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11
Jun
09

Vida Longa e Próspera – Star Trek

startrek11_03O 21º CINESURPRESA foi especial e por pelo menos 2 motivos: muitas pessoas novas participando e pelo filme escolhido que não poderia ter sido melhor: Star Trek (site oficial) . Simplesmente emocionante, principalmente para quem é da geração Star Trek e já acompanhava e gostava desde a série de TV
Quanto aos novos participantes, tivemos pela primeira vez no CINESURPRESA: Aymê Michima, Danilo Henrique, Juliano, Thiago Bartolotto e Vanessa Ruas que se reuniram com os já participantes: André Hermes, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Guilherme Nascimento, Madeleine Alves, Ricardo Reis e eu Márcia Okida.
Nosso grupo deu nota 8,9 para o filme o que deixa Star Trek em 5º lugar no nosso Ranking Surpresa, mas com uma ressalva: alguns integrantes deram nota 1000 para o filme — eu sou um deles — o que deixaria Star Trek acima de todos, mas como não computamos notas 1000 ele fica mesmo com a média oficial de 8,9.


Star Trek
é daqueles filmes para ficar na história, principalmente para os fãs. Podemos dizer que é um filme 100% perfeito: roteiro, história, efeitos, sonoplastia — tá certo que faltou a música original —  mas principalmente diálogos inteligentes, perfeitos e daqueles que ficam para sempre.
Star Trek também trás vários questionamentos e pensamentos quanto a vida, morte, passado, futuro… nossa história de vida etc e por isso também fizemos aqui uma pergunta chave, a mais, para todos os participantes e convidamos você também a respondê-la: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo? Veja a resposta de nossos participantes ao final.


Vamos as opiniões sobre o filme:

André: gostou do filme – não veria de novo – nota 9 • Identificou-se com Kirk “pois é uma pessoa com um grande potencial que não conhecia”  • Sua cena: “A última batalha foi bem emocionante”

Aymê: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: “era legal quando eles voavam sob a velocidade da luz”

Danilo: gostou do filme – veria novamente – nota 9  • Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: o homem preso nos tubos de água.

Deborah: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Se identificou com a mãe de Spock por sua conduta única “algo que procuro alcançar”  • Sue cena: O encontro de Kirk jovem com o Spock velho.

Eduardo: gostou do filme – veria novamente “várias vezes” – nota: 1000  •  Se identificou com partes do Spock e de Kirk  • Sua cena: O encontros dos Spock´s

Guilherme: gostou do filme – veria novamente – nota 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: a primeira tentativa de interceptação da escavatriz.

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Juliano: gostou do filme – veria novamente – nota: 9  • Identificou-se com Spock “pois ele tem problemas em lidar com emoções e tenta aplicar sempre a lógica”  • Sua cena: discussão entre Kirk e Spock, onde Spock perde o controle

Madeleine: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Identificou-se com Scott “responsável pela teoria do teletransporte, que fica muito empolgado ao descobrir uma nova informação ou expressar alguma emoção/idéia”  •  Sua cena: “as passagens das naves pelo buraco negro e a consumição dos planetas pela substância vermelha (ou seja, buraco negro)

Ricardo: gostou do filme – não veria de novo – nota: 7  •  Se identificou com uma mistura de Spock com Kirk “sou razão e emoção”  •  Sua cena: “todas as cenas de naves”

Thiago: gostou do filme – veria novamente “mas não no cinema” – nota: 9  •  Diz que se identificou com um pouco de cada personagem  •  Sua cena: no início a cena da criança com o carro e a polícia

Vanessa: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Identificou-se com Checov “o garoto com sotaque. Porque ele sempre aparece nas horas mais necessárias”  •  Sua cena: “a matéria vermelha chegando ao planeta”




3654Bem eu amei o filme, minha nota é de 1000 para cima e vejo quantas vezes puder, passar na TV, pretendo comprar o DVD etc etc etc. Star Trek me emocionou diversas vezes como nenhum filme de romance ou algo parecido pode fazer. Na verdade os romances não me emocionam mesmo.
Ver os personagens jovens e a similaridade existente entre os adultos — já nossos velhos conhecidos — ver suas histórias e traços de suas personalidades sendo cuidadosamente mostradas, sem falar no primeiro encontro entre cada um dos futuros grandes e velhos amigos de jornadas futuras, são alguns motivos que me prenderam na cadeira e me emocionavam a cada instante. O cuidado na escolha dos atores também ajudou bastante, muitos extremamente parecidos com o que deveria ser mesmo a versão jovem de cada um — é fácil notar traços físicos semelhantes dos veteranos nos calouros de jornada. Não teria nem como escolher qual seria o melhor destes primeiros encontros. Na verdade até tem sim, seria para mim o encontro entre Kirk e Spock, mas com o velho Spock. O encontro de Kirk com McCoy também é muito bom, percebemos alí, no primeiro instante a forte relação de uma amizade que irá perdurar, sem falar no quanto de hilário é seu personagem.
Por isso é difícil escolher algum, um apenas como alguém com quem me identifiquei mas acho que escolheria Uhura, ou uma mistura de Uhura e Spock, uma mistura bem interessante por sinal.
A minha cena: não poderia ser outra a não ser a que aparece a nave Enterprise pela primeira vez. Nossa!!! Foi linda aquela cena, me emocionou muito, muito mesmo. Coisa de quem viveu a geração Star Trek lá no começo. Mas não posso deixar de citar o encontro dos Spock´s, lindo, surpreendente: “eu não sou nosso pai”. E me permito citar mais uma: quando o velho Spock fala para Kirk: “vida longa e próspera” pela primeira e única vez neste filme — inesquecível.


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André: “Excelentes efeitos visuais, porém muito exagerado”
O pior no filme: aquele monstrinho pequenininho era muito forçado • O Melhor: a hora em que o Spock faz o famoso sinal com a mão • Figurino: gostei de todos, pois é um clássico das Jornadas nas Estrelas

Aymê: “A vingança é a última que morre”
O pior no filme: “a parte em que colocaram um bicho no ex-capitão”  •  o melhor: “eu gostei da parte em que o menino começou a dirigir correndo do pai e ter sido perseguido pelo policial. E na parte em que ele deixou cair o carro”  •  melhor figurino: “quando eles usaram o pára-quedas”

Danilo: “Prende a atenção do início ao fim”
O pior no filme: confunde um pouco quem não é familiarizado com a série original • o melhor: bem trabalhado o fato de voltar no tempo • figurino: a roupa do Kirk antes de se alistar.

Deborah: “Vida Longa e Próspera”
Pior: nada • Melhor: relembrar velhos e bons tempos. Enquadramentos fiéis aos filmes antigos. Os olhares entre a tripulação, principalmente Kirk e Spock • Figurino: os figurinos todos são muito bons, mas os uniformes oficiais da tripulação são os melhores

Eduardo: “Para se fazer o necessário não há insensatez” – (fala do pai de Spock)
Pior no filme: algumas partes da interpretação do Capitão Kirk • Melhor: o encontro dos Spock´s e quando aparece a Enterprise • Figurino: do Spock

Guilherme: “Uma crônica sobre as emoções humanas tendo como pano de fundo um mundo de ficção científica”
O Pior no filme: a falta de explicação sobre alguns conceitos (como dobras) pode confundir leigos ou pessoas que não conhecem a história • O Melhor: o fato de os conceitos científicos utilizados não serem incorretos ou contraditórios, pelo menos aparentemente • Figurino: nenhum em especial já que a maioria dos personagens usa uniforme

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Juliano: “Explica bem sua `realidade´ (universo)”
Pior no filme: o cabelo de Spock • Melhor: efeitos especiais e introdução dos personagens • Figurino: Kirk, com a roupa preta, pois destoava do resto da tripulação

Madeleine: “Puxa eu não sabia que o universo estava em movimento” – frase de Scott
Pior: falha de projeção • melhor: roteiro (principalmente no excelente equilíbrio entre emoções / construção de personagens x uso de teorias físicas), trila sonora e uso do som • figurino: todos os figurinos colaboraram para a composição dos personagens e da história, mas não gostei de nenhum em especial.

