
No nosso 15º cinesurpresa, dia 9 de novembro, tivemos uma votação, quase unânime. Somente um dos participantes não escolheu o filme 007 – Quantum of Solace, a nova aventura o agente secreto mais famoso do mundo, mas que, infelizmente para os fãs do James Bond, não continua o mesmo.
14 pessoas participaram deste nosso encontro de novembro: André Leite, Cristina Silveira, Dani Marino, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Glauce Guimarães, Letícia Cheneme, Lívia Venâncio, Márcia Okida, Marco Moreira, Paulo Vicente, Ricardo Reis, Ronaldo Marino e Samantha Santos. Destas 14 pessoas, 9 gostaram do filme e 5 não. 4 veriam novamente, 9 não veriam e 1 pessoa disse que talvez.
007 – Quantum of Solace teve nota 6,8 dos nossos participantes e por isso fica no 12º lugar, no nosso Ranking Surpresa, perdendo até de Duro de Matar 4. O 22º filme da série deixa muito a desejar para os fãs de 007. Com muita ação — leia-se, principalmente, matança — e pouca história, o filme não prende e nem mesmo supreende, feito este que Cassino Royale conseguiu ao adotar uma linguagem mais adulta, realista se aproximando de uma visão mais nova de agentes secretos protagonizados, por exemplo, por Jason Bourne. James Bond é menos fantasioso, menos sensual, encanta menos mulheres e se torna mais frio, calculista e um tanto quanto insensível. Traços marcantes de toda a série 007 somem mais ainda em Quantun of Solace. Sem cenas ardentes, sem grandes romances, poucos efeitos mirabolantes ou impossíveis e nem a famosa fala “meu nome é Bond, James Bond” existe mais. Dá para sentir saudades dos grande filmes de Bond.
O melhor e o pior no filme para os nossos participantes:
O PIOR
André: o filme perder a verossimilhança conquistada com o anterior, toda a ação desenfreada soa forçada.
Cristina: as cenas fantasiosas de perseguição e a abertura do filme
Dani: o enredo ficou um pouco confuso
Eduardo: a narrativa
Glauce: a vontade de vingança pessoal do Bond, em outros filmes sempre foi frio e indiferente.
Eddie, Letícia, Marco: O roteiro
Lívia: muito exagerado apesar de ser 007
Paulo: velocidade
Ricardo: a falta de Sean Conery
Ronaldo: cenas de ação muito em close, tornando-as um pouco confusas
Samantha: falta de roteiro, muita matança tão rapidamente e desafeto ao jogar o amigo na lixeira
O MELHOR
André: a subtrama que mostra o desejo de vingança de bond é mais interessante que a trama principal.
Cristina: rever Gian Carlo Gianini atuando
Dani: excelentes cenas de ação
Eddie: Pedro Cardoso era o vilão
Eduardo: a abertura e os títulos das cidades
Glauce: o terno do 007 nunca rasga ou amassa, prova ser de ótima qualidade
Letícia: as cenas de ação que apesar de forçadas foram a salvação do filme
Lívia: vingança
Marco: cenas de ação
Paulo: velocidade
Ricardo: Ação e ação
Ronaldo: cena inicial com os carros, muito bem feita
Samantha: por alguns minutos a demonstração de afeto pelo amigo em sua morte

Estou entre os que não gostaram do filme e só veria de novo se estivesse passando na tv e meio que por acaso, sem nada mais para ver. O que menos gostei no filme, acho que já deixei claro no meu texto de introdução. Já o que eu achei de melhor… mesmo falando de filme o melhor para mim esta relacionado a minha área: design. Sem sombra de dúvida a abertura do filme merece um olhar especial. Propositalmente feita para ter um clima anos 70, sem grandes efeitos especiais, mas com um cuidado com a direção de arte, tipografia, cores e conjunto estético extremamente minucioso. Misturando estilo de desenhos, traços, passando pelo linguagem dos quadrinhos com altos contrates e pitadas de tecnologia e sensualidade. Tudo isso com muita sobreposição de imagens, silhuetas deixando algumas imagens meio que subliminares, ou seja, dificilmente são percebidas. Se pararmos para olhar quadro a quadro essa abertura, a cada nova olhada uma nova composição de imagem é percebida. Você poderá admirar essa abertura nos nossos vídeos ao lado.
Outro detalhe nota 10 e também relacionado ao design é a tipografia usada em todo o filme. Quantun of Solace é ambientado em seis países — um dos motivos em que a narrativa se perde — e para cada País uma tipologia aparece na tela escrevendo o nome do local. Essa escolha tipográfica é perfeita, cada letra realmente possui a personalidade de cada local. Vale a pena reparar nestes detalhes. Mas, para não deixar de falar do filme, se tiver que achar algo de bom, além do Daniel Craig, digo que são as cenas de ação, meio forçadas mas bem feitas com um linguagem mais cinematográfica, menos básica que o normal para os filmes de ação.

