — e que viu este novo ritmo nascer no seu apartamento que recebia constantemente estes e outros grandes nomes da época.
Vale a pena conhecer mais sobre Chega de Saudade, música que marca o início da Bossa Nova, gravada pela primeira vez por Elizeth Cardoso e eternizada por muitos. Saber que a bossa nova teve que fazer sucesso e ser reconhecida em São Paulo para somente depois assumir seu posto eterno no Rio. Conhecer mais sobre o encontro histórico de João Gilberto, Vinícuis de Moraes, Tom Jobim e Os Cariocas.
Poderia escrever horas aqui sobre Bossa Nova, até poque Os Desafinados deixa muito a desejar, mas prestigiem o ótimo material do especial da Abril Bossa Nova 50 anos.
Termino este artigo com uma pergunta que o filme me deu vontade de fazer a todos os participantes e faço para vocês leitores também:
Que música representa o BRASIL para você?
André: Desordem de Titãs
Eduardo Araújo: Mas que Nada – Sergio Mendes
Eduardo Ricci: Insensatez
Fabio: O Bêbado e a Equilibrista
Glauce: New Wave
Izabela Freitas: Aquarela do Brasil
Izabella Schramm: Aquarela do Brasil
Mayra: Pra não dizer que não falei das flores
Paulo: London London
Priscila: Garota de Ipanema
Samantha: Debaixo dos Caracóis
Para mim Vinícius de Moraes é o Brasil. Cresci ouvindo Vinícius, Tom, Elis e cia. Chico também é Brasil para mim. Cartola lembra o Brasil. Escolher uma música dessa turma é muito difícil, mas acredito que em primeiro lugar Chega de Saudade e As Rosas não Falam, são duas músicas que sempre canto sozinha em momentos de saudosismo.
E para você, qual música lembra, representa o Brasil?









Estava na dúvida em ver ou não ver este filme. Creio que vou arriscar.