Ricardo Reis: “se o futuro será assim, prefiro viver do passado!”
O pior: o jovem tripulante de 17 anos da Enterprise tem uma voz irritante e enjoativa • melhor: a nave Enterprise • figurino: nenhum.

Thiago: “Siga sua emoção, deixe sua lógica de lado”
O pior: mostrar o principal garoto em uma só cena • Melhor: o efeito da nave hiper rápida • Figurino: a roupa do Spock do futuro, pelos detalhes e por parecer antiga.

Vanessa: “Nunca perca as esperanças. Tente e Lute”
Pior: quando apareceu os monstros em um planeta deserto de gelo • Melhor: Spock quando era criança dentro de uma cápsula fazendo a prova • Figurino: dos Vulcanos.



Sinceramente eu não vi nada de ruim no filme, mas para não citar nada, acho que o filme deveria ter mantido o tema clássico de Jornada nas Estrelas feito para a série por Jerry Goldsmith— realmente senti falta de ouvir isso no momento em que a Enterprise aparece — e você pode ouvir abaixo.


Quanto ao de melhor, acho que já falei bastante: roteiro, composição do início de suas histórias, sem falar nos enquadramentos, travellings, closeds clássicos da série e que se mantiveram no filme.
Figurino fico com o de Uhura, principalmente, e de todos uniformes clássicos de Jornada nas Estrelas.
Ah! também senti falta de ouvir mais vezes o que para mim é a frase do filme:
“Vida Longa e Próspera”


Vamos agora a nossa pergunta criada por conta deste filme: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo?

André: “perguntaria o que eu poderia fazer para ser bem sucedido”

Aymê: “perguntaria para mim mesma de que lugar ela veio e por que nos encontraríamos no presente”

Danilo: “pediria conselhos para não cometer erros em certas ocasiões”

Deborah: “se encontrasse com eu mais nova: daria um longo abraço e olharia bem nos olhos, agradeceria por tudo – se encontrasse com eu mais velha: diria para ser mais leve, pois tudo tem sempre uma razão de ser e o melhor sempre nos acontecerá”

Eduardo: “ficaria horas conversando sobre os grandes momentos da minha vida”

Guilherme: “não faria nada. Se eu encontrasse a minha versão do futuro, não poderia dizer nada que ele já não soubesse. Se eu encontrasse com minha versão do passado, evitaria mudar minha vida presente, porque gosto dela.

Juliano: “perguntaria sobre eventos marcantes”

Madeleine: “diria: você precisa de 2 coisas: tornar suas teorias mais práticas e olhar para os lados de modos diferentes”

Ricardo: “mudaria meu destino, faria tudo diferente”

Thiago: “perguntaria como estou no futuro e no que mais errei para melhorar”

Vanessa: “perguntaria sobre o futuro”

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E eu, se encontrasse comigo mesma mais velha ou vice versa, não faria perguntas, apenas contemplaria esse momento que com certeza seria único e qualquer tipo de questionamento poderia estragar, mudar as “minhas vidas”. Ao olhar para mim mesma, teria certeza dos caminhos que segui (sigo) e das coisas que acreditei (acredito) e sem nenhuma troca de palavras, me despediria de mim mesma por que, só assim, poderia ter certeza que nada na minha vida atual e naquela a minha frente — a vida futura — mudaria, já que acredito que tudo que fazemos, pensamos ou falamos reflete diretamente em nossas vidas futuras e nas dos outros também. Talvez falasse apenas “vida longa e próspera”.

Ah! quanto as fotos deste nosso encontro, assim que o fotógrafo da noite  me mandar eu publico, é que eu ainda não as recebi. :)

12
Dez
08

Saudades de James Bond – 007 Quantum of Solace

turma007

No nosso 15º cinesurpresa, dia 9 de novembro,  tivemos uma votação, quase unânime. Somente um dos participantes não escolheu o filme 007 – Quantum of Solace, a nova aventura o agente secreto mais famoso do mundo, mas que, infelizmente para os fãs do James Bond, não continua o mesmo.
14 pessoas participaram deste nosso encontro de novembro: André Leite, Cristina Silveira, Dani Marino, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Glauce Guimarães, Letícia Cheneme, Lívia Venâncio, Márcia Okida, Marco Moreira, Paulo Vicente, Ricardo Reis, Ronaldo Marino e Samantha Santos. Destas 14 pessoas, 9 gostaram do filme e 5 não. 4 veriam novamente, 9 não veriam e 1 pessoa disse que talvez.

007quantumofsolace_01007 – Quantum of Solace teve nota 6,8 dos nossos participantes e por isso fica no 12º lugar, no nosso Ranking Surpresa, perdendo até de Duro de Matar 4. O 22º filme da série deixa muito a desejar para os fãs de 007. Com muita ação — leia-se, principalmente, matança — e pouca história, o filme não prende e nem mesmo supreende, feito este que Cassino Royale conseguiu ao adotar uma linguagem mais adulta, realista se aproximando de uma visão mais nova de agentes secretos protagonizados, por exemplo, por Jason Bourne. James Bond é menos fantasioso, menos sensual, encanta menos mulheres e se torna mais frio, calculista e um tanto quanto insensível. Traços marcantes de toda a série 007 somem mais ainda em Quantun of Solace. Sem cenas ardentes, sem grandes romances, poucos efeitos mirabolantes ou impossíveis e nem a famosa fala “meu nome é Bond, James Bond” existe mais. Dá para sentir saudades dos grande filmes de Bond.

O melhor e o pior no filme para os nossos participantes:

O PIOR
André: o filme perder a verossimilhança conquistada com o anterior, toda a ação desenfreada soa forçada.
Cristina: as cenas fantasiosas de perseguição e a abertura do filme
Dani: o enredo ficou um pouco confuso
Eduardo: a narrativa
Glauce: a vontade de vingança pessoal do Bond, em outros filmes sempre foi frio e indiferente.
Eddie, Letícia, Marco: O roteirotodososbonds
Lívia: muito exagerado apesar de ser 007
Paulo: velocidade
Ricardo: a falta de Sean Conery
Ronaldo: cenas de ação muito em close, tornando-as um pouco confusas
Samantha: falta de roteiro, muita matança tão rapidamente e desafeto ao jogar o amigo na lixeira

O MELHOR

André: a subtrama que mostra o desejo de vingança de bond é mais interessante que a trama principal.
Cristina: rever Gian Carlo Gianini atuando
Dani: excelentes cenas de ação
Eddie: Pedro Cardoso era o vilão
Eduardo: a abertura e os títulos das cidades
Glauce: o terno do 007 nunca rasga ou amassa, prova ser de ótima qualidade
Letícia: as cenas de ação que apesar de forçadas foram a salvação do filme
Lívia: vingança
Marco: cenas de ação
Paulo: velocidade
Ricardo: Ação e ação
Ronaldo: cena inicial com os carros, muito bem feita
Samantha: por alguns minutos a demonstração de afeto pelo amigo em sua morte

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Estou entre os que não gostaram do filme e só veria de novo se estivesse passando na tv e meio que por acaso, sem nada mais para ver. O que menos gostei no filme, acho que já deixei claro no meu texto de introdução. Já o que eu achei de melhor… mesmo falando de filme o melhor para mim esta relacionado a minha área: design. Sem sombra de dúvida a abertura do filme merece um olhar especial. Propositalmente feita para ter um clima anos 70, sem grandes efeitos especiais, mas com um cuidado com a direção de arte, tipografia, cores e conjunto estético extremamente minucioso. Misturando estilo de desenhos, traços, passando pelo linguagem dos quadrinhos com altos contrates e pitadas de tecnologia e sensualidade. Tudo isso com muita sobreposição de imagens, silhuetas deixando algumas imagens meio que subliminares, ou seja, dificilmente são percebidas. Se pararmos para olhar quadro a quadro essa abertura, a cada nova olhada uma nova composição de imagem é percebida. Você poderá admirar essa abertura nos nossos vídeos ao lado.
Outro detalhe nota 10 e também relacionado ao design é a tipografia usada em todo o filme. Quantun of Solace é ambientado em seis países — um dos motivos em que a narrativa se perde — e para cada País uma tipologia aparece na tela escrevendo o nome do local. Essa escolha tipográfica é perfeita, cada letra realmente possui a personalidade de cada local. Vale a pena reparar nestes detalhes. Mas, para não deixar de falar do filme, se tiver que achar algo de bom, além do Daniel Craig, digo que são as cenas de ação, meio forçadas mas bem feitas com um linguagem mais cinematográfica, menos básica que o normal para os filmes de ação.

