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04
Ago
09

era do gelo 3



Antes de começar a falar do nosso último encontro, já faço um convite: venha comemorar o nosso 2º aniversário comendo um pedaço de bolo com a gente, depois de escolher e assistir  um filme que esteja passando entre 19h e 20h neste domingo, dia dos pais, 9 de agosto às 19h, em ponto, no Cine Roxy (Santos). Até lá!


cartazeradogeloNosso 23º Cinesurpresa foi uma escolha unânime: A Era do Gelo 3 que foi escolhido pelos nossos 8 participantes: André Hermes, Beatriz França, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Guilherme Araújo, Thiago Bartolloto, Vanessa Ruas e por mim, Márcia Okida. A nota dada para Era do Gelo foi de 8,6 e que o coloca em 7º lugar empatado com Piaf e Milk em nosso ranking (veja em nosso quadro ao lado).  De todos os participantes somente a Vanessa disse que não veria novamente, o Thiago disse que só em casa e o André somente na versão 3D.


Não vimos a versão em 3D do filme, mas mesmo que fosse, não acredito que este seja o melhor filme da série. Acho que é melhor em design, na qualidade dos gráficos, imagens, cenografia, ambientação, mas não pela história.
Sou fã da Era do Gelo e adoro o filme de qualquer modo, aliás adoro animação, mas ainda acho que a melhor animação dos últimos tempos é Wall-E que é, inclusive, o nosso único 10 do Cinesurpresa. Veria esse filme novamente mas também só m casa. O melhor do filme acho que já disse acima assim como o que acho de pior a falta de uma história melhor, achei essa uniforme demais e com muitos personagens sem tanta necessidade disso. E a minha melhor cena seria a seqüência do Sid com “seus 3 filhos” enquanto ainda eram ovos.

Vamos a opinião dos nossos participantes:


andre por guilherme

andré por guilherme

André

o melhor: os efeitos • o pior: algumas coisas que falam no filme é pesado demais para crianças • uma cena: a perseguição aérea com os dinossauros.


beatriz por marcia

beatriz por marcia

Beatriz

o melhor: o Buck, simplesmente engraçado e a floresta dos dinossauros • o pior: nada • uma cena: a cena com a planta carnívora e o Sid cuidando dos 3 ovos.


deborah por eduardo

deborah por eduardo

Deborah

o melhor: a amizade dos animais, mostrando a questão da diversidade e a parte visual toda • o pior: • uma cena: os esquilos dançando tango.


eduardo por deborah

eduardo por deborah

Eduardo

o melhor: a corrida do Sid em busca de seus filhos ovos • o pior: nada • uma cena: quando eles chegam ao vale perdido.


guilherme por andre

guilherme por andre

Guilherme

o melhor: a inserção da doninha Buck, que roubou a cena até mesmo dos protagonistas • o pior: o filme tem muitos personagens e nem todos são importantes para a história • uma cena: quando Buck encontra uma carcaça e um brócolis e tenta deduzir o que ocorrera.


thiago por vanessa

thiago por vanessa

Thiago

o melhor: Sid com os bebês Iabadabadu!!!! • o pior: uma história melhor seria mais adequado • uma cena: o tigre brigando.


vanessa por thiago

vanessa por thiago

Vanessa

o melhor: o Buck montado em um pássaro • o pior: quando o Buck disse que transformaria o dinossauro em traveco. Achei um absurdo pois o filme é mais para as crianças • uma cena: o momento em que Amora esta nascendo.



era do gelo 3


Concordo com alguns acima quando falam que tem coisas pesadas para crianças acho que esse é o filme da série que tem menos cara de infantil, não estou dizendo que não é para crianças, mas que algumas falas e associações não deveriam ser usadas para crianças. Em compensação os temas diversidade, inclusão, respeito pelas diferenças são bem usados e passados para o público infantil.
Temos duas perguntas que deste vez fez o pessoal se perder um pouco: com que se indentificou e qual o melhor figurino.
Bem eu me identifico com o Sid, e quem me conhece, entenderia o porque :) )) meio atrapalhado, desligado, sem noção principalmente do perigo e foi capaz de criar 3 ovos de dinossauro… isso é a minha cara. E o figurino, mudamos para melhor design de personagem e eu gostei mais da Amora, a bebê mamute, conseguiram fazer com que uma mamute parecesse uma gatinha de tão fofa e leve. E a minha frase seria mais palavras: aceitação, amizade, respeito e diversidade.

era do gelo 1


E para nossos participantes:


André • me identifico com: ninguém •  melhor figurino/design de personagem: Scrat, pois é o melhor personagem • uma frase: ótima computação gráfica.
Beatriz • me identifico com: a mamute Ellie •  melhor figurino/design de personagem: o tapa olho de Buck / os 3 dinossauros filhotes • uma frase: um filme alegre e divertido.
Deborah • me identifico com: ninguém •  melhor figurino/design de personagem: o design de Amora a mamute bebê • uma frase: não abrir mão de nossas amizades.
Eduardo • me identifico com: Diego, o Tigre •  melhor figurino/design de personagem: a pelagem do mamute • uma frase: vivemos num oceano de possibilidades.
Guilherme • me identifico com: o esquilo Scrat. Ele queria duas coisas e não ficou com nenhuma •  melhor figurino/design de personagem: a mamute Ellie. É difícil fazer pelos em computação gráfica e essa personagem foi a que teve melhores resultados • uma frase: amigos são aqueles que se arriscam pelos outros.
Thiago • me identifico com: o Tigre Diego, sei lá me identifiquei •  melhor figurino/design de personagem: o casaco do tigre porque é natural de pelo. E o design de personagem: Buck • uma frase: sem dor não tem graça.
Vanessa • me identifico com: ninguém •  melhor figurino/design de personagem: os dinossauros atacando a Ellie porque eles tem cores vibrantes, principalmente os tons de azul • uma frase: em primeiro lugar a família.

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E assim terminamos o nosso 23º encontro e esperamos você para comemorar o 2º aniversário do Cinesurpresa neste domingo, dia dos pais, 9 de agosto às 19h, no Cine Roxy (Santos) para escolher um filme que esteja passando entre 19 e 20h e depois comer uma fatia de bolo com a gente. Até domingo!

11
Jun
09

Vida Longa e Próspera – Star Trek

startrek11_03O 21º CINESURPRESA foi especial e por pelo menos 2 motivos: muitas pessoas novas participando e pelo filme escolhido que não poderia ter sido melhor: Star Trek (site oficial) . Simplesmente emocionante, principalmente para quem é da geração Star Trek e já acompanhava e gostava desde a série de TV
Quanto aos novos participantes, tivemos pela primeira vez no CINESURPRESA: Aymê Michima, Danilo Henrique, Juliano, Thiago Bartolotto e Vanessa Ruas que se reuniram com os já participantes: André Hermes, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Guilherme Nascimento, Madeleine Alves, Ricardo Reis e eu Márcia Okida.
Nosso grupo deu nota 8,9 para o filme o que deixa Star Trek em 5º lugar no nosso Ranking Surpresa, mas com uma ressalva: alguns integrantes deram nota 1000 para o filme — eu sou um deles — o que deixaria Star Trek acima de todos, mas como não computamos notas 1000 ele fica mesmo com a média oficial de 8,9.


Star Trek
é daqueles filmes para ficar na história, principalmente para os fãs. Podemos dizer que é um filme 100% perfeito: roteiro, história, efeitos, sonoplastia — tá certo que faltou a música original —  mas principalmente diálogos inteligentes, perfeitos e daqueles que ficam para sempre.
Star Trek também trás vários questionamentos e pensamentos quanto a vida, morte, passado, futuro… nossa história de vida etc e por isso também fizemos aqui uma pergunta chave, a mais, para todos os participantes e convidamos você também a respondê-la: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo? Veja a resposta de nossos participantes ao final.


Vamos as opiniões sobre o filme:

André: gostou do filme – não veria de novo – nota 9 • Identificou-se com Kirk “pois é uma pessoa com um grande potencial que não conhecia”  • Sua cena: “A última batalha foi bem emocionante”

Aymê: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: “era legal quando eles voavam sob a velocidade da luz”

Danilo: gostou do filme – veria novamente – nota 9  • Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: o homem preso nos tubos de água.

Deborah: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Se identificou com a mãe de Spock por sua conduta única “algo que procuro alcançar”  • Sue cena: O encontro de Kirk jovem com o Spock velho.

Eduardo: gostou do filme – veria novamente “várias vezes” – nota: 1000  •  Se identificou com partes do Spock e de Kirk  • Sua cena: O encontros dos Spock´s

Guilherme: gostou do filme – veria novamente – nota 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: a primeira tentativa de interceptação da escavatriz.

