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27
Mar
09

MILK: eu vim convocar vocês

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Ainda respirando o Oscar 2009 o 19º CINESURPRESA que foi no Espaço Unibanco teve como opções dois filmes que possuíam indicações para o Oscar: O Casamento de Rachel e MILK. Milk – A Voz da Igualdade foi escolhido por unanimidade pelos 9 integrantes da noite que deram uma nota média de 8,6 para o filme fazendo com ele ficasse empatado em nosso ranking com o filme Piaf em 6 lugar (veja nosso ranking na coluna da direita) . Das 9 pessoas todas gostaram do filme mas, uma disse que não o veria novamente. Veja o vídeo deste nosso encontro no final deste post ou clicando aqui.

MILK é baseado em fatos reais, em tristes fatos reais, que mostram abertamente o lado preconceituoso da sociedade e das pessoas. Preconceito este, no caso do filme, pelos homossexuais, mas que em vários momentos deixa claro o que também existe em relação aos negros, deficientes, asiáticos, judeus etc.
Adorei o filme! Não conhecia a história de Harvey Milk e nem destes acontecimentos. Saí de lá realmente chocada com a possibilidade, real, de um dia alguém ter proposto uma lei dizendo que o homossexualismo seria ilegal, que todos os homossexuais deveriam ser despedidos e menosprezados e tudo isso com o aval da lei. O pior é  saber que em algumas instâncias essa lei foi aprovada. Foi contra isso que Harvey Milk lutou contra este tipo de preconceito.


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Esse filme fez como que eu colocasse uma questão a mais para os participantes: Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? Encerrarei este texto com estas respostas.
Acredito que não tenha no meu círculo de amigos pessoas com esse pensamento pequeno e se tiver, sem saber, sinto vergonha por elas, por existirem pessoas assim com tantos preconceitos contra homossexuais, nordestinos, pobres, negros, deficientes, judeus, asiáticos etc e até contra mulheres (já fui vítima de alguns preconceitos por este motivo).
Bem, vamos o filme. Milk começa mesclando fatos reais sobre os acontecimentos da época e sobre a sua morte. Isso continua em vários momentos do filme, o que faz com que a carga de realidade seja mais forte e tudo choque mais. Quem conta a história é o próprio Harvey Milk através de uma gravação — que ele realmente fez e você poderá ouvir a original aqui.


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Nosso grupo era composto por: André Hermes, André Leite, Caio, Durval Moretto, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Ricardo Reis, Victor Martim e eu, Márcia Okida.

O Melhor e o Pior em MILK
O Pior

André Hermes: mostou pouco sobre o quanto a igreja alertava sobre a discriminação • André Leite: o ritmo oscilante do filme • Caio: ausência total das mulheres na causa gay, apesar de aparecer uma para ser militante de MIlk • Durval: o recalque leva as pessoas a cometerem loucuras • Fabio: o excesso de drama em vários momentos • Glauce: o ritmo do filme muito lento • Ricardo: nada • Victor: o abuso dos clichês gays em alguns momentos.

O Melhor

André Hermes: foi a representação das pessoas apoiando e deixando de se esconder • André Leite: a atuação de Sean Penn, impecável. • Caio: quando mostra no filme o poder de estruturação de um movimento gay. Quando conseguem chamar a atenção e conquistar a  sociedade • Durval: a união é capaz de modificar a vida das pessoas para melhor • Fabio: interpretação dos atores, Sean Penn, Josh Brolin e James Franco. Trilha Sonora • Glauce: a vitória do movimento gay depois de várias tentativas, alcançaram o objetivo • Ricardo: o filme todo! • Victor: sem dúvidas: o tema abordado.

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Eu realmente gostei muito do filme, não vejo defeitos. Gostei do ritmo, da proposta enfatizaria, tecnicamente falando, a direção de arte, figurinos e trilha sonora. E sem ser pelo lado técnico é sempre bom ver um filme que aborde qualquer tipo de preconceito para que, quem sabe um dia, eles acabem definitivamente.

Você se identificou com algum personagem?

André Hermes: com o primeiro namorado do Milk pois é uma pessoa que apóia os movimentos mas não toma a liderança • André Leite: sim, com o prefeito por ter a mente aberta a novas possibilidades • Caio: sim, com o prefeito de São Francisco, um dos poucos personagens heterossexuais que não demonstrou ser homofóbico. Em momentos usou seu poder de influência a favor do movimento gay • Durval: com Milk • Fabio: nenhum em especial • Glauce: não • Ricardo: com Harvey Milk, pela coragem, o fio condutor da vida, a esperança de igualdade também foi a sua morte • Victor: não.

Qual o melhor figurino na sua opinião?

André Hermes: quase todos os figurinos se identificam muito com os personagens, mostra como os gays assumidos se vestiam • André Leite: nenhum não gosta da moda dos anos 70 • Caio: o traje hippie na primeira aparição do personagem de James Franco • Durval: do assassino, sempre com roupas sóbrias e formais • Fabio: gostei do figurino no geral fiel a atmosfera da época • Glauce: do Harvey… básico, camiseta e cala jeans • Ricardo: camiseta do 1º namorado de Milk, bem justinha • Victor: gostei de todos muito adequados à época em que o filme passa.

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Bem eu me identifiquei com Milk, firme em seu propósito, em sua luta por aquilo em que acreditava, teimoso até o fim… e pelo desprezo que ele sentia por qualquer tipo de preconceitos.
Figurino? O conjunto é perfeito, já disse acima que acho um dos pontos positivos do filme mas gosto da passagem de estilo do figurino de Harvey Milk desde antes de sua entrada na política até seu novo make-up para a sua luta em busca de votos.

Uma frase sobre o filme e uma cena

André Hermes: necessário todos assistirem para diminuir o preconceito atual • cena: cena em que Milk leva a multidão para caminhar pelas ruas.
André Leite: não importa a idade, basta você acreditar e lutar pelo que acredita • cena: quando um garota entrega um panfleto para Milk e está escrito “união e esperança”.
Caio: peço a todos os homossexuais que saiam do armário • cena: cenas de passeatas e marchas de protestos
Durval: “eu vim convocar vocês” • cena: a cena do assassinato, uma metáfora sobre a Tosca
Fabio: a esperança supera preconceitos e manobras políticas • cena: a morte de Harvey Milk.
Glauce: tenham esperança… • cena: todas com a atuação do Sean Peen, estão perfeitas.
Ricardo: esperança para a minoria! • cena: todas!!!
Victor: ótimo filme com temática interessante • cena: a cena da passeata, da luta em defesa das minorias

Minha frase: “Dar ouvidos à preconceitos é renunciar à liberdade.”
Minha cena? difícil são muitas que me chamaram a atenção. Como designer gosto de todos que mostram cartazes e panfletos mas principalmente quando ele fez seu primeiro “discurso” pegando uma caixa de sabão e a usando como palanque. Como pessoa fiquei extremamente tocada com a beleza e simplicidade da cena de sua morte e a passeata final com aquelas milhares de velas a cena do filme se fundindo com a real.