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Se identificou com algum personagem?

André: Sim, Mathis. Este personagem representa a lealdade que só bons amigos possuem.
Letícia: com a “M”, que é a única inteligente no filme
Paulo: Sim. Mr. Bond. Pela criatividade na ação e pressão do tempo curto (dead-line)
Ricardo: Sim, com James Bond. Foi em busca de seu amor dilacerado e perdido, vingou e se fez sofrer.
Samantha: Sim. Com 007, porque sempre tenho acesa a vontade de mesmo em sonho, ser agente.
Cristina, Dani, Eddie, Eduardo, Glauce, Lívia, Marco, Ronaldo: com ninguém

Uma cena do filme

André: a secretária do governo banhada em óleo em cima da cama do hotel
Cristina: quando pede ajuda para a Bond Girl, um momento romântico…
Dani: a perseguição do começo o filme
Eddie: a luta entre Bond e o traidor do M16 nos andaimes
Eduardo: a luta nos andaimes
Glauce: quando ele deu uma lata de lubrificante ao  Greeen
Letícia: a luta entre Dominic Greene e Bond em meio ao fogo
Lívia: a hora em que o presidente é morto
Marco: Mathis, quando morre. É tirado do carro como morto, quando não estava e mostra mais um erro de Bond.
Paulo: quando eles pulam do avião, a luta pela sobrevivência, os segundos em que o pára-quedas é aberto
Ricardo: a queda de Bond e da moça do avião, velocidade a perder de vista…
Ronaldo: a paisagem de fundo da perseguição do avião no deserto
Samantha: ele segurando o amigo nos braços enquanto morria

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E para preparação para o Cineme-se 2009 sobre figurino: qual o figurino você mais gostou?

André, Dani, Eddie, Eduardo, Paulo, Samantha: o terno de Bond – suja mas não rasga; elegância de James; charme elegância, clássico e instigante
Cristina, Ricardo: nenhum
Glauce: calça jeans e regata branca (camille) porque eu gosto destas roupas simples e usuais
Letícia: o da “M” por ser elegante e chique
Lívia: os da festa
Marco: Camille por razões óbvias
Ronaldo: Dominic Greene, mais descolado

Não me identifiquei com ninguém. Já sobre a minha cena e figurino, novamente tenho uma visão mais relacionada ao design do que ao cinema, comprovação de como estas áreas podem ser bem próximas. A cena que mais gostei é a sequência onde eles vêem uma apresentação teatral, uma ópera. A luz, a cenografia, não apenas do filme mas da ópera que estão vendo é maravilhosa. Cena que reflete uma ótima direção de arte, assim como, uma boa fotografia que está presente em todo filme. (nas imagens abaixo cenas cenas referentes ao que falo).

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Quanto ao figurino todos vestem roupas clássicas, portanto sem muito trabalho. Já o de Mathieu Almaric, que interpreta o “vilão” Dominic Greene, mereceu uma mão mais criativa e um grande trabalho que relaciona muito bem figurino e personalidade. Dominic Green, em quase todo o filme, desfila uma série de roupas cafonas, não bregas, bem ao estilo de Agostinho de A Grande Família. Seu figurino merece um olhar mais atento as cores, combinação de formas, contrastes, estampas etc tudo bem diversificado. Só para constar me lembrei agora da belíssima atuação de Mathieu Almaric em O Escafandro e a Borboleta. O vendo em 007, vemos realmente como é um ótimo ator, é difícil fazer uma relação na hora entre seu outro personagem. Fica aqui uma ótima dica, bem melhor que 007.

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Para terminar, uma frase sobre o filme:

André: James Bond com inveja de James Bond
Cristina: fiel ao estilo 007
Dani: boom – boom – puch – pow
Eddie: Bond não é mais o mesmo
Eduardo: corra é uma bomba… o filme
Glauce: respire fundo…
Letícia: poderia ter sido melhor
Lívia: deixou a desejar
Marco: vingança é um prato que se come frio
Paulo: vertigem
Ricardo: confie o seu coração, para depois moldar a razão
Ronaldo: muita ação e pouco enredo. História sem muita originalidade.
Samantha: nenhuma

Eu diria: Quer muita ação, matança? Não quer pensar, nem colocar o cérebro para funcionar?  Vá ver 007 Quantum of Solace. Saudades dos bons filmes de James Bond. Veja O Escafandro e a Borboleta.

06
Nov
08

A Guerra dos Rocha

cartazgrNosso 14º encontro do CINESURPRESA aconteceu no dia 12 de outubro no Cine Roxy com pouca gente mas, com pessoas que há muito tempo não participavam, e isso faz parte da uma das proposta do nosso encontro, que com essa data fixa seja possível reencontrar pessoas que faz tempo que não vê ou então conhecer gente nova etc etc como sempre falo nas divulgações.
E o nosso grupo foi composto por: Deborah Okida, Ricardo Reis (que sempre estão) e os que apareceram depois de muito tempo: Mariana Borges, Cristina Silveira e Alê Morales.
Esse grupo foi o responsável pela escolha do filme brasileiro, Guerra dos Rocha dirigido por Jorge Fernando. As outras opções eram: As Duas Faces da Lei, Noites de Tormenta e Mosconautas.
O filme teve nota 5,6, uma média que o coloca em último lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado). 3 pessoas não gostaram do filme e 3 gostaram. Dos 6 participantes, 4 não veriam o filme novamente; Mariana Borges disse que talvez visse novamente na TV e somente Alê Morales disse que veria novamente. Vamos as opiniões dos nosso participantes sobre o filme e, desta vez, vou me colocar diretamente nas respostas ao invés de fazer uma crítica a cada tópico — farei um apanhado geral no final. Começando com melhor e o pior no filme na opinião de cada um.

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O Melhor
Alê, Cristina, Deborah, Márcia e Ricardo: Ary Fontoura
Mariana: as imagens da Lapa/Rio, os casarões antigos, Nicete Bruno e Ary Fontoura juntos.

alemariO Pior

Alê: não é cinema!
Cristina: indefinição do tema
Deborah: piadas fracas, tentou ser uma chanchada mas não conseguiu
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: a história fraca
Ricardo: A interpretação de alguns atores

Você se identificou com  algum personagem?cristina

Alê: Marcelo Antony, pega duas mulheres lindas em menos de 1h15
Cristina: com as cantoras no velório (rsss)
Mariana: com a loira que pega o Marcelo Antony!!!
Deborah, Ricardo e Márcia: com ninguém

Como nosso festival de cinema no ano que vem o Cineme-se 2009, terá como tema o Figurino, nós temos uma pergunta sobre esse assunto: qual o figurino que você mais gostou?
Alê: o vestido e o cabelo de Ary Fontoura ficaram parecidos como da minha avó.
Cristina: o do pessoal do velório, chiquérrimos!
Mariana: não foi marcante, é simples
Deborah, Márcia e Ricardo: o da Dona Dina (Ary Fontoura) – fiel a sua idade, postura, personalidade; boa caracterização por ser um homem vestido de mulher.