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Juliano: gostou do filme – veria novamente – nota: 9  • Identificou-se com Spock “pois ele tem problemas em lidar com emoções e tenta aplicar sempre a lógica”  • Sua cena: discussão entre Kirk e Spock, onde Spock perde o controle

Madeleine: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Identificou-se com Scott “responsável pela teoria do teletransporte, que fica muito empolgado ao descobrir uma nova informação ou expressar alguma emoção/idéia”  •  Sua cena: “as passagens das naves pelo buraco negro e a consumição dos planetas pela substância vermelha (ou seja, buraco negro)

Ricardo: gostou do filme – não veria de novo – nota: 7  •  Se identificou com uma mistura de Spock com Kirk “sou razão e emoção”  •  Sua cena: “todas as cenas de naves”

Thiago: gostou do filme – veria novamente “mas não no cinema” – nota: 9  •  Diz que se identificou com um pouco de cada personagem  •  Sua cena: no início a cena da criança com o carro e a polícia

Vanessa: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Identificou-se com Checov “o garoto com sotaque. Porque ele sempre aparece nas horas mais necessárias”  •  Sua cena: “a matéria vermelha chegando ao planeta”




3654Bem eu amei o filme, minha nota é de 1000 para cima e vejo quantas vezes puder, passar na TV, pretendo comprar o DVD etc etc etc. Star Trek me emocionou diversas vezes como nenhum filme de romance ou algo parecido pode fazer. Na verdade os romances não me emocionam mesmo.
Ver os personagens jovens e a similaridade existente entre os adultos — já nossos velhos conhecidos — ver suas histórias e traços de suas personalidades sendo cuidadosamente mostradas, sem falar no primeiro encontro entre cada um dos futuros grandes e velhos amigos de jornadas futuras, são alguns motivos que me prenderam na cadeira e me emocionavam a cada instante. O cuidado na escolha dos atores também ajudou bastante, muitos extremamente parecidos com o que deveria ser mesmo a versão jovem de cada um — é fácil notar traços físicos semelhantes dos veteranos nos calouros de jornada. Não teria nem como escolher qual seria o melhor destes primeiros encontros. Na verdade até tem sim, seria para mim o encontro entre Kirk e Spock, mas com o velho Spock. O encontro de Kirk com McCoy também é muito bom, percebemos alí, no primeiro instante a forte relação de uma amizade que irá perdurar, sem falar no quanto de hilário é seu personagem.
Por isso é difícil escolher algum, um apenas como alguém com quem me identifiquei mas acho que escolheria Uhura, ou uma mistura de Uhura e Spock, uma mistura bem interessante por sinal.
A minha cena: não poderia ser outra a não ser a que aparece a nave Enterprise pela primeira vez. Nossa!!! Foi linda aquela cena, me emocionou muito, muito mesmo. Coisa de quem viveu a geração Star Trek lá no começo. Mas não posso deixar de citar o encontro dos Spock´s, lindo, surpreendente: “eu não sou nosso pai”. E me permito citar mais uma: quando o velho Spock fala para Kirk: “vida longa e próspera” pela primeira e única vez neste filme — inesquecível.


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André: “Excelentes efeitos visuais, porém muito exagerado”
O pior no filme: aquele monstrinho pequenininho era muito forçado • O Melhor: a hora em que o Spock faz o famoso sinal com a mão • Figurino: gostei de todos, pois é um clássico das Jornadas nas Estrelas

Aymê: “A vingança é a última que morre”
O pior no filme: “a parte em que colocaram um bicho no ex-capitão”  •  o melhor: “eu gostei da parte em que o menino começou a dirigir correndo do pai e ter sido perseguido pelo policial. E na parte em que ele deixou cair o carro”  •  melhor figurino: “quando eles usaram o pára-quedas”

Danilo: “Prende a atenção do início ao fim”
O pior no filme: confunde um pouco quem não é familiarizado com a série original • o melhor: bem trabalhado o fato de voltar no tempo • figurino: a roupa do Kirk antes de se alistar.

Deborah: “Vida Longa e Próspera”
Pior: nada • Melhor: relembrar velhos e bons tempos. Enquadramentos fiéis aos filmes antigos. Os olhares entre a tripulação, principalmente Kirk e Spock • Figurino: os figurinos todos são muito bons, mas os uniformes oficiais da tripulação são os melhores

Eduardo: “Para se fazer o necessário não há insensatez” – (fala do pai de Spock)
Pior no filme: algumas partes da interpretação do Capitão Kirk • Melhor: o encontro dos Spock´s e quando aparece a Enterprise • Figurino: do Spock

Guilherme: “Uma crônica sobre as emoções humanas tendo como pano de fundo um mundo de ficção científica”
O Pior no filme: a falta de explicação sobre alguns conceitos (como dobras) pode confundir leigos ou pessoas que não conhecem a história • O Melhor: o fato de os conceitos científicos utilizados não serem incorretos ou contraditórios, pelo menos aparentemente • Figurino: nenhum em especial já que a maioria dos personagens usa uniforme

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Juliano: “Explica bem sua `realidade´ (universo)”
Pior no filme: o cabelo de Spock • Melhor: efeitos especiais e introdução dos personagens • Figurino: Kirk, com a roupa preta, pois destoava do resto da tripulação

Madeleine: “Puxa eu não sabia que o universo estava em movimento” – frase de Scott
Pior: falha de projeção • melhor: roteiro (principalmente no excelente equilíbrio entre emoções / construção de personagens x uso de teorias físicas), trila sonora e uso do som • figurino: todos os figurinos colaboraram para a composição dos personagens e da história, mas não gostei de nenhum em especial.

Ricardo Reis: “se o futuro será assim, prefiro viver do passado!”
O pior: o jovem tripulante de 17 anos da Enterprise tem uma voz irritante e enjoativa • melhor: a nave Enterprise • figurino: nenhum.

Thiago: “Siga sua emoção, deixe sua lógica de lado”
O pior: mostrar o principal garoto em uma só cena • Melhor: o efeito da nave hiper rápida • Figurino: a roupa do Spock do futuro, pelos detalhes e por parecer antiga.

Vanessa: “Nunca perca as esperanças. Tente e Lute”
Pior: quando apareceu os monstros em um planeta deserto de gelo • Melhor: Spock quando era criança dentro de uma cápsula fazendo a prova • Figurino: dos Vulcanos.



Sinceramente eu não vi nada de ruim no filme, mas para não citar nada, acho que o filme deveria ter mantido o tema clássico de Jornada nas Estrelas feito para a série por Jerry Goldsmith— realmente senti falta de ouvir isso no momento em que a Enterprise aparece — e você pode ouvir abaixo.


Quanto ao de melhor, acho que já falei bastante: roteiro, composição do início de suas histórias, sem falar nos enquadramentos, travellings, closeds clássicos da série e que se mantiveram no filme.
Figurino fico com o de Uhura, principalmente, e de todos uniformes clássicos de Jornada nas Estrelas.
Ah! também senti falta de ouvir mais vezes o que para mim é a frase do filme:
“Vida Longa e Próspera”


Vamos agora a nossa pergunta criada por conta deste filme: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo?

André: “perguntaria o que eu poderia fazer para ser bem sucedido”

Aymê: “perguntaria para mim mesma de que lugar ela veio e por que nos encontraríamos no presente”

Danilo: “pediria conselhos para não cometer erros em certas ocasiões”

Deborah: “se encontrasse com eu mais nova: daria um longo abraço e olharia bem nos olhos, agradeceria por tudo – se encontrasse com eu mais velha: diria para ser mais leve, pois tudo tem sempre uma razão de ser e o melhor sempre nos acontecerá”

Eduardo: “ficaria horas conversando sobre os grandes momentos da minha vida”

Guilherme: “não faria nada. Se eu encontrasse a minha versão do futuro, não poderia dizer nada que ele já não soubesse. Se eu encontrasse com minha versão do passado, evitaria mudar minha vida presente, porque gosto dela.

Juliano: “perguntaria sobre eventos marcantes”

Madeleine: “diria: você precisa de 2 coisas: tornar suas teorias mais práticas e olhar para os lados de modos diferentes”

Ricardo: “mudaria meu destino, faria tudo diferente”

Thiago: “perguntaria como estou no futuro e no que mais errei para melhorar”

Vanessa: “perguntaria sobre o futuro”

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E eu, se encontrasse comigo mesma mais velha ou vice versa, não faria perguntas, apenas contemplaria esse momento que com certeza seria único e qualquer tipo de questionamento poderia estragar, mudar as “minhas vidas”. Ao olhar para mim mesma, teria certeza dos caminhos que segui (sigo) e das coisas que acreditei (acredito) e sem nenhuma troca de palavras, me despediria de mim mesma por que, só assim, poderia ter certeza que nada na minha vida atual e naquela a minha frente — a vida futura — mudaria, já que acredito que tudo que fazemos, pensamos ou falamos reflete diretamente em nossas vidas futuras e nas dos outros também. Talvez falasse apenas “vida longa e próspera”.

