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07
Jul
09

Mulher Invisível

MIcartazNosso 22º Cinesurpresa contou com a participação de 14 pessoas e o filme escolhido contou com o voto de 12: A Mulher Invisível. Os participantes foram, pela primeira vez em um cinesurpresa: Bruna Varesteiro, Diego Issamo, Jéssica Trindade, José Reis Junior, João Carlos e Luiz Kauffmann que se juntaram aos já veteranos: André Hermes, Danilo Henrique, Deborah Okida, Guilherme Araújo, Juliano Garcia, Jurandir Pereira, Priscila Rodrigues e eu Márcia Okida.

A média de nota dada pelo grupo para Mulher Invisível foi 8 o que deixa Mulher Invisível no 10º lugar de nosso ranking (veja na coluna ao lado).

Mulher Invisível, na minha opinião, é um filme médio e bem médio mesmo. É bem filmado, bem fotografado, bons atores, é correto, mas é uma simples comédia sem grandes artifícios, um roteiro bem comum que até poderia ser melhor se não se alongasse um pouco demais para mostrar o desfecho da história se repetindo demais em vários momentos o que também é um ponto fraco para muitos participantes.
É um filme que, com certeza, se tornará um daqueles filmes que se repetem milhares de vezes na sessão da tarde da Globo. Sua proposta é divertir e ele faz isso de uma maneira simples e descompromissada, fácil de assimilar. É o tipo de filme que costumo dizer que não precisamos levar o cérebro para o cinema, já que ele não será muito usado.
Podemos até tentar achar um gancho mais interessante ou psicológico no filme tentando discutir o fato da solidão acarretar em traumas capazes de fazer você criar um alguém que não exista. É forçar um pouco a barra mas podemos até pensar nisso e por isso até conseguimos fazer uma pergunta específica para este filme: Em que situação você seria capaz de criar um alguém invisível na sua vida e por que? As respostas vocês encontram no final deste texto ou aqui. Bem vamos as opiniões de todos:

MI2


Sua nota • Gostou? Veria de novo? • O Pior e o Melhor • Uma cena.

andré clicado por okida

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André

nota 8 • gostou do filme mas não veria novamente • o pior: o final • o melhor: usarem a Luana Piovani para dar um “up” no filme •  uma cena: a hora que ele descobre que a Amanda não existia.

bruna clicada por deborah

bruna clicada por deborah

Bruna

nota 7 • gostou do filme e veria novamente • o pior: prolongaram muito o fina, poderiam ter compactado um pouco, ficou cansativo •  o melhor: a abordagem de um tema diferente e divertido • uma cena: quando Carlos e Pedro se reencontram e Pedro decide ir atrás de Vitória.

danilo clicado por luiz

danilo clicado por luiz

Danilo

nota 8 • gostou do filme e veria novamente (mas não no cinema) • o pior: arrastou muito o final • o melhor: muito engraçado, piadas bem boladas • uma cena: ele no cinema e a senhora reclamando dele.

denorah clicada por bruna

denorah clicada por bruna

Deborah

nota 8 • gostou do filme e veria novamente • o pior: a personagem que se casa com o Wladmir Brichta • o melhor: a atuação de Selton Mello • uma cena: Pedro dançando na boate.

diego clicado jose reis

diego clicado jose reis

Diego

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: alguns erros de continuidade por mostrar as cenas de vários planos • o melhor: Luana Piovani e o Selton Mello por interpretarem também um louco, as falas dos personagens e os enquadramentos • uma cena: o dilema entre Amanda e Pedro quando ele descobre a verdade.

guilherme clicado por jurandir

guilherme clicado por jurandir

Guilherme

nota 7 • gostou do filme e não veria novamente • o pior: a história perde a força várias vezes e nem sempre consegue sustentas com sucesso • o melhor: a comicidade das cenas em que Pedro aparece sem Amanda • uma cena: a conversa entre Pedro e seu melhor amigo quando descobriu que Vitória estava com ele.

