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04
Mar
09

Foi Apenas um Sonho

** se você ainda não viu o filme, atenção: este texto contém alguns  spoilers

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Em tempos de Oscar 2009 o nosso 18º CINESURPRESA foi no Cinemark e o filme escolhido pela maioria foi “Foi Apenas um Sonho”, tradução, na minha opinião, totalmente equivocada do nome verdadeiro “Revolutionary Road”. Tivemos 12 pessoas presentes: André Leite, Cristina Silveira, Deborah Okida, Durval Moreto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Jessica Moraes, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu Márcia Okida. Entre todos nós, 4 pessoas não gostaram do filme e 8 gostaram. 5 não veriam o filme novamente; 2 falaram que talvez e 5 veriam novamente. A média de nota foi de 6,3 colocando “Foi Apenas um Sonho” em 16º lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado), ganhando apenas de Guerra dos Rocha com nota média de 5,6.

revolutionary-roadO principal erro de “Foi Apenas um Sonho”, na minha opinião, começa com a má escolha do nome para o Brasil. Este nome faz com que o público espere uma história de amor ou um bom romance, principalmente tendo como protagonistas o casal romântico de Titanic:  Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. “Revolutionary Road” tem uma proximidade muito maior com o tema do filme: uma análise crítica do melhor estilo “american way of life” e a crua e dura realidade em cima da vida de um casal que ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road resolvem mudar o rumo de suas vidas indo por um caminho mais idealista e que choca a sociedade em sua volta. Esta revolução na vida amorosa e familiar seria uma aventura, uma fuga, uma busca pelos seus ideais, um retorno ao passado ou apenas um sonho? (a proximidade com o nome nacional fica por aí)

É disso que o filme trata mas, de uma maneira, a meu ver lenta e cheia de buracos no roteiro. Cenas curtas demais e que mereciam ser maiores e outras infindáveis que poderiam ter metade da sua duração. Um exemplo: a cena em que os dois se conhecem dura, acho que cerca de 1 minuto. Possui uma bela fotografia e uma semelhança com o primeiro longa do seu diretor Sam Mendes, Beleza Americana. Mas nem chega perto da beleza e perfeição de seu primeiro filme. Achei extremamente lento e previsível, estou entre as 4 pessoas que não gostaram e não veria novamente.

O melhor do filme para

André: a interpretação de Kate Winslet • Cristina: as atuações do casal principal em seus diálogos ora densos, ora românticos. • Deborah: ambientação da época •  Durval: a corretora de imóveis, com sua dissimulação e caracterização do personagem • Eduardo: a interpretação de Kate Winslet • Fabio: bons personagens e diálogos, questionamentos interessantes sobre escolhas e relacionamentos • Glauce: a morte da April, boa solução • Izabela: os atores • Jéssica: a atuação e emoção do casal protagonista (Kate Winslet e Leonardo DiCaprio) • Priscila: figurino, trilha sonora e atuação de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio e também de Michael Shannon • Ricardo: a cenografia da casa de April (Kate Winslet).

O pior no filme

André: o sumiço repentino dos filhos do casal • Cristina: o final, a cena de um personagem apático • Deborah: algumas situações ficaram meio soltas, as vezes não parecia que eles tinham filhos, pois as crianças sumiam • Durval: um filme com personagens não resolvidos, as crianças, o que pensam dos pais? • Eduardo: a falta de inovação de Sam Mendes, na linguagem • Fabio: a história poderia ser melhor estruturada, os filhos dos personagens têm importância mínima na história • Glauce: o vizinho levar a esposa do outro vizinho para casa, essa troca foi péssima • Izabela: Algumas vezes se torna um pouco cansativo • Jéssica: cenas paradas e descartáveis  • Priscila: angustiante • Ricardo: o texto.

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Bem eu acho que já falei o que achei de bom ou ruim mas só para reforçar: o filme tem uma boa direção de arte, fotografia e trilha sonora. Na minha opinião são as únicas coisas boas do filme. Personagens e histórias mal resolvidos, o único personagem bem resolvido na trama é justamente o “neurótico, louco” da história: Michael Shannon que em poucas cenas “fala” mais sobre o tema do filme do que todos os outros personagens.