Abaixo atores do filme ao lado das pessoas que eles representaram

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Sobre a pergunta do início motivada pelo filme:

Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? o que nossos participantes surpresas pensam disso? Deixa aqui também a sua opinião.

André Hermes: Hoje ainda existe preconceito mas ele é muito mascarado, pois hoje tem leis que protegem. Mas hoje esse preconceito é bem menos que na década de 70.
André Leite: entre os anos 70 e 90, o preconceito pode ter diminuído, mas ainda é latente em nossa sociedade.
Caio: Os gays ainda sofrem discriminação sim. São vistos como doentes, errados no que são. Mas isso nos dias de hoje não é tão forte como na época do filme (década de 70)
Durval: Sim, ainda existe preconceito contra os homossexuais, embora tenham conquistado seu espaço.
Fabio: Sem dúvidas houveram avanços significativos, mas o preconceito ainda persiste em diversos segmentos da sociedade.
Glauce: O preconceito existe tanto para os gays, negros… mas, com muitas evoluções, pois, em 1978 não tinham espaço para discutir o assunto.
Ricardo: Infelizmente ele ainda existe! Quem sabe daqui há uns 20 anos não exista mais.
Victor: Atualmente o preconceito existe sim por parte da sociedade mundial. Aos poucos porém, os homossexuais vêm ganhando seu espaço.

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A minha opinião é todo e qualquer tipo de preconceito é burro, é fruto da ignorância da pobreza de espírito. Sendo preconceituosos perdemos a chance de conhecer novas idéias, culturas e pessoas. Deixamos de crescer, de evoluir. Nos tornamos mais pobres, mesquinhos, nos tornamos menos, sempre menos em tudo que temos em nosso corpo e alma, daí as guerras, os assassinatos, os atos absurdos como queimar índios, surrar homossexuais, bater em mulheres etc.  Infelizmente o preconceito existe em várias áreas e acho que o mundo, as pessoas, ainda precisam evoluir muito para que isso acabe. E se um dia acabar, tenho certeza de como Márcia Okida não estarei aqui neste mundo para ver e ficar feliz com isso, quem sabe em alguma reencarnação futura.

E você?  O que acha do preconceito de qualquer tipo? Escreva para gente clicando aqui

cartaz2Um pouco mais de MILK, agora um pouco de Design. Escrevi um artigo para uma revista de design sobre os créditos de aberturas, encerramentos e suas tipografias, dos filmes que concorriam ao Oscar 2009. MILK tem um conjunto tipográfico muito bom, desde sua abertura até os panfletos políticos que eles fez e distribuiu em sua campanha. Quer ler sobre o que escrevi da tipografia de MILK clique aqui e se quiser ler sobre as todas as aberturas de todos os filmes, aqui. Sem falar no cartaz. Gosto mais deste do que o que abre este artigo. Mas, gosto da metade para cima. A parte debaixo está poluída demais com muitos créditos quase ilegíveis por estarem esticados, sem falar que ocupam muito da imagem tirando a força do restante do seu corpo. A presença do azul é sempre marcante mesmo no cartaz branco, já que é a cor de sua campanha e tem tudo a ver com a proposta da busca pela igualdade. Letras retas, fálicas, marcantes totalmente condizentes com a personalidade de Harvey Milk.

04
Mar
09

Foi Apenas um Sonho

** se você ainda não viu o filme, atenção: este texto contém alguns  spoilers

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Em tempos de Oscar 2009 o nosso 18º CINESURPRESA foi no Cinemark e o filme escolhido pela maioria foi “Foi Apenas um Sonho”, tradução, na minha opinião, totalmente equivocada do nome verdadeiro “Revolutionary Road”. Tivemos 12 pessoas presentes: André Leite, Cristina Silveira, Deborah Okida, Durval Moreto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Jessica Moraes, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu Márcia Okida. Entre todos nós, 4 pessoas não gostaram do filme e 8 gostaram. 5 não veriam o filme novamente; 2 falaram que talvez e 5 veriam novamente. A média de nota foi de 6,3 colocando “Foi Apenas um Sonho” em 16º lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado), ganhando apenas de Guerra dos Rocha com nota média de 5,6.

revolutionary-roadO principal erro de “Foi Apenas um Sonho”, na minha opinião, começa com a má escolha do nome para o Brasil. Este nome faz com que o público espere uma história de amor ou um bom romance, principalmente tendo como protagonistas o casal romântico de Titanic:  Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. “Revolutionary Road” tem uma proximidade muito maior com o tema do filme: uma análise crítica do melhor estilo “american way of life” e a crua e dura realidade em cima da vida de um casal que ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road resolvem mudar o rumo de suas vidas indo por um caminho mais idealista e que choca a sociedade em sua volta. Esta revolução na vida amorosa e familiar seria uma aventura, uma fuga, uma busca pelos seus ideais, um retorno ao passado ou apenas um sonho? (a proximidade com o nome nacional fica por aí)

É disso que o filme trata mas, de uma maneira, a meu ver lenta e cheia de buracos no roteiro. Cenas curtas demais e que mereciam ser maiores e outras infindáveis que poderiam ter metade da sua duração. Um exemplo: a cena em que os dois se conhecem dura, acho que cerca de 1 minuto. Possui uma bela fotografia e uma semelhança com o primeiro longa do seu diretor Sam Mendes, Beleza Americana. Mas nem chega perto da beleza e perfeição de seu primeiro filme. Achei extremamente lento e previsível, estou entre as 4 pessoas que não gostaram e não veria novamente.

O melhor do filme para

André: a interpretação de Kate Winslet • Cristina: as atuações do casal principal em seus diálogos ora densos, ora românticos. • Deborah: ambientação da época •  Durval: a corretora de imóveis, com sua dissimulação e caracterização do personagem • Eduardo: a interpretação de Kate Winslet • Fabio: bons personagens e diálogos, questionamentos interessantes sobre escolhas e relacionamentos • Glauce: a morte da April, boa solução • Izabela: os atores • Jéssica: a atuação e emoção do casal protagonista (Kate Winslet e Leonardo DiCaprio) • Priscila: figurino, trilha sonora e atuação de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio e também de Michael Shannon • Ricardo: a cenografia da casa de April (Kate Winslet).