Ah! quanto as fotos deste nosso encontro, assim que o fotógrafo da noite  me mandar eu publico, é que eu ainda não as recebi. :)

04
Mai
09

Gran Torino

grantorino_01Chegamos ao 20º CINESURPRESA em grande estilo. Um grande filme que emocionou e tocou a todos os participantes, e não participantes também. Acontece que recebi algumas mensagens de amigos que viram esse filme e, quando souberam que ele havia sido o filme deste encontro, trataram de falar o quanto gostaram de Gran Torino.
Gran Torino, de Clint Eastwood, foi o filme da vez neste 20º encontro com a participação de 9 pessoas. Pela primeira vez em um cinesurpresa: Jurandir Pereira Filho e Guilherme Araújo Nascimento que se juntaram a: Deborah Okida, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Fábio Machado, Letícia Cheneme, Madeleine Alves e eu.
Todos gostaram do filme e o veriam novamente. A nota geral de Gran Torino foi 9,5 ficando em 3º lugar no nosso ranking (veja o quadro ao lado), ficando atrás apenas de Wall-E (10) e Persépolis (9,6).
Muitos dos assuntos abordados no filme foram temas do nosso bate-papo pós cinema, mas uma das questões foi adicionada ao que todos normalmente respondem em nossa pequena pesquisa feita ao final do filme: Você se mataria por algo ou por alguém? (veja aqui o que os participantes respondem ao final do encontro). A resposta de cada participante a esta pergunta você encontra no final.
Gran Torino me pegou de jeito, de um jeito que poucos filmes me pegam, ou fazem com que eu perca o sono e fique por dias com as imagens e assuntos abordados. Esteticamente perfeito, na minha opinião, nada demais nem de menos. Direção de fotografia primorosa e uma trilha sonora que eu já tinha amado antes mesmo de conhecer o filme — é que vi muito antes um vídeo clipe da trilha sonora. Você pode conhecer a música no vídeo logo abaixo, mas vale a pena mesmo você clicar neste link e ouví-la na voz de Clint Eastwood para somente depois entrar a voz de Jamie Cullum.

Um roteiro que sabe ir prendendo as pessoas aos poucos, tratando de temas sociais importantes passando pelo drama, momentos de comédia, romance, ação, tudo em perfeito equilíbrio e o principal, nos faz pensar, ou deveria fazer com que todas as pessoas pensassem ou repensassem, em seus conceitos, modos de ver, olhar a sociedade e seu próprio modo de ver e viver a vida. Pensar sobre a vida e a morte. Como se vive e como se morre.
Por isso tudo que já falei é fácil saber que em relação a pergunta que sempre fazemos do que foi o pior no filme, a minha resposta seria: nada, nada de ruim de errado, nada falta. Minha nota foi 10. Mas e na visão dos outros participantes o que foi melhor e pior no filme? Qual a nota de cada um? Com quem se indentificou? Qual o melhor figurino?

deborahDeborah – Nota: 10
Pior: sobre o filme (parte técnica) nada, mas sobre a história a questão do preconceito social.
Melhor: os diálogos são muito bons e inteligentes
Personagem: não me identifiquei com nenhum personagem.
Figurino: o figurino tradicional Hmong, mostrado nos trajes chineses de festa e funeral.

eddieEddie – Nota: 8
Pior: a violência e a intolerância da sociedade.
Melhor: os valores humanos mostrados no filme.
Personagem: me identifiquei com Walt (Clint Eastwood) pois era fiel aos seus princípios e soube se adaptar aos novos tempos.
Figurino: nenhum.

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Eduardo – Nota: 10
Pior: o preconceito entre etnias.
Melhor: a interpretação de Clint Eastwood.
Personagem: com Walt (Clint Eastwood).
Figurino: de Walt (Clint Eastwood).

fabioFábio – Nota: 9,5
Pior: não vi nada de negativo.
Melhor: roteiro, atuação, trilha sonora, direção…
Personagem: com Thao, por ser um cara meio perdido que vai evoluindo e aprendendo com a vida.
Figurino: nenhum em especial.

guilhermeGuilherme – Nota: 9,0
Pior: a morte previsível de Walt (Clint Eastwood).
Melhor: a mudança no comportamento de Walt (Clint Eastwood).
Personagem: sim, com Walt (Clint Eastwood). Ele fazia aquilo que as pessoas instintivamente querem fazer e dizer.
Figurino: o de Thao. Ele se vestia de maneira simples e isso era condizente com sua personalidade.

jurandirJurandir – Nota: 10
Pior: a covardia da gangue.
Melhor: a mudança, mesmo que tardia e sem volta dos sentimentos do personagem principal.
Personagem: Thao. Não pela  parte de “ser mulherzinha”, mas um cara pacato, tranquilo, as vezes sem a “iniciativa correta”.
Figurino: o dos irmãos indo ao velório, não que seja bonito mas mostra a tradicionalidade da família.

leticiaLetícia – Nota: 10
Pior: a relação entre o pai e seus filhos que mesmo com sua morte não tiveram uma outra forma de ver o pai.
Melhor: a amizade entre Thao e o Walt (Clint Eastwood).
Personagem: com a irmã de Thao, pois ela não se deixa abalar pelo mau humor de Walt (Clint Eastwood) e tornou-se sua amiga.
Figurino: não respondeu.

mad1Madeleine - Nota: 9,0
Pior: a projeção
Melhor: os diálogos (que, por muitas vezes, a legendagem não conseguiu alcançar, apesar de sua excelência), a atuação de Clint Eastwood e o uso da trilha sonora nos momentos certeiros.
Personagem: com ninguém.
Figurino: os figurinos típicos Hmong, pois representam a resistência de uma cultura mesmo diante de um outro contexto social.

okidaMárcia Okida: me identifiquei com o filme todo, não apenas com uma personagem.
Como não se identificar com Walt e a sua força, luta e coragem de ir contra suas opiniões antigas e, com isso lutar, contra preconceitos e desigualdades sociais?
Como não se identificar com a irmã de Thao, Sue, que mesmo sendo vista e tratada como minoria em seu bairro, lutava pelo que acreditava e contra o preconceito racial?
Como não se identificar com Thao que ao descobrir a amizade verdadeira de Walt, muda, cresce, luta pelo que acredita?


Como não se identificar com os chineses Hmong
que mantêm suas tradições milenares e união familiar?
Como não se identificar até com um carro, o Gran Torino, que mesmo depois dos avanços da indústria automobilística permanece, resiste graças a dedicação de um homem?
Muito particularmente me vi na cena da leitura do testamento onde um carro era o maior objeto de desejo dos vivos, mas não pelo valor emocional mas pelo valor financeiro. Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte.
Quanto ao figurino fico com a opinião de alguns: com as roupas tradicionais da aldeia Hmong na China.

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Uma frase e uma cena:

Deborah: “valores e sentimentos todos nós temos. Só precisamos despir as máscaras, abrir o coração e deixar a alma falar”  cena dos irmãos descendo a escada da entrada da casa com os trajes para a cerimônia fúnebre e a última cena de Thao no carro pela orla e a música trilha do filme ao fundo.

Eddie: “um filme humano e atual”  a cena de quando Walt vai ao barbeiro com Thao.

Eduardo: “a vida é feita de escolhas” (fala de Walt)  cena da viagem de Thao com a Daisy com o Gran Torino.

Fábio: “saia do meu gramado” (fala de Walt)  cena da morte de Walt.

Guilherme: “quando dois comportamentos opostos de encontram, ambos se modificam”  cena da primeira vez em que Walt argumenta com o padre, porque mostra características interiores do personagem.

Jurandir: “o poder que uma amizade sincera pode exercer em uma pessoa”  a cena em que ele prende o garoto no porão, para protegê-lo, demonstrando uma preocupação pelo mesmo.

Letícia: quando o personagem Walt diz que apesar de tudo eles não teriam chance  cena da morte de Walt.

Madeleine: “individualmente sociável, é muitas vezes por meio do reflexo de outros que conhecemos um prisma de um ser — ainda que esses reflexos sejam longinquamente próximos”  a cena da morte de Walt, pois nela revela-se não só a perspicácia dele, mas a libertação de sua culpa bélica.

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Como disse acima o filme nos fez pensar sobre a seguinte questão: Você se mataria por algo ou por alguém?

Deborah: não morreria por uma causa ou pessoa, pois acredito que sempre há saídas para qualquer situação.

Eddie: morreria pelos meus filhos.

Eduardo: pela humanidade

Fábio: talvez, dependendo da situação. No caso do filme o personagem escolheu “o menor dos males” (ser assassinado ou morrer pela doença)

Guilherme: me mataria apenas para salvar a vida de mais de uma pessoa. Seria como evitar um prejuízo para a humanidade. Mas não posso negar que ficaria receoso por uma morte lenta, preferia morrer rapidamente.

Jurandir: tudo depende da ocasião, mas acho que só pelos meus pais.

Letícia: se eu achasse que valeria a pena, morreria por uma causa.

Madeleine: Não, ainda não tenho esse grau de desprendimento

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E você se mataria por algo ou por alguém? Dê sua opinião.

Eu, bem, penso como minha irmã, a Deborah, falou acima, mas acho que se tivesse filhos em uma situação de escolha morreria por eles. Talvez seria capaz de cometer atos por impulso, impensados, que me levassem a morte, para salvar a vida de alguém de minha família ou de alguém que goste muito, porque pensando racionalmente, sou como a Madeleine, não tenho esse grau de desprendimento.
Minha cena: uma das cenas do final, Walt em um momento de decisão, senta em sua velha cadeira de sua sala e pensa, no escuro. A luz da janela entra e recorta a escuridão e ele sentado nesta cadeira. Perfeita.
Minha frase: encerro com o que disse um pouco mais acima
Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte. Gran Torino nos faz pensar sobre elas.

27
Mar
09

MILK: eu vim convocar vocês

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Ainda respirando o Oscar 2009 o 19º CINESURPRESA que foi no Espaço Unibanco teve como opções dois filmes que possuíam indicações para o Oscar: O Casamento de Rachel e MILK. Milk – A Voz da Igualdade foi escolhido por unanimidade pelos 9 integrantes da noite que deram uma nota média de 8,6 para o filme fazendo com ele ficasse empatado em nosso ranking com o filme Piaf em 6 lugar (veja nosso ranking na coluna da direita) . Das 9 pessoas todas gostaram do filme mas, uma disse que não o veria novamente. Veja o vídeo deste nosso encontro no final deste post ou clicando aqui.