Se identificou com algum personagem?

André: com John, Michael Shannon, o filho da corretora, por dizer a verdade nua e crua. Gostaria de ser assim • Durval: com April, um personagem que conclui o filme e pontua com sua intensidade • Fabio: com o louco da história, Michael Shannon, por ser o único que percebe a loucura da nossa sociedade • Izabela: um pouco com cada um dos 3 (Michael Shannon, Kate Winslet, Leonardo DiCaprio) • Jéssica: com o maluco, Michael Shannon, porque ele deu um pouco mais de emoção ao filme • Cristina, Deborah, Eduardo, Glauce, Priscila, Ricardo: nenhum.

Em homenagem ao Cineme-se 2009 que tem como tema o Figurino: Qual figurino você mais gostou.

André: nenhum, padrão demais • Cristina: figurino bem caracterizado e que mostram a bela forma de Kate e elegância de Leo • Deborah: da colega de trabalho de Frank (Leonardo DiCaprio), era discreto mas também sedutor  • Durval: da April, muito bonito com traços e tecidos que a valorizavam • Glauce: April, Kate, roupas claras e vestidos simples • Izabela: Na verdade, não gostei muito do figurino do filme. • Priscila: April, Kate • Ricardo: April, pela elegância • Eduardo, Fabio, Jéssica: nenhum em especial.

Não me identifiquei com ninguém, mas o personagem que mais me cativou foi o de Michael Shannon (John), o neurótico bipolar mais consciente do filme. Quanto ao figurino já falei sobre a direção de arte que foi impecável e isso vale para figurino, todo bem feitos e característicos da época e do “american way of life”.

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Uma cena do filme

André: a cena final com o marido da corretora diminuindo o volume de seu aparelho auricular • Cristina: a cena em que decidem juntos mudar para Paris • Deborah: a cena do bosque em que ele a deixa sozinha para pensar • Durval: a cena em que o filho da corretora aparece pela 1ª vez. Uma cena teatral • Eduardo: a morte dela • Fabio: após a discussão dos personagens, quando a casa e os personagens ficam no escuro, e a cena final, com o velhinho abaixando o volume do aparelho de surdez • Glauce: a café da manhã preparado pela April e as cenas em que “o maluco” diz umas verdades para o casal • Izabela: A cena que ele encontra o negócio de abortar e a briga dos dois por isso. • Jéssica: da discussão entre o John com os seus pais e o casal jantando • Priscila: a cena do velhinho desligando a aparelho, a forma como foi conduzida • Ricardo: a cena em que April olha da janela, o que acabou de fazer, o aborto. Um olhar marcante que diz tudo.

Uma frase sobre o filme

André: relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias.
Cristina: “procurar pelo em ovo”.
Deborah: uma frase “do” filme: “Eu só sei o que estou sentindo”. Sobre o filme: procurou mostrar os encontros e desencontros dos sonhos de duas pessoas. A felicidade está “em nós” e não fora.
Durval: “Não existe lugar para mim aqui” April, no bar.
Eduardo: a classe média em autodestruição.
Fabio: de perto, ninguém é normal.
Glauce: ótima atuação de Kate Winslet.
Izabela: a felicidade é de dentro pra fora.
Jéssica: um show de atuação dos protagonistas apenas, uma boa história que não rendeu.
Priscila: não se deixar levar pelo marasmo, não estagnar.
Ricardo: redemoinho de emoções frustradas e desconexas.

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Fico com algumas frases acima que realmente acredito que possuem o espírito do filme: “relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias” (andré leite);  e duas frases do filme que citaram acima: “Eu só sei o que estou sentindo” e “Não existe lugar para mim aqui” que tem uma relação direta na minha cena do filme, bem do início, que é a cena do encontro de April (Kate Winslet) e Frank (Leonardo DiCaprio) uma cena que durou muito pouco mas que, para mim, deixou claro a personalidade de cada um deles, a trajetória complicada do casal o final trágico de April.

Para encerrar uma de Eugène Ionesco, patafísico, escritor e dramaturgo romeno, um dos pais do Teatro do Absurdo:

“Pensar contra a corrente do seu tempo é heróico, dizê-lo é uma loucura”
(frase que representa o melhor personagem do filme, na minha opinião, o louco, neurótico, bipolar John, Michael Shannon.)