O pior no filme

André: o sumiço repentino dos filhos do casal • Cristina: o final, a cena de um personagem apático • Deborah: algumas situações ficaram meio soltas, as vezes não parecia que eles tinham filhos, pois as crianças sumiam • Durval: um filme com personagens não resolvidos, as crianças, o que pensam dos pais? • Eduardo: a falta de inovação de Sam Mendes, na linguagem • Fabio: a história poderia ser melhor estruturada, os filhos dos personagens têm importância mínima na história • Glauce: o vizinho levar a esposa do outro vizinho para casa, essa troca foi péssima • Izabela: Algumas vezes se torna um pouco cansativo • Jéssica: cenas paradas e descartáveis  • Priscila: angustiante • Ricardo: o texto.

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Bem eu acho que já falei o que achei de bom ou ruim mas só para reforçar: o filme tem uma boa direção de arte, fotografia e trilha sonora. Na minha opinião são as únicas coisas boas do filme. Personagens e histórias mal resolvidos, o único personagem bem resolvido na trama é justamente o “neurótico, louco” da história: Michael Shannon que em poucas cenas “fala” mais sobre o tema do filme do que todos os outros personagens.

Se identificou com algum personagem?

André: com John, Michael Shannon, o filho da corretora, por dizer a verdade nua e crua. Gostaria de ser assim • Durval: com April, um personagem que conclui o filme e pontua com sua intensidade • Fabio: com o louco da história, Michael Shannon, por ser o único que percebe a loucura da nossa sociedade • Izabela: um pouco com cada um dos 3 (Michael Shannon, Kate Winslet, Leonardo DiCaprio) • Jéssica: com o maluco, Michael Shannon, porque ele deu um pouco mais de emoção ao filme • Cristina, Deborah, Eduardo, Glauce, Priscila, Ricardo: nenhum.

Em homenagem ao Cineme-se 2009 que tem como tema o Figurino: Qual figurino você mais gostou.

André: nenhum, padrão demais • Cristina: figurino bem caracterizado e que mostram a bela forma de Kate e elegância de Leo • Deborah: da colega de trabalho de Frank (Leonardo DiCaprio), era discreto mas também sedutor  • Durval: da April, muito bonito com traços e tecidos que a valorizavam • Glauce: April, Kate, roupas claras e vestidos simples • Izabela: Na verdade, não gostei muito do figurino do filme. • Priscila: April, Kate • Ricardo: April, pela elegância • Eduardo, Fabio, Jéssica: nenhum em especial.

Não me identifiquei com ninguém, mas o personagem que mais me cativou foi o de Michael Shannon (John), o neurótico bipolar mais consciente do filme. Quanto ao figurino já falei sobre a direção de arte que foi impecável e isso vale para figurino, todo bem feitos e característicos da época e do “american way of life”.

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Uma cena do filme

André: a cena final com o marido da corretora diminuindo o volume de seu aparelho auricular • Cristina: a cena em que decidem juntos mudar para Paris • Deborah: a cena do bosque em que ele a deixa sozinha para pensar • Durval: a cena em que o filho da corretora aparece pela 1ª vez. Uma cena teatral • Eduardo: a morte dela • Fabio: após a discussão dos personagens, quando a casa e os personagens ficam no escuro, e a cena final, com o velhinho abaixando o volume do aparelho de surdez • Glauce: a café da manhã preparado pela April e as cenas em que “o maluco” diz umas verdades para o casal • Izabela: A cena que ele encontra o negócio de abortar e a briga dos dois por isso. • Jéssica: da discussão entre o John com os seus pais e o casal jantando • Priscila: a cena do velhinho desligando a aparelho, a forma como foi conduzida • Ricardo: a cena em que April olha da janela, o que acabou de fazer, o aborto. Um olhar marcante que diz tudo.

Uma frase sobre o filme

André: relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias.
Cristina: “procurar pelo em ovo”.
Deborah: uma frase “do” filme: “Eu só sei o que estou sentindo”. Sobre o filme: procurou mostrar os encontros e desencontros dos sonhos de duas pessoas. A felicidade está “em nós” e não fora.
Durval: “Não existe lugar para mim aqui” April, no bar.
Eduardo: a classe média em autodestruição.
Fabio: de perto, ninguém é normal.
Glauce: ótima atuação de Kate Winslet.
Izabela: a felicidade é de dentro pra fora.
Jéssica: um show de atuação dos protagonistas apenas, uma boa história que não rendeu.
Priscila: não se deixar levar pelo marasmo, não estagnar.
Ricardo: redemoinho de emoções frustradas e desconexas.

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Fico com algumas frases acima que realmente acredito que possuem o espírito do filme: “relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias” (andré leite);  e duas frases do filme que citaram acima: “Eu só sei o que estou sentindo” e “Não existe lugar para mim aqui” que tem uma relação direta na minha cena do filme, bem do início, que é a cena do encontro de April (Kate Winslet) e Frank (Leonardo DiCaprio) uma cena que durou muito pouco mas que, para mim, deixou claro a personalidade de cada um deles, a trajetória complicada do casal o final trágico de April.

Para encerrar uma de Eugène Ionesco, patafísico, escritor e dramaturgo romeno, um dos pais do Teatro do Absurdo:

“Pensar contra a corrente do seu tempo é heróico, dizê-lo é uma loucura”
(frase que representa o melhor personagem do filme, na minha opinião, o louco, neurótico, bipolar John, Michael Shannon.)

E queremos agradecer aos nossos parceiros oficiais:
Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

30
Jan
09

A Troca

changeling_01Nosso 17º Cinesurpresa foi dia 11 de janeiro no Cine Roxy, no Gonzaga em Santos. Os concorrentes da noite foram: Sete Vidas, A Troca, Se Eu Fosse Você 2 e Guerra dos Mundos. O vencedor: A Troca, filme de Clint Eastwood  que concorre a 3 categorias no Oscar deste ano sendo: Melhor Atriz (Angelina Jolie), Melhor Direção de Arte (James J. Murakami e Gary Fettis) e Melhor Fotografia (Tom Stern).

Neste nosso encontro tivemos a participação de 16 pessoas que fizeram com que A Troca tivesse uma média de nota de 8,8 fazendo com que ele ficasse em 5º lugar em nosso ranking surpresa (veja no quadro na coluna ao lado). Destas 16 todas gostaram do filme mas 6 pessoas não veriam novamente.

turma-171O grupo era formado por: André Leite, Beatriz França, Camila Micheletti, Cláudia Busto, Deborah Okida, Durval Moretto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Gustavo Pereira, Ivete Ribeiro, Izabella Freitas, Priscila Rodrigues, Renier Pamplona, Ricardo Reis e eu, Márcia Okida.