MILK é baseado em fatos reais, em tristes fatos reais, que mostram abertamente o lado preconceituoso da sociedade e das pessoas. Preconceito este, no caso do filme, pelos homossexuais, mas que em vários momentos deixa claro o que também existe em relação aos negros, deficientes, asiáticos, judeus etc.
Adorei o filme! Não conhecia a história de Harvey Milk e nem destes acontecimentos. Saí de lá realmente chocada com a possibilidade, real, de um dia alguém ter proposto uma lei dizendo que o homossexualismo seria ilegal, que todos os homossexuais deveriam ser despedidos e menosprezados e tudo isso com o aval da lei. O pior é  saber que em algumas instâncias essa lei foi aprovada. Foi contra isso que Harvey Milk lutou contra este tipo de preconceito.


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Esse filme fez como que eu colocasse uma questão a mais para os participantes: Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? Encerrarei este texto com estas respostas.
Acredito que não tenha no meu círculo de amigos pessoas com esse pensamento pequeno e se tiver, sem saber, sinto vergonha por elas, por existirem pessoas assim com tantos preconceitos contra homossexuais, nordestinos, pobres, negros, deficientes, judeus, asiáticos etc e até contra mulheres (já fui vítima de alguns preconceitos por este motivo).
Bem, vamos o filme. Milk começa mesclando fatos reais sobre os acontecimentos da época e sobre a sua morte. Isso continua em vários momentos do filme, o que faz com que a carga de realidade seja mais forte e tudo choque mais. Quem conta a história é o próprio Harvey Milk através de uma gravação — que ele realmente fez e você poderá ouvir a original aqui.


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Nosso grupo era composto por: André Hermes, André Leite, Caio, Durval Moretto, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Ricardo Reis, Victor Martim e eu, Márcia Okida.

O Melhor e o Pior em MILK
O Pior

André Hermes: mostou pouco sobre o quanto a igreja alertava sobre a discriminação • André Leite: o ritmo oscilante do filme • Caio: ausência total das mulheres na causa gay, apesar de aparecer uma para ser militante de MIlk • Durval: o recalque leva as pessoas a cometerem loucuras • Fabio: o excesso de drama em vários momentos • Glauce: o ritmo do filme muito lento • Ricardo: nada • Victor: o abuso dos clichês gays em alguns momentos.

O Melhor

André Hermes: foi a representação das pessoas apoiando e deixando de se esconder • André Leite: a atuação de Sean Penn, impecável. • Caio: quando mostra no filme o poder de estruturação de um movimento gay. Quando conseguem chamar a atenção e conquistar a  sociedade • Durval: a união é capaz de modificar a vida das pessoas para melhor • Fabio: interpretação dos atores, Sean Penn, Josh Brolin e James Franco. Trilha Sonora • Glauce: a vitória do movimento gay depois de várias tentativas, alcançaram o objetivo • Ricardo: o filme todo! • Victor: sem dúvidas: o tema abordado.

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Eu realmente gostei muito do filme, não vejo defeitos. Gostei do ritmo, da proposta enfatizaria, tecnicamente falando, a direção de arte, figurinos e trilha sonora. E sem ser pelo lado técnico é sempre bom ver um filme que aborde qualquer tipo de preconceito para que, quem sabe um dia, eles acabem definitivamente.

Você se identificou com algum personagem?

André Hermes: com o primeiro namorado do Milk pois é uma pessoa que apóia os movimentos mas não toma a liderança • André Leite: sim, com o prefeito por ter a mente aberta a novas possibilidades • Caio: sim, com o prefeito de São Francisco, um dos poucos personagens heterossexuais que não demonstrou ser homofóbico. Em momentos usou seu poder de influência a favor do movimento gay • Durval: com Milk • Fabio: nenhum em especial • Glauce: não • Ricardo: com Harvey Milk, pela coragem, o fio condutor da vida, a esperança de igualdade também foi a sua morte • Victor: não.

Qual o melhor figurino na sua opinião?

André Hermes: quase todos os figurinos se identificam muito com os personagens, mostra como os gays assumidos se vestiam • André Leite: nenhum não gosta da moda dos anos 70 • Caio: o traje hippie na primeira aparição do personagem de James Franco • Durval: do assassino, sempre com roupas sóbrias e formais • Fabio: gostei do figurino no geral fiel a atmosfera da época • Glauce: do Harvey… básico, camiseta e cala jeans • Ricardo: camiseta do 1º namorado de Milk, bem justinha • Victor: gostei de todos muito adequados à época em que o filme passa.

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Bem eu me identifiquei com Milk, firme em seu propósito, em sua luta por aquilo em que acreditava, teimoso até o fim… e pelo desprezo que ele sentia por qualquer tipo de preconceitos.
Figurino? O conjunto é perfeito, já disse acima que acho um dos pontos positivos do filme mas gosto da passagem de estilo do figurino de Harvey Milk desde antes de sua entrada na política até seu novo make-up para a sua luta em busca de votos.

Uma frase sobre o filme e uma cena

André Hermes: necessário todos assistirem para diminuir o preconceito atual • cena: cena em que Milk leva a multidão para caminhar pelas ruas.
André Leite: não importa a idade, basta você acreditar e lutar pelo que acredita • cena: quando um garota entrega um panfleto para Milk e está escrito “união e esperança”.
Caio: peço a todos os homossexuais que saiam do armário • cena: cenas de passeatas e marchas de protestos
Durval: “eu vim convocar vocês” • cena: a cena do assassinato, uma metáfora sobre a Tosca
Fabio: a esperança supera preconceitos e manobras políticas • cena: a morte de Harvey Milk.
Glauce: tenham esperança… • cena: todas com a atuação do Sean Peen, estão perfeitas.
Ricardo: esperança para a minoria! • cena: todas!!!
Victor: ótimo filme com temática interessante • cena: a cena da passeata, da luta em defesa das minorias

Minha frase: “Dar ouvidos à preconceitos é renunciar à liberdade.”
Minha cena? difícil são muitas que me chamaram a atenção. Como designer gosto de todos que mostram cartazes e panfletos mas principalmente quando ele fez seu primeiro “discurso” pegando uma caixa de sabão e a usando como palanque. Como pessoa fiquei extremamente tocada com a beleza e simplicidade da cena de sua morte e a passeata final com aquelas milhares de velas a cena do filme se fundindo com a real.

Abaixo atores do filme ao lado das pessoas que eles representaram

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Sobre a pergunta do início motivada pelo filme:

Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? o que nossos participantes surpresas pensam disso? Deixa aqui também a sua opinião.

André Hermes: Hoje ainda existe preconceito mas ele é muito mascarado, pois hoje tem leis que protegem. Mas hoje esse preconceito é bem menos que na década de 70.
André Leite: entre os anos 70 e 90, o preconceito pode ter diminuído, mas ainda é latente em nossa sociedade.
Caio: Os gays ainda sofrem discriminação sim. São vistos como doentes, errados no que são. Mas isso nos dias de hoje não é tão forte como na época do filme (década de 70)
Durval: Sim, ainda existe preconceito contra os homossexuais, embora tenham conquistado seu espaço.
Fabio: Sem dúvidas houveram avanços significativos, mas o preconceito ainda persiste em diversos segmentos da sociedade.
Glauce: O preconceito existe tanto para os gays, negros… mas, com muitas evoluções, pois, em 1978 não tinham espaço para discutir o assunto.
Ricardo: Infelizmente ele ainda existe! Quem sabe daqui há uns 20 anos não exista mais.
Victor: Atualmente o preconceito existe sim por parte da sociedade mundial. Aos poucos porém, os homossexuais vêm ganhando seu espaço.

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A minha opinião é todo e qualquer tipo de preconceito é burro, é fruto da ignorância da pobreza de espírito. Sendo preconceituosos perdemos a chance de conhecer novas idéias, culturas e pessoas. Deixamos de crescer, de evoluir. Nos tornamos mais pobres, mesquinhos, nos tornamos menos, sempre menos em tudo que temos em nosso corpo e alma, daí as guerras, os assassinatos, os atos absurdos como queimar índios, surrar homossexuais, bater em mulheres etc.  Infelizmente o preconceito existe em várias áreas e acho que o mundo, as pessoas, ainda precisam evoluir muito para que isso acabe. E se um dia acabar, tenho certeza de como Márcia Okida não estarei aqui neste mundo para ver e ficar feliz com isso, quem sabe em alguma reencarnação futura.

E você?  O que acha do preconceito de qualquer tipo? Escreva para gente clicando aqui

cartaz2Um pouco mais de MILK, agora um pouco de Design. Escrevi um artigo para uma revista de design sobre os créditos de aberturas, encerramentos e suas tipografias, dos filmes que concorriam ao Oscar 2009. MILK tem um conjunto tipográfico muito bom, desde sua abertura até os panfletos políticos que eles fez e distribuiu em sua campanha. Quer ler sobre o que escrevi da tipografia de MILK clique aqui e se quiser ler sobre as todas as aberturas de todos os filmes, aqui. Sem falar no cartaz. Gosto mais deste do que o que abre este artigo. Mas, gosto da metade para cima. A parte debaixo está poluída demais com muitos créditos quase ilegíveis por estarem esticados, sem falar que ocupam muito da imagem tirando a força do restante do seu corpo. A presença do azul é sempre marcante mesmo no cartaz branco, já que é a cor de sua campanha e tem tudo a ver com a proposta da busca pela igualdade. Letras retas, fálicas, marcantes totalmente condizentes com a personalidade de Harvey Milk.