ricardoUma cena do filme

Alê: o assalto, sequestro.
Cristina: cena da decepção de Dona Dina ao saber o que realmente pensam seus filhos sobre ela.
Deborah: a cena das senhoras com os assaltantes comendo bombons
Márcia: todas as cenas dos assaltantes com Dona Dina e Nicete
Mariana: bombons!!!
Ricardo: o julgamento da mãe em relação aos filhos


Para encerrar uma frase sobre o filme:deborah

Alê: onde compra aquele bombom?
Cristina: deixou a desejar como filme
Deborah: dar valor as pessoas mais experientes (mais idosas)
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: sorria, meu bem!
Ricardo: “no final da vida somos somente lágrimas e cabelos brancos!”

okida1Bem, agora o meu apanhado geral, quer dizer, minha opinião sobre o filme. Resolvi fazer assim desta vez principalmente porque eu não gostei em nada do filme. Até esperava uma boa comédia, já que são os mesmos produtores de Se Eu Fosse Você — que eu gostei muito, vi no cinema e já vi mais umas duas vezes na TV — e dirigido por Jorge Fernando — que considero ótimo ator e diretor e sem falar que faz muito bem gêneros como comédias.
Mas não gostei de nada! Começando pelo nome, logo que vi, li, me lembrou “A Guerra dos Roses”, uma ótima comédia de ação de 1989, dirigida por Dany DeVito, com ele também no elenco além de Michael Douglas e Kathleen Turner, entre outros. No mínimo alguma referência boa ao filme anterior se espera. A semelhança que fica é que os dois são comédias e ambos usam de uma linguagem tragicômica com exageros, toques mórbidos, excentricidades etc, mas fica por aí. Guerra dos Roses soube fazer isso, já a Guerra dos Rocha… não!

É um pastelão, mas que nem é tão engraçado assim — não se escutaram muitas risadas no cinema que estava bem vazio — e eu acredito que isso não aconteceu justamente porque ele, o filme, não consegue se enquadrar definitivamente em nenhum gênero especifico: não é totalmente uma grande comédia, não é totalmente trash, não é drama, não é romance, tenta ter um clima meio Almodovariano (e que passa longe disso) e, ainda por cima trata de vários assuntos ao mesmo tempo: problemas da adolescência, velhice, de relações familiares, da corrupção, da política, da cultura… enfim, critica tudo isso e mais um pouco mas não se firma em nada disso.

gr2

A opinião de nosso grupo mostra claramente a postura fraca do filme: todos acharam que o melhor do filme é a Ary Fontoura; a melhor cena do filme é praticamente a mesma para todos — assalto — e um pouco da decepção com os filhos. Se o filme fosse muito bom a variação de opiniões seria maior.
Realmente Ary Fontoura salva o filme. Esquecemos que é um homem fazendo uma mulher. O figurino e direção de arte ajudam muito nisso, mas ele está magnífico. Ele é o filme. Além dele também podemos destacar Nicete Bruno com quem divide a melhor cena, sequência de todo o filme: a do assalto, dos bombons — para entender a relação do assalto com os bombons só vendo o filme, mas, nem indico que o vejam para saber qual é. Se quiserem, me perguntem que falo em separado.

A idéia de abordar a questão dos idosos, abandono, interesse material é ótima, mas fica meio perdida. Jorge Fernando, diretor do filme, até conseguiu me emocionar na cena final, mas é uma emoção que ficou meio perdida em todo o conjunto tragicômico de todo o resto. Essa emoção deveria ter sido conseguida na mesma linguagem e não em outra, de repente, assim sem mais nem menos, ele (o filme) fica sério demais.
Bem para mim o filme Guerra dos Rocha realmente foi uma guerra para que tentasse achar pontos positivos no filme. Quem quiser ver, veja e depois conte para gente sua opinião sobre A Guerra dos Rocha.

12
Out
08

Os Desafinados… desafina

Nestes 50 anos de Bossa Nova o filme surpresa escolhido de setembro foi Os Desafinados. Nossa turma foi composta por 12 pessoas, sendo que metade participavam pela primeira vez. Os debutantes eram: André do Nascimento Leite, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Mayra Cristina, Paulo Roberto Vicente e Samantha Silva dos Santos. Dos que ja fazem parte de nossos encontros entiveram com a gente: Eduardo Araújo, Eduardo Ricci, Izabella Schramm, Márcia Okida, Priscila Rodrigues e retornando depois de muito tempo ausente: Fabio Machado.

Os Desafinados teve nota 7,4 de nossos participantes e por isso fica em 9º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna ao lado). 6 pessoas veriam o filme novamente, 2 falaram que talvez e 4 não veriam de novo.

O que os participantes viram de bom e de ruim no filme:

O melhor no filme

André: a nostalgia e a celebração da amizade entre os membros da banda
Eduardo Araújo: captação das imagens, edição
Eduardo Ricci: o clima de Bossa Nova
Fabio: a execução das músicas, figurinos e alguns momentos de humor
Glauce: as cançoes, eu adoro bossa nova
Izabela Freitas: a história da música com a história do Brasil
Izabella Schramm: o modo que foi intercalando o que se acontecia no presente e o que eles passaram no passado
Mayra: eles tocando em homenagem ao Joaquim
Paulo: o plano sequencia com o saxofonista transpondo o ambiente do apartamento para o ambiente da boate
Priscila: as músicas e a forma como são utilizadas, a fotografia e o figurino
Samantha: união do grupo

O pior no filme

André: prolongamento do romance no filme e do tempo em Nova Iorque; pouco desenvolvimento dos personagens da banda e o final clichê.
Eduardo Araújo: o excesso de atenção dado ao romance entre Joaquim (Rodrigo Santoro) e Glória (Cláudia Abreu)
Eduardo Ricci: muito tempo em Nova Iorque
Fabio: o desenvolvimento de alguns personagens e o final com ressureição de Santoro na forma de filho perdido.
Glauce: romance prolongado entre os personagens Gloria (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro)
Izabela Freitas: é disperso
Izabella Schramm: dublagem e a história parecer falar só de Joaquim (Rodrigo Santoro) e não do grupo inteiro
Mayra: a parte da banheira
Paulo: as dublagens, principalmente nos momentos em que a personagem Glória canta, a interpretação ficou muita certa, sem respiro e sem os sons do ambiente, deveria, pelo menos ter sido feito em som direto.
Priscila: algumas cenas forçadas e mal desenvolvidas, mas que poderiam ter sido melhores
Samantha: a separação do grupo

Bem eu sou da turma que não veria o filme novamente. Os Desafinados é um filme fraco, desafina mesmo. Tirando a trilha sonora que é maravilhosa assim como a direção de arte e fotografia é so isso. O roteiro é chato e se perde principalmente por valorizar demais o romance existente entre Glória (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro).
Para um filme que estréia durante a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova ele deixa muito a desejar. Se você não sabe como começou, importância, estilo, precursores etc, vai continuar sem saber. Tá certo o filme não é para ser um documentário mas daria para encaixar esse clima histórico do início da Bossa Nova o que não acontece. (Falo mais sobre Bossa Nova mais abaixo). Você vai sentir o clima, a “bossa” da época graças mais a direção de arte impecável e trilha sonora. Quer ouvir? Na coluna ao lado temos os links para você ouvir a maravilhosa trilha de Os Desafinados, responsabilidade de Wagner Tiso.
Na minha opinião é o que mais vale a pena neste filme. Como disse eu não veria novamente, mas ouviria sempre!

Com que personagem você se identificou?