E queremos agradecer aos nossos parceiros oficiais:
Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

12
Dez
08

Saudades de James Bond – 007 Quantum of Solace

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No nosso 15º cinesurpresa, dia 9 de novembro,  tivemos uma votação, quase unânime. Somente um dos participantes não escolheu o filme 007 – Quantum of Solace, a nova aventura o agente secreto mais famoso do mundo, mas que, infelizmente para os fãs do James Bond, não continua o mesmo.
14 pessoas participaram deste nosso encontro de novembro: André Leite, Cristina Silveira, Dani Marino, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Glauce Guimarães, Letícia Cheneme, Lívia Venâncio, Márcia Okida, Marco Moreira, Paulo Vicente, Ricardo Reis, Ronaldo Marino e Samantha Santos. Destas 14 pessoas, 9 gostaram do filme e 5 não. 4 veriam novamente, 9 não veriam e 1 pessoa disse que talvez.

007quantumofsolace_01007 – Quantum of Solace teve nota 6,8 dos nossos participantes e por isso fica no 12º lugar, no nosso Ranking Surpresa, perdendo até de Duro de Matar 4. O 22º filme da série deixa muito a desejar para os fãs de 007. Com muita ação — leia-se, principalmente, matança — e pouca história, o filme não prende e nem mesmo supreende, feito este que Cassino Royale conseguiu ao adotar uma linguagem mais adulta, realista se aproximando de uma visão mais nova de agentes secretos protagonizados, por exemplo, por Jason Bourne. James Bond é menos fantasioso, menos sensual, encanta menos mulheres e se torna mais frio, calculista e um tanto quanto insensível. Traços marcantes de toda a série 007 somem mais ainda em Quantun of Solace. Sem cenas ardentes, sem grandes romances, poucos efeitos mirabolantes ou impossíveis e nem a famosa fala “meu nome é Bond, James Bond” existe mais. Dá para sentir saudades dos grande filmes de Bond.

O melhor e o pior no filme para os nossos participantes:

O PIOR
André: o filme perder a verossimilhança conquistada com o anterior, toda a ação desenfreada soa forçada.
Cristina: as cenas fantasiosas de perseguição e a abertura do filme
Dani: o enredo ficou um pouco confuso
Eduardo: a narrativa
Glauce: a vontade de vingança pessoal do Bond, em outros filmes sempre foi frio e indiferente.
Eddie, Letícia, Marco: O roteirotodososbonds
Lívia: muito exagerado apesar de ser 007
Paulo: velocidade
Ricardo: a falta de Sean Conery
Ronaldo: cenas de ação muito em close, tornando-as um pouco confusas
Samantha: falta de roteiro, muita matança tão rapidamente e desafeto ao jogar o amigo na lixeira

O MELHOR

André: a subtrama que mostra o desejo de vingança de bond é mais interessante que a trama principal.
Cristina: rever Gian Carlo Gianini atuando
Dani: excelentes cenas de ação
Eddie: Pedro Cardoso era o vilão
Eduardo: a abertura e os títulos das cidades
Glauce: o terno do 007 nunca rasga ou amassa, prova ser de ótima qualidade
Letícia: as cenas de ação que apesar de forçadas foram a salvação do filme
Lívia: vingança
Marco: cenas de ação
Paulo: velocidade
Ricardo: Ação e ação
Ronaldo: cena inicial com os carros, muito bem feita
Samantha: por alguns minutos a demonstração de afeto pelo amigo em sua morte