30
Jan
09

A Troca

changeling_01Nosso 17º Cinesurpresa foi dia 11 de janeiro no Cine Roxy, no Gonzaga em Santos. Os concorrentes da noite foram: Sete Vidas, A Troca, Se Eu Fosse Você 2 e Guerra dos Mundos. O vencedor: A Troca, filme de Clint Eastwood  que concorre a 3 categorias no Oscar deste ano sendo: Melhor Atriz (Angelina Jolie), Melhor Direção de Arte (James J. Murakami e Gary Fettis) e Melhor Fotografia (Tom Stern).

Neste nosso encontro tivemos a participação de 16 pessoas que fizeram com que A Troca tivesse uma média de nota de 8,8 fazendo com que ele ficasse em 5º lugar em nosso ranking surpresa (veja no quadro na coluna ao lado). Destas 16 todas gostaram do filme mas 6 pessoas não veriam novamente.

turma-171O grupo era formado por: André Leite, Beatriz França, Camila Micheletti, Cláudia Busto, Deborah Okida, Durval Moretto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Gustavo Pereira, Ivete Ribeiro, Izabella Freitas, Priscila Rodrigues, Renier Pamplona, Ricardo Reis e eu, Márcia Okida.

A Troca é um filme que mostra 3 casos reais que se entrelaçam e que ocorreram em Los Angeles, Riverside, Califórnia, entre 1928 e 1930: a grande crise de corrupção pela qual passou a polícia de Los Angeles; a série de assassinatos de jovens rapazes conhecido como “Wineville Chicken Coop Murders” e o desaparecimento de Walter Collins, filho de Christine Collins (Angelina Jolie) um garoto de 9 anos que em seu suposto resgate foi trocado por outra criança, Arthur J. Hutchins Jr, pela Polícia de Los Angeles, mas que depois se descobriu que havia sido umas das vítimas do “Wineville Chicken Coop Murders”, Gordon Northcott e Sarah Louise Northcott.

O filme possui uma direção de arte que recria perfeitamente a época mas, o filme, deixa a desejar em alguns pontos, como até algumas passagens reais existentes na história, uma “liberdade poética” de Clint Eastwood, talvez, mas isso não diminui o filme.

O Melhor e o Pior do filme para cada um dos participantes.

O Melhor:

André: a perseverança e os valores morais que poucas pessoas conservam diante das adversidades • Beatriz: a história • Camila: a ótima fotografia • Cláudia: a lutas das mulheres • Deborah: sempre lutar pela verdade e a iluminação e cores sempre frias e sóbrias • Durval: tenacidade • Eduardo: a coragem da mãe • Fabio: atuação, direção e roteiro • Glauce: a justiça ter sido feita • Gustavo: a resolução global dos fatos • Ivete: ocorreu esse fato em 1928 e embora o filme seja desta época a história é bem atual, achei isso o máximo do filme • Izabella: uma história simples e bem contada • Priscila: Angelina Jolie que está ótima no filme, os lugares escolhidos para a filmagem, figurino que passaram bem a realidade • Renier: não opinou • Ricardo: a justiça seja feita.

O Pior:

André: a corrupção existente nos pilares da sociedade • Beatriz: o andamento do filme • Camila: um pouco extenso demais • Cláudia: a vida das mulheres • Deborah: saber que tudo aquilo aconteceu de verdade e como as instituições são hipócritas • Durval: o chefe de polícia não admitir os erros • Eduardo: a corrupção policial • Fabio: a duração do filme (poderia ter acabado na cena do julgamento) • Glauce: assistir um filme que foi uma história real • Gustavo: a maneira de se intercalar dinamicamente os acontecimentos • Ivete: a cena entre Angelina Jolie (a mãe) e o assassino • Izabella: faltou falar sobre a história da época • Priscila: algumas cenas longas e cansativas e algumas desnecessárias • Renier: a sensação de perda • Ricardo: que Deus tenha pena de sua alma.

Para mim o melhor do filme esta na direção de arte, já havia achado perfeito todo o clima e reconstituição de época e depois de ver a foto da verdadeira Christine Collins fiquei ainda mais apaixonada, achava realmente que deveria concorrer também a melhor figurino e direção de fotografia, que também é impecável com seu clima, luz sempre sombrias, muitos cinzas e tons terrosos. Mas como melhor figurino eu aposto mesmo em A Duquesa, filme de nossa edição anterior. Veja abaixo a foto da verdadeira Christine e de Angelina Jolie e reparem na perfeição de reconstituição de detalhes, como exemplo de toda a ótima direção de arte e figurino, ao lado o verdadeiro Walter Collins e uma foto do ator que faz o assassino e o real.

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Quanto ao pior do filme sem dúvida é o tempo, a edição e montagem que por vezes deixa o filme cansativo e longo demais. Cenas desnecessárias e cortes também desnecessários. Um formato mais enxuto daria um resultado melhor.

E fora o filme, a história me incomodou terrivelmente, saber que tudo aquilo foi real, que um ser humano é capaz de tais atrocidades é realmente incômodo. Me incomodou tanto que sonhei, na verdade tive pesadelos, com aquelas séries de assassinatos. Mas a proposta do filme era essa e foi: frio, duro e direto como outros filmes de Eastwood.

Identificou-se com algum personagem?

André: Christine Collins, pela perseverança e esperança de encontrar a verdade • Beatriz: não • Camila: Christine, pela obstinação e incansável desejo de ter o filho de volta • Cláudia: não, porque não consigo me imaginar vivendo tanta repressão • Deborah: com o investigador que não faz o que o chefe de polícia mandou, mas sim seguiu os seus princípios • Durval: Sra. Collins • Eduardo: Walter Collins • Fabio: não • Glauce: com a prostituta, porque sempre sou muito forte para ajudar o próximo e nem tanto para resolver os meus problemas e no final suportou tanto ou mais que a própria Christine • Gustavo: com o policial que, mesmo num meio corrupto, tenta agir corretamente. Esse tipo de proposta situacional acontece todos os dias, portanto é válido observar bons exemplos • Ivete: me identificar não sei, mas fiquei mobilizada com as crianças no galinheiro prestes a serem mortas • Izabella: não  • Priscila: de alguma maneira com a Christine por não desistir de seus ideais e lutar até o fim • Renier: não • Ricardo: com Christine, a força de vontade transborda de todos os seus poros.

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Qual o figurino você mais gostou?

Eduardo, Beatriz, Durval, Izabella, Priscila: Christine Collins • André: Christine porque remete fielmente a época dos anos 30 • Camila e Renier: os chapéus de Christine diferentes e charmosos • Cláudia: Christine, porque era elegante • Deborah: Christine, bem caracterizado com a época e com a situação vivida por ela • Fabio: gostei de todos, recriaram fielmente o vestuário da época • Glauce: todos porque retratam fielmente a época • Gustavo: a farda do chefe de polícia. Lembra-me que quanto maior a confiança da sociedade em uma pessoa, maiores são as responsabiliades sobre a sua delegação e a consequência dos atos dela • Ivete: o figurino dos meninos, pricipalmente de Walter Collins • Ricardo: Christine, sobriedade e elegância.

Uma cena do filme:

André: a cena onde Christine confronta o assassino na prisão • Beatriz: o depoimento do garoto que ajudou o assassino • Camila: todas do manicômio, sombrias e muito densas • Cláudia: Christine em contra luz, conversando no quarto com a criança que estava substituindo seu filho • Deborah: a cena da libertação das mulheres, no momento da troca de olhares entre Christine e a prostituta • Durval: o enforcamento • Eduardo: quando a mãe sai para trabalhar e o filho a observa pela janela • Fabio: as cenas da personagem no sanatório e o menino relembrando os assassinatos • Glauce: quando mostra a retrospectiva de Walter Collins fugindo • Gustavo: as partes finais do julgamento • Ivete: os pacientes do hospital sendo submetidos a convulsoterapia, e a frieza do médico em dar o diagnóstico irracional • Izabella: quando Christine foi falar com o assassino • Priscila: a cena quando as mulheres foram soltas, o sorriso no rosto de Christine do dever cumprido • Renier: na porta do hospital psiquiátrico quando Christine observa a saída de suas ex-companheiras de confinamento • Ricardo: todas as cenas que incomodam, dão uma nó na garganta, a vida nem sempre é perfeita.

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Eu me identifiquei com o investigador que mesmo recebendo ordens contrárias de seus superiores faz aquilo que seu coração e consciência e, no meu caso, espírito mandam em busca sempre do que acha certo. Sobre o figurino eu já falei antes e a minha cena, bem são muitas as cenas marcantes mas me tocam mais duas delas: a do garoto Sanford Clark quando dá o seu depoimento sobre as mortes e, mais ainda, a cena em que ele é obrigado a desenterrar os garotos assassinados.

Esse filme fez com que uma outra pergunta fosse feita: Você condenaria alguém a pena de morte? Você é contra ou a favor? E ficamos bem equilibrados nas respostas, tivemos 8 pessoas contra, 6 a favor e duas não opinaram.