jessica clicada por juliano

jessica clicada por juliano

Jéssica

nota 7 • gostou do filme e veria novamente • o pior: o final • o melhor: o tema • uma cena: a do jantar em que ela (Vitória) tem que escolher um dos dois.

jose reis clicado por diego

jose reis clicado por diego

José Reis

nota 8 • gostou do filme e veria novamente • o pior: repetição da história principal no final do filme • o melhor: atuação e sonoplastia • uma cena: a visita de Vitória no hospital e a reação de Pedro, crente que ela é uma alucinação.

joao clicado por priscila

joao clicado por priscila

João Carlos

nota 10 • gostou do filme e veria novamente • o pior: um problema na troca de cena, quando Carlos conta ao Pedro que ele esta sem ninguém • o melhor: Pedro e Amanda curtindo a noite na boate – pista dançando • uma cena: o reencontro de Pedro com Vitória (a busca do par perfeito).

juliano clicado por jessica

juliano clicado por jessica

Juliano

nota 8 • gostou do filme mas não veria novamente • o pior: o desfecho é muito demorado • o melhor: Luana Piovani e a atuação de Selton Mello •  uma cena: a última cena onde ele beija Vitória e a Amanda aparece.

jurandir clicado por guilherme

jurandir clicado por guilherme

Jurandir

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: o filme parecia que ia terminar mas não (por umas 2 vezes) • o melhor: a interpretação de Selton Mello • uma cena: a hora em que Pedro (Selton Mello) está dançando com a mulher invisível.

luiz clicado por danilo

luiz clicado por danilo

Luiz

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: um pouco demorado o final, quando parece que a trama fechou, ela continua várias vezes • o melhor: o enredo e as mudanças de cena, muito criativas sempre • uma cena: quando Pedro se declara para Vitória, num restaurante, com uma rosa vermelha na mão.

priscila clicada por joão

priscila clicada por joão

Priscila

nota 9,5 • gostou do filme e veria novamente • o pior: nada • o melhor: Selton Mello, Vladmir Brichta, a trilha sonora, Luana Piovani e Fernanda Torres • uma cena: a conversa final de Amanda e Pedro, a confiança passada a ele. O olhar de Amanda quando estava desaparecendo.

márcia clicada por andré

márcia clicada por andré

Bem eu acho que já falei um pouco do que achei de bom e de ruim lá em cima e as opiniões dos participantes só reforçam uma coisa que sempre penso: que quando o que temos para falar de bom de um filme é normalmente sobre a atuação de grandes atores, é sinal que o filme em si mesmo, não tem muito para ser falado. Minha nota foi 5 já que achei mediano, pode-se dizer que gostei, mas não veria de novo, nem passando por acaso na Tv. Minha cena: uma logo no início quando aparece Vitória escutando a conversa de Pedro com a esposa e logo depois ela se da conta da vida desgastada que vive com seu marido nada interessante.

Se indentificou com algum personagem? Qual o melhor figurino?

André • me identifiquei com: o marido policial de Vitória, pois ele é sedentário e não investe muito em relacionamentos • melhor figurino: nenhum.
Bruna • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: da irmã de Vitória, Lúcia (Fernanda Torres) por ser mais despojado.
Danilo • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: Luana Piovani pelada.
Deborah • me identifiquei com: Pedro com relação a acreditar no amor • melhor figurino: as lingeries de Amanda (Luana piovani)
Diego • me identifiquei com: sim com o Pedro, por ter um lado inseguro e criativo por imaginar a Amanda e mais pelo jeito dele ser fiel etc. • melhor figurino: da Luana pois ela retrata o ideal feminino, para o público masculino.
Guilherme • me identifiquei com: em alguns pontos com Pedro. As vezes ele agia como ele mesmo, outras vezes ele queria causar uma boa impressão • melhor figurino: não acho que algum figurino mereça muito destaque.
Jéssica • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: da Vitória quando ela bate na porta dele pedindo açúcar.
José Reis • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: nenhum me chamou a atenção exceto  dois vestidos que Amanda usou quando saiu com Pedro.
João Carlos • me identifiquei com: Pedro pelo romantismo • melhor figurino: de Amanda
Juliano • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: nenhum
Jurandir • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: o do Pedro, pois é um figurino normal, que dá para ser usado no dia a dia.
Luiz • me identifiquei com: um pouco com Carlos, amigo de Pedro, pelo companheirismo e vontade de ajudar o amigo, pelo menos no começo • melhor figurino: os vestidos de Amanda, sempre sensual e com cores fortes.
Priscila • me identifiquei com: um pouco da Amanda, pela vivacidade, dedicação e pelo bom humor em algumas cenas — até pela parte “bravinha” • melhor figurino: de Luana Piovani (Amanda)