André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Araújo: por completo nenhum, um pouco da tranquilidade, calma de Joaquim (Rodrigo Santoro) e a persistência de Dico (Selton Melo)
Eduardo Ricci: com Joaquim (Rodrigo Santoro) por sua liberdade e paixão pela vida
Fabio: Gerraldo (Jair Oliveira) por ser baixista e pelo visual e com Rodrigo Santoro pelos momentos atormentados.
Glauce: com a Miranda! eu cresci ouvindo Bossa
Izabela Freitas: com o saxofonista pela história dele
Izabella Schramm e Mayra: nenhum
Paulo: não com um especificamente mas com o personagem Músico que com a linguagem da música transpõe barreiras
Priscila: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini), um pouco das duas, o amor verdadeiro e coragem de Luíza e a paixão, intensidade e impulsividade de Glória
Samantha: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini) as duas são antagônicas e as vezes me eocntro nos dois pólos.

Qual o melhor figurino?

O mais votado foi o de Glória (Cláudia Abreu) por: Eduardo Araújo; Izabella Schramm; Glauce: as roupas da Glória são show!!!; Izabela Freitas: foi a que mais se destacou; Mayra: é o que mais se destaca, roupas estilosas; Priscila: misturou o antigo com o moderno. O sofisticado com o simples e por Samantha: contemporânea, livre e expressiva
André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Ricci: de Joaquim – despojado
Fabio: o conjunto visual dos Desafinados logo no início, com chápeu e terno
Paulo: não respondeu

Figurino: como disse mais acima a direção de arte é impecável e isso se inclui, logicamente, o figurino. São todos perfeitos, combinam entre si, com a cidade, com a fotografia, com a trilha e lógico com a época e história. Por isso fica difícil escolher um apenas mas acho que o figurino dos homens se destaca, não por chamar mais a atenção, isso fica por conta do figurino da personagem de Cláudia Abreu, mas poque roupas masculinas justamente por serem menos elaboradas, terem menos acessórios, acho mais difíceis de compor e transmitir os conceitos de uma época. Os pequenos detalhes são importantes: comprimento de calças e mangas de camisa. Nós de gravata, meias, cortes de ternos, cores etc. Por isso meu voto vai para o figurino dos meninos dos Desafinados.
Quanto a me identificar com algum personagem, não me identifiquei totalmente com nenhum, mas me identifico com o grupo de musicos pela paixão com que acreditam e correm atrás do que fazem e um pouco com Glória pelo fato de cantar com um grupo de rapazes o que me faz lembrar as vezes em que Fabio Machado, Alê Morales e mais recentemente Marcio Dias nos apresentamos juntos, eles nos inrtumentos e eu na voz. Sempre muito bom e sempre com muito “bossa” e com Bossa Nova no repertório.

Uma frase para o filme Os Desafinados

André: A Trilha sonora de uma época
Eduardo Araújo: a amizade é a semente que eu rego, amuleto que carrego e que alimenta a minha crença
Eduardo Ricci: a vida e a medida de sua coragem
Fabio: Interessante como registro histórico e musical, mas com momentos desnecessários
Glauce: Romântico
Izabela Freitas: nem tudo são flores
Izabella Schramm: “é na merda que a gente cresce!”
Mayra: não respondeu
Paulo: politicamente certinho; em termos de fotografia, roteiro e movimentos de câmera
Priscila: que seja eterno enquanto dure
Samantha: a crença no poder interno muda o  undo. O fulme: óbvio e entediante

Uma cena do filme

André: os membros dos Desafinafos compondo a trilha sonora do filme do amigo cineasta Dico (Selton Mello)
Eduardo Araújo: quando eles tocam juntoc com outros músicos no bar
Eduardo Ricci: PAN sobre Buenos Aires
Fabio: a gravação no estúdio com a personagem de Alessandra Negrini assitindo
Glauce: a emoção do reencontro entre Luíza e Joaquim.
Izabela Freitas: a cena em que eles estão no estúdio, a Glória canta e a Luíza, que está assitindo percebe que esta rolando algo.
Izabella Schramm: cena com a passagem entre Rodrigo santora na sala e depois todosd tocando juntos na boate
Mayra: quando o Joaquim esta caminhando no parque e encontra Glória e começam a tocar juntos
Paulo: a cena do primeiro encontro entre Joaquim e Glória, por vol,ta das 18h, ao fundo a ponte desfocada com luz fraca
Priscila: a cena no Central Park, a beleza do lugar. Desde Joaquim ouvindo a música, o encontro, as trocas de olhares…
Samantha: quando Rodrigo Santoro acariciou a barriga da esposa grávida, antes de ir para Nova Iorque

Deixo aqui algumas frases do maravilhoso Tom Jobim: “A gente só leva da vida a vida que a gente leva – É preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar. – Eu vou morrer um dia, a música vai ficar…” Frases que combinam perfeitamente com uma cena que gostei demais no filme: quando aos poucos os garotos de Os Desafinados, vão se juntando devagar aos músicos de Jazz de uma boate em Nova Iorque, impossível não fazer uma referência a música influência do jazz de Carlos Lyra, não que a música tocada lembre ou seja uma referência direta, mas a mistura de ritmos se intercalanddo uma forte relação entre a Bossa Nova e o Jazz.

E deixo uma dica de site onde você pode ler e saber mais sobre a Bossa Nova de João Gilberto, Tom Vinícius e Nara Leão — considerada a musa da Bossa Nova — e que viu este novo ritmo nascer no seu apartamento que recebia constantemente estes e outros grandes nomes da época.
Vale a pena conhecer mais sobre Chega de Saudade, música que marca o início da Bossa Nova, gravada pela primeira vez por Elizeth Cardoso e eternizada por muitos. Saber que a bossa nova teve que fazer sucesso e ser reconhecida em São Paulo para somente depois assumir seu posto eterno no Rio. Conhecer mais sobre o encontro histórico de João Gilberto, Vinícuis de Moraes, Tom Jobim e Os Cariocas.
Poderia escrever horas aqui sobre Bossa Nova, até poque Os Desafinados deixa muito a desejar, mas prestigiem o ótimo material do especial da Abril Bossa Nova 50 anos.

Termino este artigo com uma pergunta que o filme me deu vontade de fazer a todos os participantes e faço para vocês leitores também:

Que música representa o BRASIL para você?

André: Desordem de Titãs
Eduardo Araújo: Mas que Nada – Sergio Mendes
Eduardo Ricci: Insensatez
Fabio: O Bêbado e a Equilibrista
Glauce: New Wave
Izabela Freitas: Aquarela do Brasil
Izabella Schramm: Aquarela do Brasil
Mayra: Pra não dizer que não falei das flores
Paulo: London London
Priscila: Garota de Ipanema
Samantha: Debaixo dos Caracóis

Para mim Vinícius de Moraes é o Brasil. Cresci ouvindo Vinícius, Tom, Elis e cia. Chico também é Brasil para mim. Cartola lembra o Brasil. Escolher uma música dessa turma é muito difícil, mas acredito que em primeiro lugar Chega de Saudade e As Rosas não Falam, são duas músicas que sempre canto sozinha em momentos de saudosismo.

E para você, qual música lembra, representa o Brasil?

01
Set
08

O que você levaria Depois da Vida?

1 ano de CINESURPRESA. Parece que foi ontem quando nos juntamos para pensar em um modo que pudéssemos falar de cinema juntando pessoas conhecidas e desconhecidas, tratar de filmes de todos os gêneros e gostos sem rótulos e sem papos cabeça e de uma maneira que tivesse o menor custo possível. Assim surgiu o Cinesurpresa, de um papo inicial entre Eduardo Ricci, Fabio Machado (idealizador do nome) e eu, Márcia Okida. Nosso primeiro encontro foi em agosto de 2007 com o filme Duro de Matar 4, e no nosso 1º aniversário comemorado no dia 9 de agosto de 2008, não poderíamos ter tido uma tarde/noite melhor: o evento foi realizado no Cineclube Lanterna Mágica, na Unisanta, de uma forma diferente:

O filme escolhido: o premiado Depois de Vida (Hirokazu Koreeda – 1998). 1998 Melhor direção no Nantes Three Continents Festival • 1998 Vencedor do prêmio FIPRESCi – Maior prêmio da crítica de cinema – para Koreeda no San Sebastián International Film Festival • 1998 Melhor Roteiro no Torino International Festival of Young Cinema • 1999 - Vencedor de melhor filme melhor roteiro no Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires • 2000 Vencedor de melhor Direção de Arte no Mainichi Film Concours, além de ter sido indicado como melhor filme em inúmeros outros festivais de cinema entre eles ficando entre os finalistas da Associação dos Críticos de Cinema de Las Vegas e de Chicago.