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Estou entre os que não gostaram do filme e só veria de novo se estivesse passando na tv e meio que por acaso, sem nada mais para ver. O que menos gostei no filme, acho que já deixei claro no meu texto de introdução. Já o que eu achei de melhor… mesmo falando de filme o melhor para mim esta relacionado a minha área: design. Sem sombra de dúvida a abertura do filme merece um olhar especial. Propositalmente feita para ter um clima anos 70, sem grandes efeitos especiais, mas com um cuidado com a direção de arte, tipografia, cores e conjunto estético extremamente minucioso. Misturando estilo de desenhos, traços, passando pelo linguagem dos quadrinhos com altos contrates e pitadas de tecnologia e sensualidade. Tudo isso com muita sobreposição de imagens, silhuetas deixando algumas imagens meio que subliminares, ou seja, dificilmente são percebidas. Se pararmos para olhar quadro a quadro essa abertura, a cada nova olhada uma nova composição de imagem é percebida. Você poderá admirar essa abertura nos nossos vídeos ao lado.
Outro detalhe nota 10 e também relacionado ao design é a tipografia usada em todo o filme. Quantun of Solace é ambientado em seis países — um dos motivos em que a narrativa se perde — e para cada País uma tipologia aparece na tela escrevendo o nome do local. Essa escolha tipográfica é perfeita, cada letra realmente possui a personalidade de cada local. Vale a pena reparar nestes detalhes. Mas, para não deixar de falar do filme, se tiver que achar algo de bom, além do Daniel Craig, digo que são as cenas de ação, meio forçadas mas bem feitas com um linguagem mais cinematográfica, menos básica que o normal para os filmes de ação.

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Se identificou com algum personagem?

André: Sim, Mathis. Este personagem representa a lealdade que só bons amigos possuem.
Letícia: com a “M”, que é a única inteligente no filme
Paulo: Sim. Mr. Bond. Pela criatividade na ação e pressão do tempo curto (dead-line)
Ricardo: Sim, com James Bond. Foi em busca de seu amor dilacerado e perdido, vingou e se fez sofrer.
Samantha: Sim. Com 007, porque sempre tenho acesa a vontade de mesmo em sonho, ser agente.
Cristina, Dani, Eddie, Eduardo, Glauce, Lívia, Marco, Ronaldo: com ninguém

Uma cena do filme

André: a secretária do governo banhada em óleo em cima da cama do hotel
Cristina: quando pede ajuda para a Bond Girl, um momento romântico…
Dani: a perseguição do começo o filme
Eddie: a luta entre Bond e o traidor do M16 nos andaimes
Eduardo: a luta nos andaimes
Glauce: quando ele deu uma lata de lubrificante ao  Greeen
Letícia: a luta entre Dominic Greene e Bond em meio ao fogo
Lívia: a hora em que o presidente é morto
Marco: Mathis, quando morre. É tirado do carro como morto, quando não estava e mostra mais um erro de Bond.
Paulo: quando eles pulam do avião, a luta pela sobrevivência, os segundos em que o pára-quedas é aberto
Ricardo: a queda de Bond e da moça do avião, velocidade a perder de vista…
Ronaldo: a paisagem de fundo da perseguição do avião no deserto
Samantha: ele segurando o amigo nos braços enquanto morria

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E para preparação para o Cineme-se 2009 sobre figurino: qual o figurino você mais gostou?

André, Dani, Eddie, Eduardo, Paulo, Samantha: o terno de Bond – suja mas não rasga; elegância de James; charme elegância, clássico e instigante
Cristina, Ricardo: nenhum
Glauce: calça jeans e regata branca (camille) porque eu gosto destas roupas simples e usuais
Letícia: o da “M” por ser elegante e chique
Lívia: os da festa
Marco: Camille por razões óbvias
Ronaldo: Dominic Greene, mais descolado

Não me identifiquei com ninguém. Já sobre a minha cena e figurino, novamente tenho uma visão mais relacionada ao design do que ao cinema, comprovação de como estas áreas podem ser bem próximas. A cena que mais gostei é a sequência onde eles vêem uma apresentação teatral, uma ópera. A luz, a cenografia, não apenas do filme mas da ópera que estão vendo é maravilhosa. Cena que reflete uma ótima direção de arte, assim como, uma boa fotografia que está presente em todo filme. (nas imagens abaixo cenas cenas referentes ao que falo).