A Troca é um filme que mostra 3 casos reais que se entrelaçam e que ocorreram em Los Angeles, Riverside, Califórnia, entre 1928 e 1930: a grande crise de corrupção pela qual passou a polícia de Los Angeles; a série de assassinatos de jovens rapazes conhecido como “Wineville Chicken Coop Murders” e o desaparecimento de Walter Collins, filho de Christine Collins (Angelina Jolie) um garoto de 9 anos que em seu suposto resgate foi trocado por outra criança, Arthur J. Hutchins Jr, pela Polícia de Los Angeles, mas que depois se descobriu que havia sido umas das vítimas do “Wineville Chicken Coop Murders”, Gordon Northcott e Sarah Louise Northcott.

O filme possui uma direção de arte que recria perfeitamente a época mas, o filme, deixa a desejar em alguns pontos, como até algumas passagens reais existentes na história, uma “liberdade poética” de Clint Eastwood, talvez, mas isso não diminui o filme.

O Melhor e o Pior do filme para cada um dos participantes.

O Melhor:

André: a perseverança e os valores morais que poucas pessoas conservam diante das adversidades • Beatriz: a história • Camila: a ótima fotografia • Cláudia: a lutas das mulheres • Deborah: sempre lutar pela verdade e a iluminação e cores sempre frias e sóbrias • Durval: tenacidade • Eduardo: a coragem da mãe • Fabio: atuação, direção e roteiro • Glauce: a justiça ter sido feita • Gustavo: a resolução global dos fatos • Ivete: ocorreu esse fato em 1928 e embora o filme seja desta época a história é bem atual, achei isso o máximo do filme • Izabella: uma história simples e bem contada • Priscila: Angelina Jolie que está ótima no filme, os lugares escolhidos para a filmagem, figurino que passaram bem a realidade • Renier: não opinou • Ricardo: a justiça seja feita.

O Pior:

André: a corrupção existente nos pilares da sociedade • Beatriz: o andamento do filme • Camila: um pouco extenso demais • Cláudia: a vida das mulheres • Deborah: saber que tudo aquilo aconteceu de verdade e como as instituições são hipócritas • Durval: o chefe de polícia não admitir os erros • Eduardo: a corrupção policial • Fabio: a duração do filme (poderia ter acabado na cena do julgamento) • Glauce: assistir um filme que foi uma história real • Gustavo: a maneira de se intercalar dinamicamente os acontecimentos • Ivete: a cena entre Angelina Jolie (a mãe) e o assassino • Izabella: faltou falar sobre a história da época • Priscila: algumas cenas longas e cansativas e algumas desnecessárias • Renier: a sensação de perda • Ricardo: que Deus tenha pena de sua alma.

Para mim o melhor do filme esta na direção de arte, já havia achado perfeito todo o clima e reconstituição de época e depois de ver a foto da verdadeira Christine Collins fiquei ainda mais apaixonada, achava realmente que deveria concorrer também a melhor figurino e direção de fotografia, que também é impecável com seu clima, luz sempre sombrias, muitos cinzas e tons terrosos. Mas como melhor figurino eu aposto mesmo em A Duquesa, filme de nossa edição anterior. Veja abaixo a foto da verdadeira Christine e de Angelina Jolie e reparem na perfeição de reconstituição de detalhes, como exemplo de toda a ótima direção de arte e figurino, ao lado o verdadeiro Walter Collins e uma foto do ator que faz o assassino e o real.

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Quanto ao pior do filme sem dúvida é o tempo, a edição e montagem que por vezes deixa o filme cansativo e longo demais. Cenas desnecessárias e cortes também desnecessários. Um formato mais enxuto daria um resultado melhor.

E fora o filme, a história me incomodou terrivelmente, saber que tudo aquilo foi real, que um ser humano é capaz de tais atrocidades é realmente incômodo. Me incomodou tanto que sonhei, na verdade tive pesadelos, com aquelas séries de assassinatos. Mas a proposta do filme era essa e foi: frio, duro e direto como outros filmes de Eastwood.

Identificou-se com algum personagem?

André: Christine Collins, pela perseverança e esperança de encontrar a verdade • Beatriz: não • Camila: Christine, pela obstinação e incansável desejo de ter o filho de volta • Cláudia: não, porque não consigo me imaginar vivendo tanta repressão • Deborah: com o investigador que não faz o que o chefe de polícia mandou, mas sim seguiu os seus princípios • Durval: Sra. Collins • Eduardo: Walter Collins • Fabio: não • Glauce: com a prostituta, porque sempre sou muito forte para ajudar o próximo e nem tanto para resolver os meus problemas e no final suportou tanto ou mais que a própria Christine • Gustavo: com o policial que, mesmo num meio corrupto, tenta agir corretamente. Esse tipo de proposta situacional acontece todos os dias, portanto é válido observar bons exemplos • Ivete: me identificar não sei, mas fiquei mobilizada com as crianças no galinheiro prestes a serem mortas • Izabella: não  • Priscila: de alguma maneira com a Christine por não desistir de seus ideais e lutar até o fim • Renier: não • Ricardo: com Christine, a força de vontade transborda de todos os seus poros.

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Qual o figurino você mais gostou?

Eduardo, Beatriz, Durval, Izabella, Priscila: Christine Collins • André: Christine porque remete fielmente a época dos anos 30 • Camila e Renier: os chapéus de Christine diferentes e charmosos • Cláudia: Christine, porque era elegante • Deborah: Christine, bem caracterizado com a época e com a situação vivida por ela • Fabio: gostei de todos, recriaram fielmente o vestuário da época • Glauce: todos porque retratam fielmente a época • Gustavo: a farda do chefe de polícia. Lembra-me que quanto maior a confiança da sociedade em uma pessoa, maiores são as responsabiliades sobre a sua delegação e a consequência dos atos dela • Ivete: o figurino dos meninos, pricipalmente de Walter Collins • Ricardo: Christine, sobriedade e elegância.

Uma cena do filme:

André: a cena onde Christine confronta o assassino na prisão • Beatriz: o depoimento do garoto que ajudou o assassino • Camila: todas do manicômio, sombrias e muito densas • Cláudia: Christine em contra luz, conversando no quarto com a criança que estava substituindo seu filho • Deborah: a cena da libertação das mulheres, no momento da troca de olhares entre Christine e a prostituta • Durval: o enforcamento • Eduardo: quando a mãe sai para trabalhar e o filho a observa pela janela • Fabio: as cenas da personagem no sanatório e o menino relembrando os assassinatos • Glauce: quando mostra a retrospectiva de Walter Collins fugindo • Gustavo: as partes finais do julgamento • Ivete: os pacientes do hospital sendo submetidos a convulsoterapia, e a frieza do médico em dar o diagnóstico irracional • Izabella: quando Christine foi falar com o assassino • Priscila: a cena quando as mulheres foram soltas, o sorriso no rosto de Christine do dever cumprido • Renier: na porta do hospital psiquiátrico quando Christine observa a saída de suas ex-companheiras de confinamento • Ricardo: todas as cenas que incomodam, dão uma nó na garganta, a vida nem sempre é perfeita.