Se identificou com algum personagem?
André: Sim, Mathis. Este personagem representa a lealdade que só bons amigos possuem.
Letícia: com a “M”, que é a única inteligente no filme
Paulo: Sim. Mr. Bond. Pela criatividade na ação e pressão do tempo curto (dead-line)
Ricardo: Sim, com James Bond. Foi em busca de seu amor dilacerado e perdido, vingou e se fez sofrer.
Samantha: Sim. Com 007, porque sempre tenho acesa a vontade de mesmo em sonho, ser agente.
Cristina, Dani, Eddie, Eduardo, Glauce, Lívia, Marco, Ronaldo: com ninguém
Uma cena do filme
André: a secretária do governo banhada em óleo em cima da cama do hotel
Cristina: quando pede ajuda para a Bond Girl, um momento romântico…
Dani: a perseguição do começo o filme
Eddie: a luta entre Bond e o traidor do M16 nos andaimes
Eduardo: a luta nos andaimes
Glauce: quando ele deu uma lata de lubrificante ao Greeen
Letícia: a luta entre Dominic Greene e Bond em meio ao fogo
Lívia: a hora em que o presidente é morto
Marco: Mathis, quando morre. É tirado do carro como morto, quando não estava e mostra mais um erro de Bond.
Paulo: quando eles pulam do avião, a luta pela sobrevivência, os segundos em que o pára-quedas é aberto
Ricardo: a queda de Bond e da moça do avião, velocidade a perder de vista…
Ronaldo: a paisagem de fundo da perseguição do avião no deserto
Samantha: ele segurando o amigo nos braços enquanto morria

E para preparação para o Cineme-se 2009 sobre figurino: qual o figurino você mais gostou?
André, Dani, Eddie, Eduardo, Paulo, Samantha: o terno de Bond – suja mas não rasga; elegância de James; charme elegância, clássico e instigante
Cristina, Ricardo: nenhum
Glauce: calça jeans e regata branca (camille) porque eu gosto destas roupas simples e usuais
Letícia: o da “M” por ser elegante e chique
Lívia: os da festa
Marco: Camille por razões óbvias
Ronaldo: Dominic Greene, mais descolado
Não me identifiquei com ninguém. Já sobre a minha cena e figurino, novamente tenho uma visão mais relacionada ao design do que ao cinema, comprovação de como estas áreas podem ser bem próximas. A cena que mais gostei é a sequência onde eles vêem uma apresentação teatral, uma ópera. A luz, a cenografia, não apenas do filme mas da ópera que estão vendo é maravilhosa. Cena que reflete uma ótima direção de arte, assim como, uma boa fotografia que está presente em todo filme. (nas imagens abaixo cenas cenas referentes ao que falo).

Quanto ao figurino todos vestem roupas clássicas, portanto sem muito trabalho. Já o de Mathieu Almaric, que interpreta o “vilão” Dominic Greene, mereceu uma mão mais criativa e um grande trabalho que relaciona muito bem figurino e personalidade. Dominic Green, em quase todo o filme, desfila uma série de roupas cafonas, não bregas, bem ao estilo de Agostinho de A Grande Família. Seu figurino merece um olhar mais atento as cores, combinação de formas, contrastes, estampas etc tudo bem diversificado. Só para constar me lembrei agora da belíssima atuação de Mathieu Almaric em O Escafandro e a Borboleta. O vendo em 007, vemos realmente como é um ótimo ator, é difícil fazer uma relação na hora entre seu outro personagem. Fica aqui uma ótima dica, bem melhor que 007.

Para terminar, uma frase sobre o filme:
André: James Bond com inveja de James Bond
Cristina: fiel ao estilo 007
Dani: boom – boom – puch – pow
Eddie: Bond não é mais o mesmo
Eduardo: corra é uma bomba… o filme
Glauce: respire fundo…
Letícia: poderia ter sido melhor
Lívia: deixou a desejar
Marco: vingança é um prato que se come frio
Paulo: vertigem
Ricardo: confie o seu coração, para depois moldar a razão
Ronaldo: muita ação e pouco enredo. História sem muita originalidade.
Samantha: nenhuma
Eu diria: Quer muita ação, matança? Não quer pensar, nem colocar o cérebro para funcionar? Vá ver 007 Quantum of Solace. Saudades dos bons filmes de James Bond. Veja O Escafandro e a Borboleta.