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Quanto ao figurino todos vestem roupas clássicas, portanto sem muito trabalho. Já o de Mathieu Almaric, que interpreta o “vilão” Dominic Greene, mereceu uma mão mais criativa e um grande trabalho que relaciona muito bem figurino e personalidade. Dominic Green, em quase todo o filme, desfila uma série de roupas cafonas, não bregas, bem ao estilo de Agostinho de A Grande Família. Seu figurino merece um olhar mais atento as cores, combinação de formas, contrastes, estampas etc tudo bem diversificado. Só para constar me lembrei agora da belíssima atuação de Mathieu Almaric em O Escafandro e a Borboleta. O vendo em 007, vemos realmente como é um ótimo ator, é difícil fazer uma relação na hora entre seu outro personagem. Fica aqui uma ótima dica, bem melhor que 007.

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Para terminar, uma frase sobre o filme:

André: James Bond com inveja de James Bond
Cristina: fiel ao estilo 007
Dani: boom – boom – puch – pow
Eddie: Bond não é mais o mesmo
Eduardo: corra é uma bomba… o filme
Glauce: respire fundo…
Letícia: poderia ter sido melhor
Lívia: deixou a desejar
Marco: vingança é um prato que se come frio
Paulo: vertigem
Ricardo: confie o seu coração, para depois moldar a razão
Ronaldo: muita ação e pouco enredo. História sem muita originalidade.
Samantha: nenhuma

Eu diria: Quer muita ação, matança? Não quer pensar, nem colocar o cérebro para funcionar?  Vá ver 007 Quantum of Solace. Saudades dos bons filmes de James Bond. Veja O Escafandro e a Borboleta.

06
Nov
08

A Guerra dos Rocha

cartazgrNosso 14º encontro do CINESURPRESA aconteceu no dia 12 de outubro no Cine Roxy com pouca gente mas, com pessoas que há muito tempo não participavam, e isso faz parte da uma das proposta do nosso encontro, que com essa data fixa seja possível reencontrar pessoas que faz tempo que não vê ou então conhecer gente nova etc etc como sempre falo nas divulgações.
E o nosso grupo foi composto por: Deborah Okida, Ricardo Reis (que sempre estão) e os que apareceram depois de muito tempo: Mariana Borges, Cristina Silveira e Alê Morales.
Esse grupo foi o responsável pela escolha do filme brasileiro, Guerra dos Rocha dirigido por Jorge Fernando. As outras opções eram: As Duas Faces da Lei, Noites de Tormenta e Mosconautas.
O filme teve nota 5,6, uma média que o coloca em último lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado). 3 pessoas não gostaram do filme e 3 gostaram. Dos 6 participantes, 4 não veriam o filme novamente; Mariana Borges disse que talvez visse novamente na TV e somente Alê Morales disse que veria novamente. Vamos as opiniões dos nosso participantes sobre o filme e, desta vez, vou me colocar diretamente nas respostas ao invés de fazer uma crítica a cada tópico — farei um apanhado geral no final. Começando com melhor e o pior no filme na opinião de cada um.

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O Melhor
Alê, Cristina, Deborah, Márcia e Ricardo: Ary Fontoura
Mariana: as imagens da Lapa/Rio, os casarões antigos, Nicete Bruno e Ary Fontoura juntos.

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Alê: não é cinema!
Cristina: indefinição do tema
Deborah: piadas fracas, tentou ser uma chanchada mas não conseguiu
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: a história fraca
Ricardo: A interpretação de alguns atores

Você se identificou com  algum personagem?cristina

Alê: Marcelo Antony, pega duas mulheres lindas em menos de 1h15
Cristina: com as cantoras no velório (rsss)
Mariana: com a loira que pega o Marcelo Antony!!!
Deborah, Ricardo e Márcia: com ninguém

Como nosso festival de cinema no ano que vem o Cineme-se 2009, terá como tema o Figurino, nós temos uma pergunta sobre esse assunto: qual o figurino que você mais gostou?
Alê: o vestido e o cabelo de Ary Fontoura ficaram parecidos como da minha avó.
Cristina: o do pessoal do velório, chiquérrimos!
Mariana: não foi marcante, é simples
Deborah, Márcia e Ricardo: o da Dona Dina (Ary Fontoura) – fiel a sua idade, postura, personalidade; boa caracterização por ser um homem vestido de mulher.

ricardoUma cena do filme

Alê: o assalto, sequestro.
Cristina: cena da decepção de Dona Dina ao saber o que realmente pensam seus filhos sobre ela.
Deborah: a cena das senhoras com os assaltantes comendo bombons
Márcia: todas as cenas dos assaltantes com Dona Dina e Nicete
Mariana: bombons!!!
Ricardo: o julgamento da mãe em relação aos filhos