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Eu me identifiquei com o investigador que mesmo recebendo ordens contrárias de seus superiores faz aquilo que seu coração e consciência e, no meu caso, espírito mandam em busca sempre do que acha certo. Sobre o figurino eu já falei antes e a minha cena, bem são muitas as cenas marcantes mas me tocam mais duas delas: a do garoto Sanford Clark quando dá o seu depoimento sobre as mortes e, mais ainda, a cena em que ele é obrigado a desenterrar os garotos assassinados.

Esse filme fez com que uma outra pergunta fosse feita: Você condenaria alguém a pena de morte? Você é contra ou a favor? E ficamos bem equilibrados nas respostas, tivemos 8 pessoas contra, 6 a favor e duas não opinaram.

Eduardo, Ivete: não opinaram • André: sou a favor, sim condenaria para intimidar a impunidade • Beatriz: contra, não condenaria, qualquer vida é sagrada e tem seu valor • Camila: favor, condenaria acusados de genocídios e crimes como o do filme merecem punição máxima • Cláudia: contra, não condenaria, pois acredito que quem comete algum crime tem que pagar em vida • Deborah: sou contra, não condenaria • Durval: contra • Fabio: eu não condenaria, mas acredito que o Estado poderia adotar a pena de morte em situações extremas e específicas • Glauce: sou a favor da pena de morte • Gustavo: contra, não condenaria, pois há medidas que poderiam ser bem mais frutíferas para todos os envolvidos • Izabella: a pena de morte é o castigo mais fácil para quem dá e para quem recebe. Sou contra • Priscila: sou contra, a pessoa tem que pagar por seus crimes e ser punida devidamente. Morrer é deixar o processo mais curto • Renier: a favor e sim condenaria o casal Nardoni • Ricardo: a favor e sim condenaria se fosse por um crime muito hediondo • E eu: não condenaria, sou contra, acho que todos tem direito a vida, não viveria tranquilamente se soubesse que tive participação mesmo que indireta ma condenação de alguém a morte. Acredito que existem penas mais duras do que a pena de morte para crimes hediondos como o do filme. A morte termina com tudo até com a punição. O criminoso morre, não sofre, não paga pelos seus atos e a sua morte não traz ninguém de volta a vida.

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Antes da frase final de encerramento sobre o filme, alguns fatos reais que não foram mostrados:

Gordon Stewart Northcott, o assassino, não cometeu os crimes sozinhos tinha uma cúmplice sua mãe (que depois descobriu ser sua avó) Sarah Louise Northcott que confessou ter matado Walter Collins em seu julgamento e foi condenada a prisão perpétua por isso.

Gordon Stewart Northcott no dia de seu julgamento confessou o assassinato de 5 meninos e descobriu que havia nascido de uma relação de incesto de seu pai com a filha. Sara assumiu a maternidade para esconder o incesto. No dia do julgamento também foi dito que Gordon havia sido molestado sexualmente quando criança por todos da família.

Christine Collins ficou presa no hospital psiquiátrico por 10 dias e só foi liberada porque Arthur confessou. Depois disso ele foi devolvido a madrasta (sua mãe morreu quando tinha 9 anos) e passou 2 anos em uma instituição de correção. Mais tarde escreveu “Sei que devo um pedido de desculpas a Sra. Collins e ao estado da Califórnia.” Arthur J. Hutchins Jr se fez passar por Walter Collins, realmente pensando em conhecer seu astro do cinema favorito.

Para encerrar, uma frase sobre o filme:

André: é árdua a tarefa de sustentar seus valores perante a corrupção e o mau caratismo.

Beatriz: extremamente forte a ponto de contrair os nossos músculos.

Camila: um bom filme, com uma história interessante e boas atrações.

Cláudia: a história só mostra o quanto é difícil ser mulher.

Deborah: só uma palavra esperança.

Durval: não provocar brigas, mas terminá-las.

Eduardo: vida longa as mães!

Fabio: uma história que não fala apenas sobre lutar por nossas crenças ou contra uma sociedade de aparências, mas também sobre perda e aceitação.

Glauce: “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”

Gustavo: na história, todos os esquemas interpessoais cujo tronco central não reverberava bons propósitos, cedo ou tarde caiam por terra.

Ivete: a corrupção nas instituições, sempre ocorreu, ocorre e vai ocorrer sempre.

Izabella: intuição materna.

Priscila: nunca desistir, mesmo com todas as adversidade da vida.

Renier: sempre existe justiça para todos, por mais que pareça difícil.

Ricardo: esperança.

Eu fico com a frase que a Glauce usou e que é do filme “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”


E queremos agradecer aos nossos parceirosoficiais:

Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

06
Jan
09

Que maravilha é ser livre – A Duquesa

16º CINESURPRESA, o último do ano de 2008, foi no dia 14 de dezembro no Espaço Unibanco com direito a comemorações, sorteio e amigo secreto entre as pessoas que participaram: Eduardo Ricci, Eddie Santana, Deborah Okida, Letícia Cheneme, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu.

duquesa4E terminamos de uma maneira clássica com o filme A Duquesa, uma biografia sobre a vida de Lady Georgiana Spencer que após se casar aos 17 anos com o Sir William Cavendish — 4.° Duque de Devonshire — tornou-se Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire, aristocrata e socialite britânica do século XVIII. O filme mostra como pela sua beleza, elegância e simpatia influenciou e encantou a sociedade britânica tornando-se, inclusive, referência da moda em sua época. Sua simpatia, facilidade de transitar entre os grandiosos salões debatendo política, participando de comícios e jogos, também reforçavam a sua popularidade. Fatos semelhantes ao da vida de sua parente mais atual, Diana Spencer, ou Princesa Diana, descendente de seu irmão George Spencer 2º podem ser vistos e comparados neste filme. Você pode ler mais sobre A Duquesa nesta matéria publicada na Veja ou saber mais sobre sua vida aqui. Acima 3 quadros onde foi retratada por artistas da época sendo o mais famoso o quadro acima à direita — com grande chapéu azul que esteve perdido por muitos anos e também um quadro de seu esposo Duque de Devonshire.