Os participantes: Alexandra Sampaio Amílcar Barreto André Leite Cláudia Busto Cristina Silveira Daniel de Jesus Trigo Daniela Marino Deborah Okida Eduardo Ricci Fabio Machado Glauce Guimarães Humberto Régis José Carlos Magalhães Luciano Teixeira Madeleine Alves Naiani Souza Oscar Valeriano Osvaldo DaCosta Priscila de Faria Freire Priscila Rodrigues Ricardo Reis Ronaldo Marino Victor Martin. Sem falçar que também estiveram por lá: Julian Nunes Carlos André, esposa e filha Letícia Cheneme Eddie Santana Nara Assunção.

Como desta vez não tínhamos várias sessões para fazer a votação, pois o encontro não foi num dos cinemas da Cidade, cada participante levou um filme e votamos entre todos. Depois da Vida estava no meio dos seguintes filmes: Senhor das Armas, O carteiro e o Poeta, Dogville, Como Água para Chocolate, Edward Mãos der Tesoura, Vida de Solteiro, O Incrível Exército de Brancaleone, Espanta Tubarões, E.T., Nada é Para sempre, Highlander I e II, Dossiê Re Bordosa, Sid & Nancy, Uma Linda Mulher, Tudo sobre Minha Mãe e Frida. Depois da Vida quase ganhou por unanimidade, somente duas pessoas não votaram nele.

Mas vamos ao filme, opiniões e detalhes de nosso encontro. Como todos sabem, faço uma grande pesquisa antes de postar aqui e mais uma vez não achei críticas negativas ao filme escolhido.

Depois da Vida é uma bela obra não apenas cinematográfica, mas humanística, sensorial, espiritual e sinestésica até. É uma bela fábula, conto de fadas ou ficção, se preferir, que se passa em um peculiar purgatório: um lugar onde os mortos são entrevistados antes de caminharem para a vida eterna. Nessa entrevista eles devem responder a uma única questão: Que momento da sua vida você gostaria de levar com você para a eternidade? Um único momento apenas, uma única lembrança de toda uma vida. Qual seria? Depois dos momentos escolhidos os entrevistadores deste “purgatório” filmam cada momento e os entregam aos donos destas memórias. E assim o filme se desenvolve. Com um início bem típico de um documentário — influência talvez do início da carreira de Koreeda que foi como documentarista — onde as pessoas sentadas em cadeiras, com um cenário extremamente simples são indagadas sobre a questão acima. O filme se divide claramente em três partes: a entrevista – a filmagem dos momentos – a entrega da fita.

Depois da Vida teve nota 8 na média entre os partcipantes ficando em 6º lugar no nosso ranking surpresa,  o que eu acho uma injustiça, mas como podem ver nosso grupo respeita o gosto e opinião de todos. Das 24 pessoas 9 não veriam e 15 veriam novamente (algumas pessoas estavam vendo pela terceira ou segunda vez e ainda veriam novamente). Vamos as perguntas:

O pior no filme para cada um:

Alexandra Sampaio: o filme não me envolveu, achei melancólico e parado • André Leite: a excecução da idéia • Cláudia Busto: é parado e tem cenas escuras •Daniel de Jesus Trigo: é um pouco cansativo • Deborah Okida: escolher só um momento de nossa vida, mas esta é  uma opinião que não é sobre a parte técnica, pois acho o filme perfeito, as imagens saõ meio escuras, mas esta é a proposta do filme • Luciano Teixeira: tem imagens muito escuras • Naiani Souza e Ricardo Reis: a fotografia • Priscila Freire: a falta de cor • Victor Martin: a excecução da idéia e a falta de expressão dos atores • Cristina Silveira, Daniela Marino, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Humberto Régis, José Carlos Magalhães, Priscila Rodrigues, Oscar Valeriano, Ronaldo Marino: um pouco lento e introspectivo, a morosidade. • Amílcar Barreto, Eduardo Ricci, Madeleine Alves, Osvaldo DaCosta: nada

O melhor no filme para você:

Amílcar Barreto: simplicidade • André Leite: O roteiro • Cristina Silveira: a revelação da cultura japones a respeito da espiritualidade. • Daniel Trigo: o velhinho pedindo para ver as suas fitas. • Deborah Okida: quando o rapaz finalmente escolhe sua lembraça e se liberta da sua “prisão” • Eduardo Ricci: os depoimentos • Fabio Machado: os personagens e a temática abordada. • Luciano Teixeira: cena dos dois senhores jogando • Madeleine Alves: a atenção nos detalhes mas, principalmente, a concretização competente de uma idéia inusitada. • DaCosta: Andar na Neve • Priscila  Freire: a demonstração de uma calma contida mesmo num momento de raiva de um dos personagens • Ricardo Reis: a interpretação dos atores • Ronaldo Marino: a idéia da lembrança que vai migrando de coisas aparentemente banais para momentos mais simples. • Victor Martin: o enredo, a história, a idéia • Naiani Souza, Oscar Valeriano: a história que nos envolve • Cláudia Busto, José Carlos Magalhães, Priscila Rodrigues: a mensagem e o estímulo a reflexão • Alexandra Sampaio, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Humberto Régis: a idéia

Bem, a minha opinião é que o filme é perfeito, nada de ruim ou errado ou que pudesse ser diferente. Ele é lento sim, é escuro sim… mas essa é a proposta. O filme tem a espritualidade do budismo, do xintoísmo (origem da religião budista). É simples, fala pelos detalhes que, mesmo sendo poucos, são perfeitamente e esteticamente organizados. Exemplo disso são todas as cenas da senhorinha Nishimura (Hisako Hara falecida com 96 anos em 2005) que passa seus dias no purgatório atrás de flores de cerejeiras. E as janelas, pano de fundo da maioria das entrevistas e o que existe por trás das janelas: tudo é organizado. Temos luz onde existe e deve existir luz: fora do purgatório, nas cenas relembradas, nas cenas quando são filmadas, na emoção, na poesia das lembranças que buscam no passado. Temos sombra nos momentos onde tudo são sombras: o que vem na sua cabeça quando perguntamos sobre um momento de sua vida? Com certeza nesse primeiro segundo o que existe são sombras que vão sendo dissipadas a medida que achamos nossas memórias.

Depois da Vida não camufla sua fotografia e sua direção de arte, elas são o que tem que ser: detalhistas, perfeciocnistas e baseadas na espiritualidade mesmo que sendo uma espiritualidade fictícia. Realmente ele começa bem lento, confesso que da primeira vez que vi me deu sono no início, mas quando entramos na segunda parte do filme, os momentos sendo filmados, o ritmo muda e o encantamento de cores e de uma linguagem visual diferente aparecem. Quando o vi da segunda vez não o senti lento  nem cansativo… é um filme de detalhes, para ser visto, sentido e percebido devagar e atentamente, como muitas coisas da tradição japonesa e como nossas lembranças. Por isso Depois da Vida, na minha opnião, é perfeito. Diria que depois da vida é um imenso Haicai composto por três linhas (três momentos) que pelas suas simbologias e estéticas perfeitas tem a capacidade peculiar de falar de uma vida inteira.

Com qual personagem você se identificou?