Para encerrar uma frase sobre o filme:deborah

Alê: onde compra aquele bombom?
Cristina: deixou a desejar como filme
Deborah: dar valor as pessoas mais experientes (mais idosas)
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: sorria, meu bem!
Ricardo: “no final da vida somos somente lágrimas e cabelos brancos!”

okida1Bem, agora o meu apanhado geral, quer dizer, minha opinião sobre o filme. Resolvi fazer assim desta vez principalmente porque eu não gostei em nada do filme. Até esperava uma boa comédia, já que são os mesmos produtores de Se Eu Fosse Você — que eu gostei muito, vi no cinema e já vi mais umas duas vezes na TV — e dirigido por Jorge Fernando — que considero ótimo ator e diretor e sem falar que faz muito bem gêneros como comédias.
Mas não gostei de nada! Começando pelo nome, logo que vi, li, me lembrou “A Guerra dos Roses”, uma ótima comédia de ação de 1989, dirigida por Dany DeVito, com ele também no elenco além de Michael Douglas e Kathleen Turner, entre outros. No mínimo alguma referência boa ao filme anterior se espera. A semelhança que fica é que os dois são comédias e ambos usam de uma linguagem tragicômica com exageros, toques mórbidos, excentricidades etc, mas fica por aí. Guerra dos Roses soube fazer isso, já a Guerra dos Rocha… não!

É um pastelão, mas que nem é tão engraçado assim — não se escutaram muitas risadas no cinema que estava bem vazio — e eu acredito que isso não aconteceu justamente porque ele, o filme, não consegue se enquadrar definitivamente em nenhum gênero especifico: não é totalmente uma grande comédia, não é totalmente trash, não é drama, não é romance, tenta ter um clima meio Almodovariano (e que passa longe disso) e, ainda por cima trata de vários assuntos ao mesmo tempo: problemas da adolescência, velhice, de relações familiares, da corrupção, da política, da cultura… enfim, critica tudo isso e mais um pouco mas não se firma em nada disso.

gr2

A opinião de nosso grupo mostra claramente a postura fraca do filme: todos acharam que o melhor do filme é a Ary Fontoura; a melhor cena do filme é praticamente a mesma para todos — assalto — e um pouco da decepção com os filhos. Se o filme fosse muito bom a variação de opiniões seria maior.
Realmente Ary Fontoura salva o filme. Esquecemos que é um homem fazendo uma mulher. O figurino e direção de arte ajudam muito nisso, mas ele está magnífico. Ele é o filme. Além dele também podemos destacar Nicete Bruno com quem divide a melhor cena, sequência de todo o filme: a do assalto, dos bombons — para entender a relação do assalto com os bombons só vendo o filme, mas, nem indico que o vejam para saber qual é. Se quiserem, me perguntem que falo em separado.

A idéia de abordar a questão dos idosos, abandono, interesse material é ótima, mas fica meio perdida. Jorge Fernando, diretor do filme, até conseguiu me emocionar na cena final, mas é uma emoção que ficou meio perdida em todo o conjunto tragicômico de todo o resto. Essa emoção deveria ter sido conseguida na mesma linguagem e não em outra, de repente, assim sem mais nem menos, ele (o filme) fica sério demais.
Bem para mim o filme Guerra dos Rocha realmente foi uma guerra para que tentasse achar pontos positivos no filme. Quem quiser ver, veja e depois conte para gente sua opinião sobre A Guerra dos Rocha.

05
Jul
08

é o fim… Fim dos Tempos

Vou começar diferente este artigo.

CINESURPRESA de número 11.