Mas vamos ao filme: “How wonderful is to be that free” (Que maravilha é ser livre)

Falando de poder, preconceitos e acima de tudo amor e liberdade o filme A Duquesa teve média de nota 9 dos participantes, ficando assim no 3º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna da direita ao lado), atrás apenas de Wall-e (10) e Persépolis (9,6). Todos gostaram do filme mas duas pessoas não veriam novamente.

O Melhor de A Duquesa

Eddie: a fotografia • Eduardo: o figurino e a narrativa • Deborah: a ambientação e os figurinos • Letícia: a atriz principal estava muito bem • Priscila: a história do filme e a forma como é desenvolvida. Keira Knightley (a duquesa) e o figurino • Ricardo: a atualidade dos sentimentos

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O Pior de A Duquesa

Eddie: a mãe que era uma interesseira e o roteiro. • Eduardo: a injustiça da época • Deborah: nos jogos do poder não existe liberdade. Quanto ao filme, achei que as vezes ficou monótono • Letícia: o tempo do filme • Priscila: o inconformismo da época • Ricardo: nada

A Duquesa é uma biografia e, como acontece nos bons filmes biográficos, seu ritmo está diretamente ligado ao universo onde a personagem viveu. A Duquesa Georgiana viveu no século XVIII — nasceu em 1757 e faleceu com 49 anos em 1806 — por isso, é de se esperar que seu roteiro, edição, trilha, direção de arte etc, retratem perfeitamente esta época. E é isso que acontece e de uma forma, na minha opinião, perfeita, mostrando como era ser mulher da aristocracia britânica envolta em preconceitos, machismos e que viveu um casamento de interesses, sem amor, onde sua principal função seria gerar um herdeiro homem do Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), o que torna-se um problema, já que no início de seu casamento somente da a luz a meninas fazendo com que cada vez mais o Duque se envolva com diversas amantes até o final de sua vida.
O roteiro segue esse clima: aristocrático, britânico e cheio de superficialidades e por isso tem um ritmo lento, algumas vezes até demais deixando alguns momentos realmente cansativos. Mas não prejudica o filme.


cartaz2O que realmente vale no filme é o
figurino — que muito provavelmente será indicado ao Oscar — direção de arte de um modo geral e fotografia. E o site segue esta linha — deveriam existir prêmios para isso: sites, cartazes, divulgação etc. Vale a pena dar uma passeada pelo site e perder um tempo na parte dos figurinos, “costumes”, onde podemos rotacionar as roupas vendo todos os seus lados assim como ampliar cada detalhe. Aproveite para ver fotos, vídeos e repare como a direção de arte é perfeitamente britânica e aristocrática.

Falando em figurinos: qual o figurino que você mais gostou?

Eddie: do Duque, sempre o mais elegante • Eduardo, Deborah: o da protagonista, Georgiana, A Duquesa • Letícia: o da Bess, mais simples e jovial • Priscila: todos, principalmente de Georgiana • Ricardo: todos

Com que personagem você se identificou no filme?

Eddie: Georgiana, por tentar ser a frente de seu tempo.
Eduardo: com Charles Grey.
Deborah: Georgiana, por manter seu amor sempre vivo.
Letícia: algumas vezes com a Duquesa e outras com a Bess.
Priscila: com Georgiana, por ser forte, intensa mas ao mesmo tempo sensível, extrovertida e que luta pelos seus ideais mesmo não tendo conseguido concretizar o principal.
Ricardo: sim, com todos! A personalidade de cada um se mistura com a minha.

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Quanto ao figurino, é difícil escolher algum, como disse antes são todos ótimos mas depois de dar uma olhada atenta no site, não tem como não ficar com o figurino de Georgiana, em especial com o vestido de casamento e com o uniforme azul “blue fox uniform”. Confira no site. Já sobre me identificar com algum personagem, não consigo me identificar com nenhum deles, talvez por não conseguir me imaginar vivendo naquela época e acho que se vivesse teria quebrado mais regras e lutado mais por tudo que desejasse. Todos os personagens de uma forma ou de outra em algum momento abriram mão de seus sonhos, desejos por causa das formalidades impostas pela sociedade. Abriram mão da liberdade, do amor, do trabalho, sonho… não me vejo fazendo nada disso por causa de um sistema social qualquer, principalmente quando nos privamos de nossos sonhos e liberdade.

Uma cena:

Eddie: a cena de sexo entre o Duque e sua amante enquanto os criados escutavam do lado de fora da porta e Georgiana chega.
Eduardo: a cena de sexo de Georgiana com seu amante, Grey.
Deborah: o jardim visto de cima com as crianças correndo e a cena do quarto de Grey quando Georgiana entra.
Letícia e Ricardo: a despedida da Duquesa com sua filha Eliza
Priscila: a cena de amor entre Georgiana e Grey e a cena da entrega da filha.

Uma frase sobre o filme:

Eddie: é lento
Eduardo: antes só do que mal acompanhado.
Deborah: vale a pena amar, mesmo correndo riscos e “How wonderful is to be that free” (que maravilha é ser livre)
Letícia: a frase do Duque: como é bom ser livre assim.
Priscila: viva intensamente e verdadeiramente.
Ricardo: liberdade, liberdade abre as asas sobre nós!!!

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A minha cena e a minha frase tem relação com essa sensação, diria até, necessidade que o filme passa de ser livre. A cena que mais mostrou isso para mim, o único  momento em que Georgiana realmente esteve livre totalmente vejo representado na cena final vista do alto ela e as crianças correndo no jardim. A frase: Como é bom SER livre, em tudo e por tudo. Livre de corpo e alma. Mente e espírito.

E para encerrar, fizemos um amigo secreto, entre os participantes que aparecessem, como disse no início. Depois de feito o sorteio na hora cada um tinha que dar de presente uma sugestão de livro, música e filme para que seu amigo secreto visse em 2009. O resultado foi o seguinte:
Eduardo tirou o Eddie, que tirou a Deborah, que tirou a Priscila, que tirou o Ricardo, que tirou a Letícia, que me tirou e eu tirei o Eduardo.
As dicas de livros dos paticipantes foram:
Alma Imoral (Nilton Bonder) – Paulo e Estevão (Chico Xavier) – Otimismo (Voltaire) – Quando Nietzsche Chorou (Irvin D. Yalom) – Paixão Pagú (Patricia Galvão) – O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Músicas:
Oceano (Josh Groban) – B´52 – ouvir as Ondas do Mar – Lábios de Mel (Tunai) – Putumayo -  Michael Bublé – Marisa Monte

Filmes:
Vick Cristina Barcelona – Ao Mestre com Carinho – Réquiem para um Sonho – Diários de uma Paixão – Ensaio sobre a Cequeira

Um Feliz 2009 para todos vocês e participem do nosso CINESURPRESA neste ano de 2009.