Eduardo, Ivete: não opinaram • André: sou a favor, sim condenaria para intimidar a impunidade • Beatriz: contra, não condenaria, qualquer vida é sagrada e tem seu valor • Camila: favor, condenaria acusados de genocídios e crimes como o do filme merecem punição máxima • Cláudia: contra, não condenaria, pois acredito que quem comete algum crime tem que pagar em vida • Deborah: sou contra, não condenaria • Durval: contra • Fabio: eu não condenaria, mas acredito que o Estado poderia adotar a pena de morte em situações extremas e específicas • Glauce: sou a favor da pena de morte • Gustavo: contra, não condenaria, pois há medidas que poderiam ser bem mais frutíferas para todos os envolvidos • Izabella: a pena de morte é o castigo mais fácil para quem dá e para quem recebe. Sou contra • Priscila: sou contra, a pessoa tem que pagar por seus crimes e ser punida devidamente. Morrer é deixar o processo mais curto • Renier: a favor e sim condenaria o casal Nardoni • Ricardo: a favor e sim condenaria se fosse por um crime muito hediondo • E eu: não condenaria, sou contra, acho que todos tem direito a vida, não viveria tranquilamente se soubesse que tive participação mesmo que indireta ma condenação de alguém a morte. Acredito que existem penas mais duras do que a pena de morte para crimes hediondos como o do filme. A morte termina com tudo até com a punição. O criminoso morre, não sofre, não paga pelos seus atos e a sua morte não traz ninguém de volta a vida.

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Antes da frase final de encerramento sobre o filme, alguns fatos reais que não foram mostrados:

Gordon Stewart Northcott, o assassino, não cometeu os crimes sozinhos tinha uma cúmplice sua mãe (que depois descobriu ser sua avó) Sarah Louise Northcott que confessou ter matado Walter Collins em seu julgamento e foi condenada a prisão perpétua por isso.

Gordon Stewart Northcott no dia de seu julgamento confessou o assassinato de 5 meninos e descobriu que havia nascido de uma relação de incesto de seu pai com a filha. Sara assumiu a maternidade para esconder o incesto. No dia do julgamento também foi dito que Gordon havia sido molestado sexualmente quando criança por todos da família.

Christine Collins ficou presa no hospital psiquiátrico por 10 dias e só foi liberada porque Arthur confessou. Depois disso ele foi devolvido a madrasta (sua mãe morreu quando tinha 9 anos) e passou 2 anos em uma instituição de correção. Mais tarde escreveu “Sei que devo um pedido de desculpas a Sra. Collins e ao estado da Califórnia.” Arthur J. Hutchins Jr se fez passar por Walter Collins, realmente pensando em conhecer seu astro do cinema favorito.

Para encerrar, uma frase sobre o filme:

André: é árdua a tarefa de sustentar seus valores perante a corrupção e o mau caratismo.

Beatriz: extremamente forte a ponto de contrair os nossos músculos.

Camila: um bom filme, com uma história interessante e boas atrações.

Cláudia: a história só mostra o quanto é difícil ser mulher.

Deborah: só uma palavra esperança.

Durval: não provocar brigas, mas terminá-las.

Eduardo: vida longa as mães!

Fabio: uma história que não fala apenas sobre lutar por nossas crenças ou contra uma sociedade de aparências, mas também sobre perda e aceitação.

Glauce: “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”

Gustavo: na história, todos os esquemas interpessoais cujo tronco central não reverberava bons propósitos, cedo ou tarde caiam por terra.

Ivete: a corrupção nas instituições, sempre ocorreu, ocorre e vai ocorrer sempre.

Izabella: intuição materna.

Priscila: nunca desistir, mesmo com todas as adversidade da vida.

Renier: sempre existe justiça para todos, por mais que pareça difícil.

Ricardo: esperança.

Eu fico com a frase que a Glauce usou e que é do filme “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”


E queremos agradecer aos nossos parceirosoficiais:

Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

06
Jan
09

Que maravilha é ser livre – A Duquesa

16º CINESURPRESA, o último do ano de 2008, foi no dia 14 de dezembro no Espaço Unibanco com direito a comemorações, sorteio e amigo secreto entre as pessoas que participaram: Eduardo Ricci, Eddie Santana, Deborah Okida, Letícia Cheneme, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu.

duquesa4E terminamos de uma maneira clássica com o filme A Duquesa, uma biografia sobre a vida de Lady Georgiana Spencer que após se casar aos 17 anos com o Sir William Cavendish — 4.° Duque de Devonshire — tornou-se Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire, aristocrata e socialite britânica do século XVIII. O filme mostra como pela sua beleza, elegância e simpatia influenciou e encantou a sociedade britânica tornando-se, inclusive, referência da moda em sua época. Sua simpatia, facilidade de transitar entre os grandiosos salões debatendo política, participando de comícios e jogos, também reforçavam a sua popularidade. Fatos semelhantes ao da vida de sua parente mais atual, Diana Spencer, ou Princesa Diana, descendente de seu irmão George Spencer 2º podem ser vistos e comparados neste filme. Você pode ler mais sobre A Duquesa nesta matéria publicada na Veja ou saber mais sobre sua vida aqui. Acima 3 quadros onde foi retratada por artistas da época sendo o mais famoso o quadro acima à direita — com grande chapéu azul que esteve perdido por muitos anos e também um quadro de seu esposo Duque de Devonshire.

Mas vamos ao filme: “How wonderful is to be that free” (Que maravilha é ser livre)

Falando de poder, preconceitos e acima de tudo amor e liberdade o filme A Duquesa teve média de nota 9 dos participantes, ficando assim no 3º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna da direita ao lado), atrás apenas de Wall-e (10) e Persépolis (9,6). Todos gostaram do filme mas duas pessoas não veriam novamente.

O Melhor de A Duquesa

Eddie: a fotografia • Eduardo: o figurino e a narrativa • Deborah: a ambientação e os figurinos • Letícia: a atriz principal estava muito bem • Priscila: a história do filme e a forma como é desenvolvida. Keira Knightley (a duquesa) e o figurino • Ricardo: a atualidade dos sentimentos

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O Pior de A Duquesa

Eddie: a mãe que era uma interesseira e o roteiro. • Eduardo: a injustiça da época • Deborah: nos jogos do poder não existe liberdade. Quanto ao filme, achei que as vezes ficou monótono • Letícia: o tempo do filme • Priscila: o inconformismo da época • Ricardo: nada

A Duquesa é uma biografia e, como acontece nos bons filmes biográficos, seu ritmo está diretamente ligado ao universo onde a personagem viveu. A Duquesa Georgiana viveu no século XVIII — nasceu em 1757 e faleceu com 49 anos em 1806 — por isso, é de se esperar que seu roteiro, edição, trilha, direção de arte etc, retratem perfeitamente esta época. E é isso que acontece e de uma forma, na minha opinião, perfeita, mostrando como era ser mulher da aristocracia britânica envolta em preconceitos, machismos e que viveu um casamento de interesses, sem amor, onde sua principal função seria gerar um herdeiro homem do Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), o que torna-se um problema, já que no início de seu casamento somente da a luz a meninas fazendo com que cada vez mais o Duque se envolva com diversas amantes até o final de sua vida.
O roteiro segue esse clima: aristocrático, britânico e cheio de superficialidades e por isso tem um ritmo lento, algumas vezes até demais deixando alguns momentos realmente cansativos. Mas não prejudica o filme.


cartaz2O que realmente vale no filme é o
figurino — que muito provavelmente será indicado ao Oscar — direção de arte de um modo geral e fotografia. E o site segue esta linha — deveriam existir prêmios para isso: sites, cartazes, divulgação etc. Vale a pena dar uma passeada pelo site e perder um tempo na parte dos figurinos, “costumes”, onde podemos rotacionar as roupas vendo todos os seus lados assim como ampliar cada detalhe. Aproveite para ver fotos, vídeos e repare como a direção de arte é perfeitamente britânica e aristocrática.

Falando em figurinos: qual o figurino que você mais gostou?

Eddie: do Duque, sempre o mais elegante • Eduardo, Deborah: o da protagonista, Georgiana, A Duquesa • Letícia: o da Bess, mais simples e jovial • Priscila: todos, principalmente de Georgiana • Ricardo: todos

Com que personagem você se identificou no filme?

Eddie: Georgiana, por tentar ser a frente de seu tempo.
Eduardo: com Charles Grey.
Deborah: Georgiana, por manter seu amor sempre vivo.
Letícia: algumas vezes com a Duquesa e outras com a Bess.
Priscila: com Georgiana, por ser forte, intensa mas ao mesmo tempo sensível, extrovertida e que luta pelos seus ideais mesmo não tendo conseguido concretizar o principal.
Ricardo: sim, com todos! A personalidade de cada um se mistura com a minha.

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Quanto ao figurino, é difícil escolher algum, como disse antes são todos ótimos mas depois de dar uma olhada atenta no site, não tem como não ficar com o figurino de Georgiana, em especial com o vestido de casamento e com o uniforme azul “blue fox uniform”. Confira no site. Já sobre me identificar com algum personagem, não consigo me identificar com nenhum deles, talvez por não conseguir me imaginar vivendo naquela época e acho que se vivesse teria quebrado mais regras e lutado mais por tudo que desejasse. Todos os personagens de uma forma ou de outra em algum momento abriram mão de seus sonhos, desejos por causa das formalidades impostas pela sociedade. Abriram mão da liberdade, do amor, do trabalho, sonho… não me vejo fazendo nada disso por causa de um sistema social qualquer, principalmente quando nos privamos de nossos sonhos e liberdade.