11 é o número das revelações. Pela cabala a série de números que antecede o 11, de 1 ao 10,  fala sobre a soma de todas as coisas do mundo material. Já a seqüência seguinte, iniciada pelo 11, fala de conhecimentos e realizações do plano superior, espiritual, sendo que o 11 dá início a esta seqüência. 11 é a soma de 10 + 1. Deus é o número 1 e o Mundo é número 10. Isso dá sentido ao 11 que é o número das revelações, signo do conhecimento de Deus e da entrada na vida superior. O 11 possui aspectos positivos e negativos: filantropia, preocupação com os demais, ambição, bloqueio, dependência, falsidade, mentira inteligente, crueldade. Tem como palavras-chave  negativas: fanatismo, desorientação, cinismo, falsa superioridade, desonestidade, mesquinhez, negligência e preguiça.
O Arcano XI do Tarot, a Força (Justiça – Persuasão), tem como palavras-chave: força, decisão, confronto com a sombra, ação, impaciência, cólera, orgulho, paciência, domínio dos impulsos e transformação dos mesmos em ideais mais elevados, fé, sedução, luxúria, esforços direcionados a um objetivo, repressão.

Concluindo, poderia dizer que a 11ª edição do CINESURPRESA

estava realmente envolvida com o número 11.

Fim dos Tempos, (site oficialsite nacional)foi uma surpresa, lidou com a nossa paciência. No nosso bate-papo fizemos esforços direcionados a um objetivo: tentar não falar tão mal assim do filme. Fim dos Tempos, se diz um filme de ação, que aborda (ou pelo menos tenta) o confronto com a sombra, cólera, repressão, paranóia, fanatismo, desorientação, fé, negligência com o mundo em que vivemos, mesquinhez… enfim muitas das coisas citadas acima.
Minha opinião começa aí, neste texto, mas vamos ver o que o grupo que se reuniu neste domingo frio e chuvoso, achou do filme. Justamente pelo tempo tivemos poucos participantes, mas todos que fazem parte dos mais assíduos e de presença forte, marcante nos seus palpites: Eduardo Ricci, Madeleine Alves, Ricardo Prado, Ricardo Reis e eu.


Fim dos tempos recebeu nota 6,4, o que o coloca no final da nossa lista, em 9º lugar e bem atrás do que até agora era o último — Dura de Matar com nota 7. (veja nosso ranking surpresa ao lado). Dos 5 participantes 4 não veriam novamente e somente a Madeleine respondeu com um “não sei”. Ricardo Reis e Eduardo Ricci disseram que gostaram do filme. Madeleine também disse “não sei”. E o Ricardo Prado e eu não gostamos do filme.
Realmente não gostei mesmo. De nada, ou quase nada.

O filme não cumpre o que pretende, ou melhor pretendia. Em alguns momentos é um filme de suspense, em outros de ação, em alguns de terror e o pior, em certos momentos — algumas cenas de morte — é bem trash. Nada contra os filmes Trash, até gosto muito. O problema que não ter uma linha, uma proposta definida. Tem cenas bonitas, ângulos e movimento de câmera perfeitos, mas são poucos sem falar de que um filme não se sustenta apenas com alguns enquadramentos perfeitos. Fim dos Tempos não convence, não pega. É triste ver um diretor como M. Night Shyamalan que fez um Sexto Sentido, Corpo Fechado (que acho os melhores dele) errar tanto na mão em um filme como este.

A proposta, a idéia, é boa: Paranóia.

Segundo ele mesmo, M. Night Shyamalan, este é o tema principal do filme: mostrar como as pessoas lidam com suas paranóias em situações extremas e quase sem saída. Como é o relacionamento humano neste momento, como as pessoas se tornam mesquinhas, individualistas, egoístas pesando apenas em sua própria sobrevivência perante a idéia da morte.

  • O que fazer quando se perde o medo?
  • Quando se perde a noção de perigo?
  • Quando de perde o conceito de respeito a vida humana e ambiental?
  • E até, para jogar um pouco de romantismo: quando se perde o conceito real do que é amor, amor pelo homem amado, amor ao próximo, amor a vida?

Pois é, o filme no fundo trata de tudo isso. Ótimos assuntos para um filme não? Com certeza, mas desde que não se erre na mão, na dosagem das coisas, em como mostrar, como falar e principalmente não se erre no modo de como devemos tocar, chegar nas pessoas. A maneira que o roteiro de desenrola é péssima, como disse antes, não deixa claro o estilo do filme (se é suspense, ação, terror etc) e ainda tenta fazer rir mas com piadas fraquíssimas, extremamente sem graça e mal colocadas.