MI1

Eu não me identifiquei com ninguém e sobre o melhor figurino voto no de Amanda mas se fosse por gosto pessoal ficaria com o de Vitória e alguns vestidos de sua irmã Lúcia (Fernanda Torres). E terminamos com uma frase sobre o filme — a minha é a mesma que a de minha irmã “cada louco com sua mania”. E a pergunta feita especificamente sobre esse filme: O que faria você criar alguém invisível para que convivesse com você? No meu caso acho quase impossível que eu criasse alguém invisível, já falo bastante comigo mesma, sozinha, tenho grandes conversas comigo mesma além de falar muito com meus cachorros. Acho isso uma fuga para enfrentar a realidade, o que não combina em nada comigo, mas nunca se sabe o que pode acontecer com a gente no futuro.

Uma frase sobre A Mulher Invisível

“Filme divertido mais muito simples, esperava mais!” • André
“Eu sou o que você é” • Bruna
“Não existe mulher perfeita” • Danilo
“Cada louco com sua mania”  • Deborah
“A imaginação é a solução das necessidades” • Diego
“Ninguém pode ser feliz sozinho, a felicidade plena só é alcançada através dos relacionamentos com outras pessoas” • Guilherme
“Você faz parte de mim” • Jéssica
“Impressionante e inesperado, para um filme nacional” • José Reis
“Buscar sempre a sua felicidade” • João Carlos
“Um filme com estilo americano, mas com jeito brasileiro” • Juliano
“Eu te faço infeliz, se for para te fazer feliz” • Jurandir
“Aprenda a se amar, para depois amar alguém” • Luiz
“Será que existe mulher/homem ideal??? O é necessário apenas a entrega sem preconceitos” • Priscila

MI3

O que faria você criar alguém invisível para que convivesse com você?

André: se não existisse ninguém no mundo para seu meu amigo, eu inventaria um.
Bruna: eu criaria uma pessoa invisível para conversar comigo em um momento de muita solidão.
Danilo: Esquizofrenia
Diego: o motivo para imaginar uma pessoa seria por problemas sociais pois muitas crianças imaginam um amigo. No meu caso por solidão e insanidade em outras palavras ficar isolado e sozinho num lugar desconhecido.
Guilherme: nenhuma situação me levaria a fazer isso, eu prefiro enfrentar (ou suportar) meus próprios problemas.
Jéssica: eu só criaria uma pessoa em um momento de muita solidão ou se tivesse acontecido alguma tragédia com algum familiar meu.
José Reis: tédio/solidão
João Carlos: uma perda irreparável, todos acham um meio de comunicação com o invisível.
Juliano: solidão extrema
Jurandir: criaria uma pessoa invisível se não tivesse como falar com minha família ou meus amigos.
Luiz: acredito que nada que acontecesse me faria criar uma pessoa invisível, pois aprendia a ser forte e crescer nas dificuldades.
Priscila: me identifiquei com: um pouco da Amanda, pela vivacidade, dedicação e pelo bom humor em algumas cenas — até pela parte “bravinha” • melhor figurino: de Luana Piovani (Amanda)