Cláudia Busto: com a mulher que diz que todos os homens são iguais • Cristina Silveira: a senhorinha dos sapatinhos vermelhos • Deborah Okida: Shiori (Erika Oda), a garota assistente • Eduardo Ricci: com o garoto que morreu na guerra com 22 anos • Fabio Machado: com o velhinho indeciso para escolher sua memória e/ou o garoto que não queria escolher nada • José Carlos Magalhães: com o jovem que viu no seu entrevistado o homem que namorou sua ex-namorada. • Ricardo Reis: cada um transparece um pouco de mim • Alexandra Sampaio, André Leite, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Humberto Régis, Luciano Teixeira, Priscila de Faria Freire, Priscila Rodrigues, Oscar Valeriano, Ronaldo Marino: com nenhum • Amílcar Barreto, Daniel de Jesus Trigo, Victor Martin: com o garoto que não escolhe sua lembrança • Madeleine Alves, Naiani Souza, Osvaldo DaCosta: com a Sra. Nichimura (a vovó das flores)

E já que nosso Festival de Cinema de 2009 vai falar de Figurino temos a pergunta: Qual o melhor figurino do filme:

Cláudia Busto: da garota assistente • Daniel de Jesus Trigo: do velhinho que pede as fitas • Deborah Okida: o da cena da Yoko com o noivo no banco do parque • Madeleine Alves: o vestido desenhado pela senhora que gosta de dançar • Priscila Rodrigues: da garota da Disney • André Leite, Eduardo Ricci: Sra. Nishimura (das flores) • Cristina Silveira, José Carlos Magalhães, Luciano Teixeira, Naiani Souza, Osvaldo DaCosta: mulher com a flor na lapela • Humberto Régis, Ricardo Reis: nenhum
Alexandra Sampaio, Amílcar Barreto, Daniela Marino, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Oscar Valeriano, Priscila de Faria Freire, Ronaldo Marino, Victor Martin: não opinaram

Uma cena do filme:

Amílcar Barreto: Sra. Nishimura olhando pela janela • André Leite: Sra. Nishimura olhando os objetos na mesa • Cristina Silveira: a cena do casal principal • Deborah Okida: a Sra. Nishimura procurando folhas, sementes no bosque • Eduardo Ricci: o silêncio da Sra. Nishimura na entrevista • Fabio Machado: quando a personagem tira um dia de folga e anda pelas ruas • José Carlos Magalhães: quando a menina vai a procura do filme da vida do rapaz que ela gosta, mesmo sabendo que pode perdê-lo • Madeleine Alves: o homem limpando as lentes postas em cima da lua; os 3 pontos de vista da cena “libertadora” de um dos trabalhadores • Naiani Souza: a cena da guria chutando a neve • Oscar Valeriano: quando um dos encarregados descobre que a mulher que ele amou antes de morrer, o amou até o dia de sua morte. • Priscila de Faria Freire: quando todos se reúnem para filmar um personagem • Humberto Régis, Ricardo Reis: as lembranças dos personagens • Victor Martin: a hora em que são entrevistados os recém chegados • Daniel de Jesus Trigo, Luciano Teixeira, Osvaldo DaCosta: o jogo de xadrez • Cláudia Busto, Priscila Rodrigues: a cena onde Sra. Nishimura entrega as flores para o rapaz • Alexandra Sampaio, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Ronaldo Marino: não opinaram

Sobre o figurino, acho difícil escolher um. Todos formam um conjunto muito bom fazendo com que nenhum se sobressaia muito em relação ao outro, são detalhes que os fazem diferentes: uma rosa na lapela, um cachecol, uma gravata… mas acho que o que mais me agrada, não que seja o melhor, é o da prostituta: a mulher da flor na lapela. Me identifico com a Sra. Nishimura por muitos motivos, pelo silêncio, pelas flores que ela busca — flores de cerejeira que para o japonês simbolizam muito — pelo sorriso no rosto e olhar terno, mas o principal motivo não posso falar porque contaria detalhes do filme que valem a pena serem sentidos e percebidos na hora. Não costumamos estragar surpresas de filmes aqui :) .

Quanto a uma cena do filme… são muitas, mas lembrando o que falei acima sobre o filme ser um imenso Haicai, por isso para mim diria que minha cena se resume na Sra. Nishimura que, para mim, é o espírito do filme e todas as suas aparições são para a gente guardar com os olhos da alma. Simplesmente lindo este personagem. Como todos no filme e antes de encerrar este texto, vale a pena dizer sobre a belíssima construção de personagens e seu trabalho de roteiro — lembrando sempre que é um filme japonês e de espírito japonês, não um blockbuster — por isso o trabalho de personagem, roteiro, atuação, são leves, simples. Pode parecer falha de interpretação, mas são atores japoneses deixando transparecer a personalidade oriental secular que esse povo possui: frieza, sobriedade, simplicidade, dureza etc.

É um filme que nos faz pensar. Impossível não sair de um filme deste sem alguns destes questionamentos: qual seria a cena da minha vida? O que eu gostaria de guardar para a eternidade? Desde quando minha memória existe? Até que ponto a minha memória, minhas lembranças são reais, verdadeiras? Qual o real significado de minha existência? O que eu fiz de significativo? Se eu pudesse voltar o que eu faria de diferente? E uma pergunta que sempre existe em um filme com esse tipo de abordagem: para onde vamos? Como é do outro lado, se é que existe lado? O que contece Depois da Vida?

Participe e mande sua resposta para a pergunta:

Qual momento da sua vida você levaria para a eternidade?

veja a resposta dos nossos participantes na página referente a esta pergunta (veja nas abas na cabeça do site ou clique aqui)  e envie a sua.

Uma frase para Depois da Vida pelos participantes

  • André Leite: Viva bem e tenha boas lembranças
  • Cláudia Busto: Quase nada é para sempre
  • Daniel de Jesus Trigo: Uma lembrança boa vale por uma vida inteira
  • Deborah Okida: Aproveitar todos os momentos da vida e aprender com eles
  • Eduardo Ricci: Viva intensamente todos os momentos de sua vida… depois vire-se para escolher apenas um
  • Fabio Machado: Viva verdadeiramente a sua vida, para levar consigo as melhores memórias
  • Humberto Régis: Tudo vale a pena se a alma não é pequena
  • José Carlos Magalhães: Uma tese sobre a pós-vida interessante de se considerar
  • Naiani Souza: Guarde os melhores momentos para eternizá-los
  • Oscar Valeriano: uma linda história de memórias
  • Osvaldo DaCosta: O tempo
  • Priscila de Faria Freire: Não devemos criar expectativas sobre nada em nossas vidas
  • Priscila Rodrigues: A vida sempre vale a pena
  • Ricardo Reis: Ao olhar para trás não se arrependa do que faz e fez
  • Victor Martin: Viver a vida com intensidade dando valor a cada momento

Destas frases todas eu escolho a de Madeleine Alves para terminar este texto, ela disse:

“Momentos únicos são libertadores. Idéias únicas também”

…e não esqueçam dia 14 de setembro é o nosso 14º CINESURPRESA, estaremos às 18 horas, no Espaço Unibanco, Shopping Miramar, e o nossos papo depois será por ali mesmo na praça de alimentação. Até lá!!

05
Jul
08

é o fim… Fim dos Tempos

Vou começar diferente este artigo.

CINESURPRESA de número 11.

11 é o número das revelações. Pela cabala a série de números que antecede o 11, de 1 ao 10,  fala sobre a soma de todas as coisas do mundo material. Já a seqüência seguinte, iniciada pelo 11, fala de conhecimentos e realizações do plano superior, espiritual, sendo que o 11 dá início a esta seqüência. 11 é a soma de 10 + 1. Deus é o número 1 e o Mundo é número 10. Isso dá sentido ao 11 que é o número das revelações, signo do conhecimento de Deus e da entrada na vida superior. O 11 possui aspectos positivos e negativos: filantropia, preocupação com os demais, ambição, bloqueio, dependência, falsidade, mentira inteligente, crueldade. Tem como palavras-chave  negativas: fanatismo, desorientação, cinismo, falsa superioridade, desonestidade, mesquinhez, negligência e preguiça.
O Arcano XI do Tarot, a Força (Justiça – Persuasão), tem como palavras-chave: força, decisão, confronto com a sombra, ação, impaciência, cólera, orgulho, paciência, domínio dos impulsos e transformação dos mesmos em ideais mais elevados, fé, sedução, luxúria, esforços direcionados a um objetivo, repressão.