Por isso mesmo no nosso bate-papo a pergunta que mais demorou a ser respondida foi:

O melhor do filme para você?

Eduardo: cena dos corpos caindo (no começo)
Madeleine: trilha sonora e a apresentação das teorias evolutivas de Mrs. Jones, (Betty Buckley) “mas não o seu desenvolvimento” ela deixa claro.
Ricardo Prado: trilha Sonora
Ricardo Reis: só o amor constrói

Bem para mim o melhor do filme, para não dizer que não vi nada de bom, foi a personagem Mrs. Jones, mas friso: a personalidade deste personagem, porque seu desenvolvimento, como diz a Madeleine, foi ruim. Também é boa a idéia por trás do filme, que por sinal não vingou, a idéia, mensagem, de como devemos prestar mais atenção nas pessoas e no mundo e que vivemos, saber respeitá-lo e perceber seus sinais.

Já para responder sobre o pior do filme, foi mais fácil:

Eduardo: o roteiro
Madeleine: “as escolhas errôneas ao trabalhar pontos desnecessários e deixar de lado potencialidades no decorrer da trama”
Ricardo Prado: “tentar agradar `atirando para todos os lados´ e investindo pouco na inovação”
Ricardo Reis: “o final previsível”

Bem, sobre o que achei de pior no filme, já falei mas sobre uma cena do filme que mais me interessou, ou seja o que achei de melhor, foi a cena de minha personagem favorita mas mal aproveitada, Mrs. Jones (Betty Buckley), quando convida os três — Eliot Moore (Mark Wahlberg), Alma Moore (Zooey Deschanel) e a garotinha Jess de 8 anos (Ashlyn Sanchez) — para jantar. Como disse a Madeleine, as “teorias evolutivas” apresentadas por Mrs. Jones, sentada na cabeça da mesa, entre café, bolachas e um tapa na mão da garota Jess, poderiam ter sido melhor aproveitadas. Sem dúvida, para mim, a melhor cena e as melhores falas estão alí. (na imagem abaixo a foto central é desta cena)

Cena do Eduardo: “quando Eliot Moore chora junto com a menina Jess”
Cena da Madeleine: “as plantas balançando ao vento, soturnamente dançando ao som da trilha sonora”
Cena do Ricardo Prado: “a cena em que mostra os vários operários da construção caindo”
Cena do Ricardo Reis: “a cena em que Eliot Moore, o protagonista, pede carona e todos viram as costas com seus carros. O egoísmo”

Desta vez somente o Eduardo Ricci se identificou com algum personagem e foi com o Eliot Moore (Mark Wahlberg). Mais ninguém.

Uma frase sobre o filme:

“Respire tudo quando tudo parecer o fim” • Eduardo

“Seguir em várias direções pode ser prejudicial a seu filme— caso você não saiba como fazê-lo” • Madeleine

“As piadinhas deste filme farão você querer de matar como os personagens do filme” • Ricardo Prado

A frase do Ricardo Reis, eu uso para terminar este texto e serve como reflexão de um tema que fracassou, e que poderia ter sido muito melhor abordado. E também uso como minha frase:

“O egoísmo do ser humano, nos leva a ser canibais de nós mesmos! • Ricardo Reis”

Veja mais sobre o filme na coluna ao lado: fotos e vídeo

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UMA PARTE SOBRE DESIGN GRÁFICO:

Sem dúvida, para mim, o melhor do filme são os cartazes. Todos os que vi até agora são ótimos, perfeitos! Vale uma olhada cuidadosa para quem gosta de design. Com certeza eles refletem o que o filme deveria ser e não consegue. Tem força, suspense, incomodam e ao mesmo tempo são extremamente equilibrados visualmente. São simétricos. Observem os 3 cartazes abaixo, o meu preferido é o primeiro, com a sombra vermelha. Bem não vou falar muito sobre eles porque pretendo colocar este cartaz na enquete da minha próxima análise de cartaz. Realmente para mim o melhor deste filme esta na obra de um designer gráfico: o cartaz! (para quem não conhece meu trabalho de leitura de cartazes de filmes é so clicar aqui

Escrito por Márcia Okida em julho 2008




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show Era do Gelo 3

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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