21
Jul
08

Wall-E… Nós podemos mudar o mundo…

Sempre que tenho que falar de algum dos nossos filmes do CINESURPRESA, faço uma pesquisa pela net de links que possam ser interessantes para passar para vocês, buscando visões, opiniões diferenciadas. Com Wall-E me deparei com uma grande unanimidade: não encontrei criticas negativas. Assim como a opinião do nosso grupo do 12º encontro, Wall-E está além das criticas negativas. Não existe o que falar mal deste filme. Também compactuo com a opinião de muitos: é bem mais fácil escrever sobre filmes ruins, ou que não gostamos do que falar sobre filmes bons. Imagine então como é difícil falar sobre um filme maravilhoso, perfeito! O que mais dá vontade de escrever, falar sobre filmes assim é:

— Vá ver Wall-E o quanto antes, não perca de modo algum e veja na telona do cinema, não espere sair em locadoras mas, quando sair compre o DVD, vale a pena. Wall-E é simplesmente apaixonante!

O 12º CINESURPRESA foi dia 13 de julho no Cinemark. Como vocês já perceberam o filme escolhido foi Wall-E, que teve uma votação unânime — concorreu com Kung Fu Panda e Hanckok que também estavam passando entre 18 e 19h. Outra unanimidade foi a nota dada ao filme: 10! Com isso Wall-E passou ao primeiro lugar, merecidamente, do nosso ranking. Nosso grupo mais uma vez estava pequeno, devido as férias muitos não puderam estar conosco. Vamos as primeiras opiniões, e mesmo tendo recebido nota 10 de todos, temos sempre a pergunta:

O pior do filme para você?

Deborah: o controle das pessoas, impedindo que vivam de verdade, mas apenas sobrevivam • Eduardo: a esmagada da barata • Ricardo: o piloto automático

Como podemos ver não tem o que falar mal do filme mas, do que ele mostra de ruim, do que pode acontecer com o mundo em que vivemos, se os homens continuarem a ter atitudes egoístas sem pensar no planeta. É ruim: a atitude dos homens, o comodismo pelo avanço da tecnologia, o descaso com o nosso planeta, meio ambiente, a falta de humanidade, de sensibilidade… Wall-E mostra um mundo onde a distância existente entre os homens, é tão grande que um simples ato de acenar com a mão, dar as mãos, um bom dia, um olá, são gestos raros que acabam causando estranheza aos “seres humanos”. Wall-E, é um robô, mas é o mais humano de todos no filme.

E assim temos a grande obra da Pixar e, com certeza, seu melhor filme até o momento. E é um filme de amor, entre Wall-E — Elevador de Detritos Classe Terra, abreviação de “Waste Allocation Load Lifter Earth-Class” — e Eva — Exterminadora de Vegetação Alienígena, “Extra-terrestrial Vegetation Evaluator”. Mas o amor que o filme mostra vai além do amor entre “homem e mulher”. Wall-E fala do amor pela vida, pelo planeta, pelo mundo em que vivemos, pela nossa memória e tantos outros amores. E o filme cativa porque todos estes sentimentos podem ser percebidos no “rosto” deste robozinho.

Como pode um robozinho velho feito para catar lixo ter tantas expressões, tanta sensibilidade?

Neste momento me lembro, já que estamos falamos da Pixar, do primeiro curta de animação feito por eles, de 1986, “Luxor Jr.” Lembro-me como se fosse hoje o dia em que o vi pela primeira vez, em 86 mesmo. Desde então me apaixonei por aquela luminariazinha que tinha todo jeito e sensibilidade de uma criança brincando com seu pai. Nunca me esqueci. É só alguém falar ou eu ver algo da Pixar que o Luxor Jr. me vem a cabeça. Quem não viu pode clicar aqui neste link para ver direto do site da Pixar ou aqui pelo Youtube. Mais a Pixar cresceu muito e a cada novo trabalho vem toda essa inovação, evolução que não é apenas tecnológica, mas de todo o conjunto que compõe a criação, construção e produção de um filme

Wall-E não é apenas uma grande obra do cinema de animação. É um grande filme, e perfeito: roteiro, produção, direção de arte e a trilha, nossa que trilha sonora maravilhosa! Vale a pena procurar e ouvir. Poderíamos também falar por horas dos ângulos, enquadramentos, movimentos de câmera, cenas que fazem com que o espectador se sinta realmente dentro do filme. Exemplo disto temos em muitas cenas, mas desde o início do filme — momento em que apresentam Wall-E para gente — isso já fica claro: a riqueza da linguagem cinematográfica que será usada, desde belas panorâmicas, planos seqüências até closes, detalhes perfeitos. Com isso fica fácil se colocar dentro da história, se emocionar e até de se identificar com alguns dos personagens mesmo sendo eles… robôs… ou uma barata.

Nunca pensei que gostaria de uma barata, mesmo que “animada”. Já vi várias em animações, mas nunca nenhuma me cativou tanto. A relação de Wall-E com sua baratinha de estimação — que se chama Hal em homenagem ao computador HAL de 2001 e também é uma homenagem ao produtor da década de 20 Hal Roach. Essa relação é como a de qualquer pessoa com seu cachorro, gato, enfim, qualquer animal de estimação. Vale prestar atenção nos movimentos desta baratinha e em como esta relação de troca e atenção se dá de forma tão humanizada entre um robô e um inseto. Um momento valioso entre Wall-E e Hal e quando ele manda ela “ficar” — como quando mandamos um cachorro ficar quieto, sentado, parado em um local — a baratinha até “abana o rabinho” e não sai do seu lugar até seu dono, robô, voltar. É fácil gostar desta barata.

Mas o principal em Wall-E: ele faz pensar em muitas coisas que vão mais além da relação homens e animais. E aí entra outra das nossas perguntas: O melhor do filme?

Deborah: O amor, a amizade e a perseverança • Eduardo: A amizade • Ricardo: Wall-E que simboliza tudo isso

E como falamos de se identificar com os personagens: Com quem você se identificou:

Deborah, Eduardo e Ricardo: Wall-E e o Ricardo ainda disse o porque: ele encontrou a essência da vida. Até as máquinas amam…

Por tudo que já foi falado acima, é fácil se identificar com Wall-E. Também me identifiquei com ele, até porque vi entre ele e sua baratinha a minha relação entre eu e meus 3 cachorros, mas também:

• por ele gostar de resgatar sua memória — ao seu modo Wall-E guarda tudo que é importante para sua história atual e sobre seu passado. Desde um cubo mágico, lâmpada comum, sutiã, isqueiro etc até um fita VHS do filme Hello Dolly, que ele vê repetidamente buscando algo que vê no filme, e além dele. Lógico, não vou contar detalhes, perderia a graça.