Uma cena:

Eddie: a cena de sexo entre o Duque e sua amante enquanto os criados escutavam do lado de fora da porta e Georgiana chega.
Eduardo: a cena de sexo de Georgiana com seu amante, Grey.
Deborah: o jardim visto de cima com as crianças correndo e a cena do quarto de Grey quando Georgiana entra.
Letícia e Ricardo: a despedida da Duquesa com sua filha Eliza
Priscila: a cena de amor entre Georgiana e Grey e a cena da entrega da filha.

Uma frase sobre o filme:

Eddie: é lento
Eduardo: antes só do que mal acompanhado.
Deborah: vale a pena amar, mesmo correndo riscos e “How wonderful is to be that free” (que maravilha é ser livre)
Letícia: a frase do Duque: como é bom ser livre assim.
Priscila: viva intensamente e verdadeiramente.
Ricardo: liberdade, liberdade abre as asas sobre nós!!!

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A minha cena e a minha frase tem relação com essa sensação, diria até, necessidade que o filme passa de ser livre. A cena que mais mostrou isso para mim, o único  momento em que Georgiana realmente esteve livre totalmente vejo representado na cena final vista do alto ela e as crianças correndo no jardim. A frase: Como é bom SER livre, em tudo e por tudo. Livre de corpo e alma. Mente e espírito.

E para encerrar, fizemos um amigo secreto, entre os participantes que aparecessem, como disse no início. Depois de feito o sorteio na hora cada um tinha que dar de presente uma sugestão de livro, música e filme para que seu amigo secreto visse em 2009. O resultado foi o seguinte:
Eduardo tirou o Eddie, que tirou a Deborah, que tirou a Priscila, que tirou o Ricardo, que tirou a Letícia, que me tirou e eu tirei o Eduardo.
As dicas de livros dos paticipantes foram:
Alma Imoral (Nilton Bonder) – Paulo e Estevão (Chico Xavier) – Otimismo (Voltaire) – Quando Nietzsche Chorou (Irvin D. Yalom) – Paixão Pagú (Patricia Galvão) – O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Músicas:
Oceano (Josh Groban) – B´52 – ouvir as Ondas do Mar – Lábios de Mel (Tunai) – Putumayo -  Michael Bublé – Marisa Monte

Filmes:
Vick Cristina Barcelona – Ao Mestre com Carinho – Réquiem para um Sonho – Diários de uma Paixão – Ensaio sobre a Cequeira

Um Feliz 2009 para todos vocês e participem do nosso CINESURPRESA neste ano de 2009.

01
Set
08

O que você levaria Depois da Vida?

1 ano de CINESURPRESA. Parece que foi ontem quando nos juntamos para pensar em um modo que pudéssemos falar de cinema juntando pessoas conhecidas e desconhecidas, tratar de filmes de todos os gêneros e gostos sem rótulos e sem papos cabeça e de uma maneira que tivesse o menor custo possível. Assim surgiu o Cinesurpresa, de um papo inicial entre Eduardo Ricci, Fabio Machado (idealizador do nome) e eu, Márcia Okida. Nosso primeiro encontro foi em agosto de 2007 com o filme Duro de Matar 4, e no nosso 1º aniversário comemorado no dia 9 de agosto de 2008, não poderíamos ter tido uma tarde/noite melhor: o evento foi realizado no Cineclube Lanterna Mágica, na Unisanta, de uma forma diferente:

O filme escolhido: o premiado Depois de Vida (Hirokazu Koreeda – 1998). 1998 Melhor direção no Nantes Three Continents Festival • 1998 Vencedor do prêmio FIPRESCi – Maior prêmio da crítica de cinema – para Koreeda no San Sebastián International Film Festival • 1998 Melhor Roteiro no Torino International Festival of Young Cinema • 1999 - Vencedor de melhor filme melhor roteiro no Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires • 2000 Vencedor de melhor Direção de Arte no Mainichi Film Concours, além de ter sido indicado como melhor filme em inúmeros outros festivais de cinema entre eles ficando entre os finalistas da Associação dos Críticos de Cinema de Las Vegas e de Chicago.

Os participantes: Alexandra Sampaio Amílcar Barreto André Leite Cláudia Busto Cristina Silveira Daniel de Jesus Trigo Daniela Marino Deborah Okida Eduardo Ricci Fabio Machado Glauce Guimarães Humberto Régis José Carlos Magalhães Luciano Teixeira Madeleine Alves Naiani Souza Oscar Valeriano Osvaldo DaCosta Priscila de Faria Freire Priscila Rodrigues Ricardo Reis Ronaldo Marino Victor Martin. Sem falçar que também estiveram por lá: Julian Nunes Carlos André, esposa e filha Letícia Cheneme Eddie Santana Nara Assunção.

Como desta vez não tínhamos várias sessões para fazer a votação, pois o encontro não foi num dos cinemas da Cidade, cada participante levou um filme e votamos entre todos. Depois da Vida estava no meio dos seguintes filmes: Senhor das Armas, O carteiro e o Poeta, Dogville, Como Água para Chocolate, Edward Mãos der Tesoura, Vida de Solteiro, O Incrível Exército de Brancaleone, Espanta Tubarões, E.T., Nada é Para sempre, Highlander I e II, Dossiê Re Bordosa, Sid & Nancy, Uma Linda Mulher, Tudo sobre Minha Mãe e Frida. Depois da Vida quase ganhou por unanimidade, somente duas pessoas não votaram nele.

Mas vamos ao filme, opiniões e detalhes de nosso encontro. Como todos sabem, faço uma grande pesquisa antes de postar aqui e mais uma vez não achei críticas negativas ao filme escolhido.

Depois da Vida é uma bela obra não apenas cinematográfica, mas humanística, sensorial, espiritual e sinestésica até. É uma bela fábula, conto de fadas ou ficção, se preferir, que se passa em um peculiar purgatório: um lugar onde os mortos são entrevistados antes de caminharem para a vida eterna. Nessa entrevista eles devem responder a uma única questão: Que momento da sua vida você gostaria de levar com você para a eternidade? Um único momento apenas, uma única lembrança de toda uma vida. Qual seria? Depois dos momentos escolhidos os entrevistadores deste “purgatório” filmam cada momento e os entregam aos donos destas memórias. E assim o filme se desenvolve. Com um início bem típico de um documentário — influência talvez do início da carreira de Koreeda que foi como documentarista — onde as pessoas sentadas em cadeiras, com um cenário extremamente simples são indagadas sobre a questão acima. O filme se divide claramente em três partes: a entrevista – a filmagem dos momentos – a entrega da fita.

Depois da Vida teve nota 8 na média entre os partcipantes ficando em 6º lugar no nosso ranking surpresa,  o que eu acho uma injustiça, mas como podem ver nosso grupo respeita o gosto e opinião de todos. Das 24 pessoas 9 não veriam e 15 veriam novamente (algumas pessoas estavam vendo pela terceira ou segunda vez e ainda veriam novamente). Vamos as perguntas:

O pior no filme para cada um:

Alexandra Sampaio: o filme não me envolveu, achei melancólico e parado • André Leite: a excecução da idéia • Cláudia Busto: é parado e tem cenas escuras •Daniel de Jesus Trigo: é um pouco cansativo • Deborah Okida: escolher só um momento de nossa vida, mas esta é  uma opinião que não é sobre a parte técnica, pois acho o filme perfeito, as imagens saõ meio escuras, mas esta é a proposta do filme • Luciano Teixeira: tem imagens muito escuras • Naiani Souza e Ricardo Reis: a fotografia • Priscila Freire: a falta de cor • Victor Martin: a excecução da idéia e a falta de expressão dos atores • Cristina Silveira, Daniela Marino, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Humberto Régis, José Carlos Magalhães, Priscila Rodrigues, Oscar Valeriano, Ronaldo Marino: um pouco lento e introspectivo, a morosidade. • Amílcar Barreto, Eduardo Ricci, Madeleine Alves, Osvaldo DaCosta: nada

O melhor no filme para você:

Amílcar Barreto: simplicidade • André Leite: O roteiro • Cristina Silveira: a revelação da cultura japones a respeito da espiritualidade. • Daniel Trigo: o velhinho pedindo para ver as suas fitas. • Deborah Okida: quando o rapaz finalmente escolhe sua lembraça e se liberta da sua “prisão” • Eduardo Ricci: os depoimentos • Fabio Machado: os personagens e a temática abordada. • Luciano Teixeira: cena dos dois senhores jogando • Madeleine Alves: a atenção nos detalhes mas, principalmente, a concretização competente de uma idéia inusitada. • DaCosta: Andar na Neve • Priscila  Freire: a demonstração de uma calma contida mesmo num momento de raiva de um dos personagens • Ricardo Reis: a interpretação dos atores • Ronaldo Marino: a idéia da lembrança que vai migrando de coisas aparentemente banais para momentos mais simples. • Victor Martin: o enredo, a história, a idéia • Naiani Souza, Oscar Valeriano: a história que nos envolve • Cláudia Busto, José Carlos Magalhães, Priscila Rodrigues: a mensagem e o estímulo a reflexão • Alexandra Sampaio, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Humberto Régis: a idéia

Bem, a minha opinião é que o filme é perfeito, nada de ruim ou errado ou que pudesse ser diferente. Ele é lento sim, é escuro sim… mas essa é a proposta. O filme tem a espritualidade do budismo, do xintoísmo (origem da religião budista). É simples, fala pelos detalhes que, mesmo sendo poucos, são perfeitamente e esteticamente organizados. Exemplo disso são todas as cenas da senhorinha Nishimura (Hisako Hara falecida com 96 anos em 2005) que passa seus dias no purgatório atrás de flores de cerejeiras. E as janelas, pano de fundo da maioria das entrevistas e o que existe por trás das janelas: tudo é organizado. Temos luz onde existe e deve existir luz: fora do purgatório, nas cenas relembradas, nas cenas quando são filmadas, na emoção, na poesia das lembranças que buscam no passado. Temos sombra nos momentos onde tudo são sombras: o que vem na sua cabeça quando perguntamos sobre um momento de sua vida? Com certeza nesse primeiro segundo o que existe são sombras que vão sendo dissipadas a medida que achamos nossas memórias.

