Nosso 14º encontro do CINESURPRESA aconteceu no dia 12 de outubro no Cine Roxy com pouca gente mas, com pessoas que há muito tempo não participavam, e isso faz parte da uma das proposta do nosso encontro, que com essa data fixa seja possível reencontrar pessoas que faz tempo que não vê ou então conhecer gente nova etc etc como sempre falo nas divulgações.
E o nosso grupo foi composto por: Deborah Okida, Ricardo Reis (que sempre estão) e os que apareceram depois de muito tempo: Mariana Borges, Cristina Silveira e Alê Morales.
Esse grupo foi o responsável pela escolha do filme brasileiro, Guerra dos Rocha dirigido por Jorge Fernando. As outras opções eram: As Duas Faces da Lei, Noites de Tormenta e Mosconautas.
O filme teve nota 5,6, uma média que o coloca em último lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado). 3 pessoas não gostaram do filme e 3 gostaram. Dos 6 participantes, 4 não veriam o filme novamente; Mariana Borges disse que talvez visse novamente na TV e somente Alê Morales disse que veria novamente. Vamos as opiniões dos nosso participantes sobre o filme e, desta vez, vou me colocar diretamente nas respostas ao invés de fazer uma crítica a cada tópico — farei um apanhado geral no final. Começando com melhor e o pior no filme na opinião de cada um.
O Melhor
Alê, Cristina, Deborah, Márcia e Ricardo: Ary Fontoura
Mariana: as imagens da Lapa/Rio, os casarões antigos, Nicete Bruno e Ary Fontoura juntos.
Alê: não é cinema!
Cristina: indefinição do tema
Deborah: piadas fracas, tentou ser uma chanchada mas não conseguiu
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: a história fraca
Ricardo: A interpretação de alguns atores
Você se identificou com algum personagem?
Alê: Marcelo Antony, pega duas mulheres lindas em menos de 1h15
Cristina: com as cantoras no velório (rsss)
Mariana: com a loira que pega o Marcelo Antony!!!
Deborah, Ricardo e Márcia: com ninguém
Como nosso festival de cinema no ano que vem o Cineme-se 2009, terá como tema o Figurino, nós temos uma pergunta sobre esse assunto: qual o figurino que você mais gostou?
Alê: o vestido e o cabelo de Ary Fontoura ficaram parecidos como da minha avó.
Cristina: o do pessoal do velório, chiquérrimos!
Mariana: não foi marcante, é simples
Deborah, Márcia e Ricardo: o da Dona Dina (Ary Fontoura) – fiel a sua idade, postura, personalidade; boa caracterização por ser um homem vestido de mulher.
Alê: o assalto, sequestro.
Cristina: cena da decepção de Dona Dina ao saber o que realmente pensam seus filhos sobre ela.
Deborah: a cena das senhoras com os assaltantes comendo bombons
Márcia: todas as cenas dos assaltantes com Dona Dina e Nicete
Mariana: bombons!!!
Ricardo: o julgamento da mãe em relação aos filhos
Para encerrar uma frase sobre o filme:
Alê: onde compra aquele bombom?
Cristina: deixou a desejar como filme
Deborah: dar valor as pessoas mais experientes (mais idosas)
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: sorria, meu bem!
Ricardo: “no final da vida somos somente lágrimas e cabelos brancos!”
Bem, agora o meu apanhado geral, quer dizer, minha opinião sobre o filme. Resolvi fazer assim desta vez principalmente porque eu não gostei em nada do filme. Até esperava uma boa comédia, já que são os mesmos produtores de Se Eu Fosse Você — que eu gostei muito, vi no cinema e já vi mais umas duas vezes na TV — e dirigido por Jorge Fernando — que considero ótimo ator e diretor e sem falar que faz muito bem gêneros como comédias.
Mas não gostei de nada! Começando pelo nome, logo que vi, li, me lembrou “A Guerra dos Roses”, uma ótima comédia de ação de 1989, dirigida por Dany DeVito, com ele também no elenco além de Michael Douglas e Kathleen Turner, entre outros. No mínimo alguma referência boa ao filme anterior se espera. A semelhança que fica é que os dois são comédias e ambos usam de uma linguagem tragicômica com exageros, toques mórbidos, excentricidades etc, mas fica por aí. Guerra dos Roses soube fazer isso, já a Guerra dos Rocha… não!
É um pastelão, mas que nem é tão engraçado assim — não se escutaram muitas risadas no cinema que estava bem vazio — e eu acredito que isso não aconteceu justamente porque ele, o filme, não consegue se enquadrar definitivamente em nenhum gênero especifico: não é totalmente uma grande comédia, não é totalmente trash, não é drama, não é romance, tenta ter um clima meio Almodovariano (e que passa longe disso) e, ainda por cima trata de vários assuntos ao mesmo tempo: problemas da adolescência, velhice, de relações familiares, da corrupção, da política, da cultura… enfim, critica tudo isso e mais um pouco mas não se firma em nada disso.
A opinião de nosso grupo mostra claramente a postura fraca do filme: todos acharam que o melhor do filme é a Ary Fontoura; a melhor cena do filme é praticamente a mesma para todos — assalto — e um pouco da decepção com os filhos. Se o filme fosse muito bom a variação de opiniões seria maior.
Realmente Ary Fontoura salva o filme. Esquecemos que é um homem fazendo uma mulher. O figurino e direção de arte ajudam muito nisso, mas ele está magnífico. Ele é o filme. Além dele também podemos destacar Nicete Bruno com quem divide a melhor cena, sequência de todo o filme: a do assalto, dos bombons — para entender a relação do assalto com os bombons só vendo o filme, mas, nem indico que o vejam para saber qual é. Se quiserem, me perguntem que falo em separado.
A idéia de abordar a questão dos idosos, abandono, interesse material é ótima, mas fica meio perdida. Jorge Fernando, diretor do filme, até conseguiu me emocionar na cena final, mas é uma emoção que ficou meio perdida em todo o conjunto tragicômico de todo o resto. Essa emoção deveria ter sido conseguida na mesma linguagem e não em outra, de repente, assim sem mais nem menos, ele (o filme) fica sério demais.
Bem para mim o filme Guerra dos Rocha realmente foi uma guerra para que tentasse achar pontos positivos no filme. Quem quiser ver, veja e depois conte para gente sua opinião sobre A Guerra dos Rocha.









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