• também me identifico pela importância que ele dá a sua casa, sua vida, seu mundo e ambiente.

Infelizmente, talvez, muitos se identifiquem pelo lado negativo que mostra o filme, muitas pessoas agem do modo ruim que o Wall-E mostra. E aí esta a sua maior mensagem:

Qual será o nosso futuro se continuarmos cada vez mais buscando no avanço tecnológico, coisas que facilitem nossa vida nos tornando menos ativos, criativos, sensíveis, menos humanos enfim?

Já vivemos em um mundo em que poucos pensam na qualidade de vida, de nossa água, terra, poucos pensam em responsabilidade social e ambiental. Mais que isso: a busca pelos relacionamentos virtuais, e não falo de sexo virtual mas de amizade, é cada vez mais constante. As pessoas hoje têm amigos que nunca viram, nunca se tocaram, nunca trocaram um aperto de mãos, e se trocarem, este tipo de contato será na sua maioria das vezes, em poucos momentos de encontros marcados para que se conheçam. O relacionamento humano é cada vez mais escasso, mais a distância, superficial e sem importância.

Wall-E trata claramente destas questões. Quem não gostou de Wall-E e achou o filme bobo, exagerado, meloso, dramático… deve repensar sua vida e suas atitudes para que não e torne cada vez menos humano e mais máquina.

Qual a cena do filme que você mais gostou?

Deborah: quando Wall-E e Eva juntam as mãos • Eduardo: Wall-E andando e empilhando o lixo • Ricardo: Nós créditos finais quando a Terra recebe finalmente as suas cores reais, verdadeiras…

Qual o melhor figurino?

Deborah e Eduardo: Eva • Ricardo: todos…

A minha cena, seriam duas, se me permitem: a cena em que Wall-E preocupado com a vida de sua baratinha de estimação manda ela “ficar” e a dança espacial de Wall-E e Eva bem ao estilo de Gene Kelly, Fred Astaire e Gingers Rogers. Figurino? Primeiro deixa o explicar o motivo desta pergunta: o Festival de Cinema Cineme-se 2009, terá como tema Figurino, e já estamos no clima do festival. Esta pergunta será feita até o dia do festival começar em 2009.

Alguns devem estranhar e pensar: aonde existe figurino em Wall-E? Mas existe sim! Mesmo o design do robozinho tem figurino: a cores da lataria, os detalhes, a posição destes detalhes, podem ser considerados parte de seu figurino. E temos também as roupas dos humanos presentes no filme. O meu voto para figurino vai para Wall-E. Não por ser o mais bonito, pelo contrário, mas por ser a melhor combinação entre a estética criada e a intenção de emocionar desejada com este personagem.

Entramos agora um pouco em direção de arte. Que é perfeita, como tudo no filme e que junto com a trilha, design em geral nos traz grandes referências visuais e emocionais. Não tem como a gente não lembrar de Charles Chaplin — Carlitos o palhaço mendigo ingênuo, desastrado, sensível e sempre apaixonado, ET — o mesmo estilo de design para olhos, pescoço, proporção de corpo, 2001 uma Odisséia no Espaço, Hello Dolly e como disse antes, Gene Kelly, Fred Astaire e Gingers Rogers. Pode ainda nos remeter a histórias de amor como Romeu e Julieta ou a Dama e o Vagabundo. O mais incrível é que Wall-E fala de tudo isso e é um filme praticamente sem diálogos. As falas estão na direção de arte, no som, na linguagem de câmera, nos gestos.

Com tudo isso não dá para a gente dizer que Wall-E é um filme para o público infantil. Até porque, ainda dentro da direção de arte, as cores não são para crianças. Em sua grande parte Wall-E é composto por cores frias. Poucos são os momentos com muitas cores intensas. O mundo de Wall-E é frio, repletos de cores terrosas, cinzas, cores frias, pastéis, areia, lixo… As cores aparecem no mundo de Wall-E nos créditos finais.

Então fica aqui uma dica: Não saiam até terminar a última letrinha dos créditos. A história continua, ainda em animação, mas em outros e diversos estilos. O desfecho do filme, o futuro de Wall-E e sua amada Eva, é mostrado nos créditos, que é, ainda, uma grande homenagem a história da arte mostrando desde as pinturas rupestres — no filme sendo refeitas pelos novos habitantes da nova Terra — até a mais bela arte moderna atual passando por homenagens diretas a Van Gogh e Monet — sobre Van Gogh a homenagem se inicia já no filme com as “botinhas de Wall-E” e nos créditos alguns personagens do filme habitam telas de van gogh. Ao lado, as botas de van Gogh — que representavam para ele um sentimento igual as botas para Wall-E — e alguns dos quadros de Van Gogh usados no crédito filnal do filme. Então não percam os créditos finais, além de belíssimos, contam o final da história.

Uma frase sobre o filme:

Semmpre há esperança • Deborah Okida

Amor incondicional • Eduardo Ricci

Há sempre um recomeço. Quem semeia um dia colhe • Ricardo Reis

Para mim: a gente colhe aquilo que planta e se torna aquilo que semeia. A semente de nosso futuro está dentro de cada um dos nossos gestos. Depende somente de nós se seremos, felizes, amados e se viveremos em um mundo de lixo ou de flores, paz ou guerra. Não é porque é difícil alcançar, não é porque não depende só da gente, que devemos ser egoístas e não pensar no mundo que nos rodeia. O seu gesto mesmo que único, sozinho, pode “contaminar” outras pessoas e com isso criamos gestos maiores.

Termino falando de duas coisas:

• os cartazes do filme que dariam um papo a parte: observem ao lado a diferença de estilos e propostas de cada um dos cartazes. Desde cartazes que lembram a história do cartazismo no design gráfico como os da primeira fileira — cartazes no estilo art-decó, futuristas, pop — passando pelos com estilo clean, somente com o personagem, e chegando até os mais visuais, modernos, tecnológicos. Poderiam ser usados em uma aula de estilo e design.

• aproveitando a temática do filme coloco aqui, e ficará de forma permanente em nosso blog, o selo da campanha “Nós Podemos – 8 Jeitos de Mudar o Mundo” e espero que cada um pense no seu jeito de mudar o seu mundo e o nosso mundo.

Até o próximo CINESUPRESA em comemoração ao nosso 1º aniversário e que será dia 9 de agosto, sábado no Cineclube da Unisanta, Santos. Quer ir? Me mande um mail clicando aqui.

Escrito por Márcia Okida em 21 de agosto de 2008




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
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ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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