Depois da Vida não camufla sua fotografia e sua direção de arte, elas são o que tem que ser: detalhistas, perfeciocnistas e baseadas na espiritualidade mesmo que sendo uma espiritualidade fictícia. Realmente ele começa bem lento, confesso que da primeira vez que vi me deu sono no início, mas quando entramos na segunda parte do filme, os momentos sendo filmados, o ritmo muda e o encantamento de cores e de uma linguagem visual diferente aparecem. Quando o vi da segunda vez não o senti lento  nem cansativo… é um filme de detalhes, para ser visto, sentido e percebido devagar e atentamente, como muitas coisas da tradição japonesa e como nossas lembranças. Por isso Depois da Vida, na minha opnião, é perfeito. Diria que depois da vida é um imenso Haicai composto por três linhas (três momentos) que pelas suas simbologias e estéticas perfeitas tem a capacidade peculiar de falar de uma vida inteira.

Com qual personagem você se identificou?

Cláudia Busto: com a mulher que diz que todos os homens são iguais • Cristina Silveira: a senhorinha dos sapatinhos vermelhos • Deborah Okida: Shiori (Erika Oda), a garota assistente • Eduardo Ricci: com o garoto que morreu na guerra com 22 anos • Fabio Machado: com o velhinho indeciso para escolher sua memória e/ou o garoto que não queria escolher nada • José Carlos Magalhães: com o jovem que viu no seu entrevistado o homem que namorou sua ex-namorada. • Ricardo Reis: cada um transparece um pouco de mim • Alexandra Sampaio, André Leite, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Humberto Régis, Luciano Teixeira, Priscila de Faria Freire, Priscila Rodrigues, Oscar Valeriano, Ronaldo Marino: com nenhum • Amílcar Barreto, Daniel de Jesus Trigo, Victor Martin: com o garoto que não escolhe sua lembrança • Madeleine Alves, Naiani Souza, Osvaldo DaCosta: com a Sra. Nichimura (a vovó das flores)

E já que nosso Festival de Cinema de 2009 vai falar de Figurino temos a pergunta: Qual o melhor figurino do filme:

Cláudia Busto: da garota assistente • Daniel de Jesus Trigo: do velhinho que pede as fitas • Deborah Okida: o da cena da Yoko com o noivo no banco do parque • Madeleine Alves: o vestido desenhado pela senhora que gosta de dançar • Priscila Rodrigues: da garota da Disney • André Leite, Eduardo Ricci: Sra. Nishimura (das flores) • Cristina Silveira, José Carlos Magalhães, Luciano Teixeira, Naiani Souza, Osvaldo DaCosta: mulher com a flor na lapela • Humberto Régis, Ricardo Reis: nenhum
Alexandra Sampaio, Amílcar Barreto, Daniela Marino, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Oscar Valeriano, Priscila de Faria Freire, Ronaldo Marino, Victor Martin: não opinaram

Uma cena do filme:

Amílcar Barreto: Sra. Nishimura olhando pela janela • André Leite: Sra. Nishimura olhando os objetos na mesa • Cristina Silveira: a cena do casal principal • Deborah Okida: a Sra. Nishimura procurando folhas, sementes no bosque • Eduardo Ricci: o silêncio da Sra. Nishimura na entrevista • Fabio Machado: quando a personagem tira um dia de folga e anda pelas ruas • José Carlos Magalhães: quando a menina vai a procura do filme da vida do rapaz que ela gosta, mesmo sabendo que pode perdê-lo • Madeleine Alves: o homem limpando as lentes postas em cima da lua; os 3 pontos de vista da cena “libertadora” de um dos trabalhadores • Naiani Souza: a cena da guria chutando a neve • Oscar Valeriano: quando um dos encarregados descobre que a mulher que ele amou antes de morrer, o amou até o dia de sua morte. • Priscila de Faria Freire: quando todos se reúnem para filmar um personagem • Humberto Régis, Ricardo Reis: as lembranças dos personagens • Victor Martin: a hora em que são entrevistados os recém chegados • Daniel de Jesus Trigo, Luciano Teixeira, Osvaldo DaCosta: o jogo de xadrez • Cláudia Busto, Priscila Rodrigues: a cena onde Sra. Nishimura entrega as flores para o rapaz • Alexandra Sampaio, Daniela Marino, Glauce Guimarães, Ronaldo Marino: não opinaram

Sobre o figurino, acho difícil escolher um. Todos formam um conjunto muito bom fazendo com que nenhum se sobressaia muito em relação ao outro, são detalhes que os fazem diferentes: uma rosa na lapela, um cachecol, uma gravata… mas acho que o que mais me agrada, não que seja o melhor, é o da prostituta: a mulher da flor na lapela. Me identifico com a Sra. Nishimura por muitos motivos, pelo silêncio, pelas flores que ela busca — flores de cerejeira que para o japonês simbolizam muito — pelo sorriso no rosto e olhar terno, mas o principal motivo não posso falar porque contaria detalhes do filme que valem a pena serem sentidos e percebidos na hora. Não costumamos estragar surpresas de filmes aqui :) .

Quanto a uma cena do filme… são muitas, mas lembrando o que falei acima sobre o filme ser um imenso Haicai, por isso para mim diria que minha cena se resume na Sra. Nishimura que, para mim, é o espírito do filme e todas as suas aparições são para a gente guardar com os olhos da alma. Simplesmente lindo este personagem. Como todos no filme e antes de encerrar este texto, vale a pena dizer sobre a belíssima construção de personagens e seu trabalho de roteiro — lembrando sempre que é um filme japonês e de espírito japonês, não um blockbuster — por isso o trabalho de personagem, roteiro, atuação, são leves, simples. Pode parecer falha de interpretação, mas são atores japoneses deixando transparecer a personalidade oriental secular que esse povo possui: frieza, sobriedade, simplicidade, dureza etc.

É um filme que nos faz pensar. Impossível não sair de um filme deste sem alguns destes questionamentos: qual seria a cena da minha vida? O que eu gostaria de guardar para a eternidade? Desde quando minha memória existe? Até que ponto a minha memória, minhas lembranças são reais, verdadeiras? Qual o real significado de minha existência? O que eu fiz de significativo? Se eu pudesse voltar o que eu faria de diferente? E uma pergunta que sempre existe em um filme com esse tipo de abordagem: para onde vamos? Como é do outro lado, se é que existe lado? O que contece Depois da Vida?

Participe e mande sua resposta para a pergunta:

Qual momento da sua vida você levaria para a eternidade?

veja a resposta dos nossos participantes na página referente a esta pergunta (veja nas abas na cabeça do site ou clique aqui)  e envie a sua.

Uma frase para Depois da Vida pelos participantes

  • André Leite: Viva bem e tenha boas lembranças
  • Cláudia Busto: Quase nada é para sempre
  • Daniel de Jesus Trigo: Uma lembrança boa vale por uma vida inteira
  • Deborah Okida: Aproveitar todos os momentos da vida e aprender com eles
  • Eduardo Ricci: Viva intensamente todos os momentos de sua vida… depois vire-se para escolher apenas um
  • Fabio Machado: Viva verdadeiramente a sua vida, para levar consigo as melhores memórias
  • Humberto Régis: Tudo vale a pena se a alma não é pequena
  • José Carlos Magalhães: Uma tese sobre a pós-vida interessante de se considerar
  • Naiani Souza: Guarde os melhores momentos para eternizá-los
  • Oscar Valeriano: uma linda história de memórias
  • Osvaldo DaCosta: O tempo
  • Priscila de Faria Freire: Não devemos criar expectativas sobre nada em nossas vidas
  • Priscila Rodrigues: A vida sempre vale a pena
  • Ricardo Reis: Ao olhar para trás não se arrependa do que faz e fez
  • Victor Martin: Viver a vida com intensidade dando valor a cada momento

Destas frases todas eu escolho a de Madeleine Alves para terminar este texto, ela disse:

“Momentos únicos são libertadores. Idéias únicas também”

…e não esqueçam dia 14 de setembro é o nosso 14º CINESURPRESA, estaremos às 18 horas, no Espaço Unibanco, Shopping Miramar, e o nossos papo depois será por ali mesmo na praça de alimentação. Até lá!!




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show Era do Gelo 3

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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