Concluindo, poderia dizer que a 11ª edição do CINESURPRESA

estava realmente envolvida com o número 11.

Fim dos Tempos, (site oficialsite nacional)foi uma surpresa, lidou com a nossa paciência. No nosso bate-papo fizemos esforços direcionados a um objetivo: tentar não falar tão mal assim do filme. Fim dos Tempos, se diz um filme de ação, que aborda (ou pelo menos tenta) o confronto com a sombra, cólera, repressão, paranóia, fanatismo, desorientação, fé, negligência com o mundo em que vivemos, mesquinhez… enfim muitas das coisas citadas acima.
Minha opinião começa aí, neste texto, mas vamos ver o que o grupo que se reuniu neste domingo frio e chuvoso, achou do filme. Justamente pelo tempo tivemos poucos participantes, mas todos que fazem parte dos mais assíduos e de presença forte, marcante nos seus palpites: Eduardo Ricci, Madeleine Alves, Ricardo Prado, Ricardo Reis e eu.


Fim dos tempos recebeu nota 6,4, o que o coloca no final da nossa lista, em 9º lugar e bem atrás do que até agora era o último — Dura de Matar com nota 7. (veja nosso ranking surpresa ao lado). Dos 5 participantes 4 não veriam novamente e somente a Madeleine respondeu com um “não sei”. Ricardo Reis e Eduardo Ricci disseram que gostaram do filme. Madeleine também disse “não sei”. E o Ricardo Prado e eu não gostamos do filme.
Realmente não gostei mesmo. De nada, ou quase nada.

O filme não cumpre o que pretende, ou melhor pretendia. Em alguns momentos é um filme de suspense, em outros de ação, em alguns de terror e o pior, em certos momentos — algumas cenas de morte — é bem trash. Nada contra os filmes Trash, até gosto muito. O problema que não ter uma linha, uma proposta definida. Tem cenas bonitas, ângulos e movimento de câmera perfeitos, mas são poucos sem falar de que um filme não se sustenta apenas com alguns enquadramentos perfeitos. Fim dos Tempos não convence, não pega. É triste ver um diretor como M. Night Shyamalan que fez um Sexto Sentido, Corpo Fechado (que acho os melhores dele) errar tanto na mão em um filme como este.

A proposta, a idéia, é boa: Paranóia.

Segundo ele mesmo, M. Night Shyamalan, este é o tema principal do filme: mostrar como as pessoas lidam com suas paranóias em situações extremas e quase sem saída. Como é o relacionamento humano neste momento, como as pessoas se tornam mesquinhas, individualistas, egoístas pesando apenas em sua própria sobrevivência perante a idéia da morte.

  • O que fazer quando se perde o medo?
  • Quando se perde a noção de perigo?
  • Quando de perde o conceito de respeito a vida humana e ambiental?
  • E até, para jogar um pouco de romantismo: quando se perde o conceito real do que é amor, amor pelo homem amado, amor ao próximo, amor a vida?

Pois é, o filme no fundo trata de tudo isso. Ótimos assuntos para um filme não? Com certeza, mas desde que não se erre na mão, na dosagem das coisas, em como mostrar, como falar e principalmente não se erre no modo de como devemos tocar, chegar nas pessoas. A maneira que o roteiro de desenrola é péssima, como disse antes, não deixa claro o estilo do filme (se é suspense, ação, terror etc) e ainda tenta fazer rir mas com piadas fraquíssimas, extremamente sem graça e mal colocadas.

Por isso mesmo no nosso bate-papo a pergunta que mais demorou a ser respondida foi:

O melhor do filme para você?

Eduardo: cena dos corpos caindo (no começo)
Madeleine: trilha sonora e a apresentação das teorias evolutivas de Mrs. Jones, (Betty Buckley) “mas não o seu desenvolvimento” ela deixa claro.
Ricardo Prado: trilha Sonora
Ricardo Reis: só o amor constrói

Bem para mim o melhor do filme, para não dizer que não vi nada de bom, foi a personagem Mrs. Jones, mas friso: a personalidade deste personagem, porque seu desenvolvimento, como diz a Madeleine, foi ruim. Também é boa a idéia por trás do filme, que por sinal não vingou, a idéia, mensagem, de como devemos prestar mais atenção nas pessoas e no mundo e que vivemos, saber respeitá-lo e perceber seus sinais.

Já para responder sobre o pior do filme, foi mais fácil:

Eduardo: o roteiro
Madeleine: “as escolhas errôneas ao trabalhar pontos desnecessários e deixar de lado potencialidades no decorrer da trama”
Ricardo Prado: “tentar agradar `atirando para todos os lados´ e investindo pouco na inovação”
Ricardo Reis: “o final previsível”

Bem, sobre o que achei de pior no filme, já falei mas sobre uma cena do filme que mais me interessou, ou seja o que achei de melhor, foi a cena de minha personagem favorita mas mal aproveitada, Mrs. Jones (Betty Buckley), quando convida os três — Eliot Moore (Mark Wahlberg), Alma Moore (Zooey Deschanel) e a garotinha Jess de 8 anos (Ashlyn Sanchez) — para jantar. Como disse a Madeleine, as “teorias evolutivas” apresentadas por Mrs. Jones, sentada na cabeça da mesa, entre café, bolachas e um tapa na mão da garota Jess, poderiam ter sido melhor aproveitadas. Sem dúvida, para mim, a melhor cena e as melhores falas estão alí. (na imagem abaixo a foto central é desta cena)

Cena do Eduardo: “quando Eliot Moore chora junto com a menina Jess”
Cena da Madeleine: “as plantas balançando ao vento, soturnamente dançando ao som da trilha sonora”
Cena do Ricardo Prado: “a cena em que mostra os vários operários da construção caindo”
Cena do Ricardo Reis: “a cena em que Eliot Moore, o protagonista, pede carona e todos viram as costas com seus carros. O egoísmo”

Desta vez somente o Eduardo Ricci se identificou com algum personagem e foi com o Eliot Moore (Mark Wahlberg). Mais ninguém.

Uma frase sobre o filme:

“Respire tudo quando tudo parecer o fim” • Eduardo

“Seguir em várias direções pode ser prejudicial a seu filme— caso você não saiba como fazê-lo” • Madeleine

“As piadinhas deste filme farão você querer de matar como os personagens do filme” • Ricardo Prado

A frase do Ricardo Reis, eu uso para terminar este texto e serve como reflexão de um tema que fracassou, e que poderia ter sido muito melhor abordado. E também uso como minha frase:

“O egoísmo do ser humano, nos leva a ser canibais de nós mesmos! • Ricardo Reis”

Veja mais sobre o filme na coluna ao lado: fotos e vídeo

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UMA PARTE SOBRE DESIGN GRÁFICO:

Sem dúvida, para mim, o melhor do filme são os cartazes. Todos os que vi até agora são ótimos, perfeitos! Vale uma olhada cuidadosa para quem gosta de design. Com certeza eles refletem o que o filme deveria ser e não consegue. Tem força, suspense, incomodam e ao mesmo tempo são extremamente equilibrados visualmente. São simétricos. Observem os 3 cartazes abaixo, o meu preferido é o primeiro, com a sombra vermelha. Bem não vou falar muito sobre eles porque pretendo colocar este cartaz na enquete da minha próxima análise de cartaz. Realmente para mim o melhor deste filme esta na obra de um designer gráfico: o cartaz! (para quem não conhece meu trabalho de leitura de cartazes de filmes é so clicar aqui

Escrito por Márcia Okida em julho 2008




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show Era do Gelo 3

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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