06
Nov
08

A Guerra dos Rocha

cartazgrNosso 14º encontro do CINESURPRESA aconteceu no dia 12 de outubro no Cine Roxy com pouca gente mas, com pessoas que há muito tempo não participavam, e isso faz parte da uma das proposta do nosso encontro, que com essa data fixa seja possível reencontrar pessoas que faz tempo que não vê ou então conhecer gente nova etc etc como sempre falo nas divulgações.
E o nosso grupo foi composto por: Deborah Okida, Ricardo Reis (que sempre estão) e os que apareceram depois de muito tempo: Mariana Borges, Cristina Silveira e Alê Morales.
Esse grupo foi o responsável pela escolha do filme brasileiro, Guerra dos Rocha dirigido por Jorge Fernando. As outras opções eram: As Duas Faces da Lei, Noites de Tormenta e Mosconautas.
O filme teve nota 5,6, uma média que o coloca em último lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado). 3 pessoas não gostaram do filme e 3 gostaram. Dos 6 participantes, 4 não veriam o filme novamente; Mariana Borges disse que talvez visse novamente na TV e somente Alê Morales disse que veria novamente. Vamos as opiniões dos nosso participantes sobre o filme e, desta vez, vou me colocar diretamente nas respostas ao invés de fazer uma crítica a cada tópico — farei um apanhado geral no final. Começando com melhor e o pior no filme na opinião de cada um.

gr1

O Melhor
Alê, Cristina, Deborah, Márcia e Ricardo: Ary Fontoura
Mariana: as imagens da Lapa/Rio, os casarões antigos, Nicete Bruno e Ary Fontoura juntos.

alemariO Pior

Alê: não é cinema!
Cristina: indefinição do tema
Deborah: piadas fracas, tentou ser uma chanchada mas não conseguiu
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: a história fraca
Ricardo: A interpretação de alguns atores

Você se identificou com  algum personagem?cristina

Alê: Marcelo Antony, pega duas mulheres lindas em menos de 1h15
Cristina: com as cantoras no velório (rsss)
Mariana: com a loira que pega o Marcelo Antony!!!
Deborah, Ricardo e Márcia: com ninguém

Como nosso festival de cinema no ano que vem o Cineme-se 2009, terá como tema o Figurino, nós temos uma pergunta sobre esse assunto: qual o figurino que você mais gostou?
Alê: o vestido e o cabelo de Ary Fontoura ficaram parecidos como da minha avó.
Cristina: o do pessoal do velório, chiquérrimos!
Mariana: não foi marcante, é simples
Deborah, Márcia e Ricardo: o da Dona Dina (Ary Fontoura) – fiel a sua idade, postura, personalidade; boa caracterização por ser um homem vestido de mulher.

ricardoUma cena do filme

Alê: o assalto, sequestro.
Cristina: cena da decepção de Dona Dina ao saber o que realmente pensam seus filhos sobre ela.
Deborah: a cena das senhoras com os assaltantes comendo bombons
Márcia: todas as cenas dos assaltantes com Dona Dina e Nicete
Mariana: bombons!!!
Ricardo: o julgamento da mãe em relação aos filhos


Para encerrar uma frase sobre o filme:deborah

Alê: onde compra aquele bombom?
Cristina: deixou a desejar como filme
Deborah: dar valor as pessoas mais experientes (mais idosas)
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: sorria, meu bem!
Ricardo: “no final da vida somos somente lágrimas e cabelos brancos!”

okida1Bem, agora o meu apanhado geral, quer dizer, minha opinião sobre o filme. Resolvi fazer assim desta vez principalmente porque eu não gostei em nada do filme. Até esperava uma boa comédia, já que são os mesmos produtores de Se Eu Fosse Você — que eu gostei muito, vi no cinema e já vi mais umas duas vezes na TV — e dirigido por Jorge Fernando — que considero ótimo ator e diretor e sem falar que faz muito bem gêneros como comédias.
Mas não gostei de nada! Começando pelo nome, logo que vi, li, me lembrou “A Guerra dos Roses”, uma ótima comédia de ação de 1989, dirigida por Dany DeVito, com ele também no elenco além de Michael Douglas e Kathleen Turner, entre outros. No mínimo alguma referência boa ao filme anterior se espera. A semelhança que fica é que os dois são comédias e ambos usam de uma linguagem tragicômica com exageros, toques mórbidos, excentricidades etc, mas fica por aí. Guerra dos Roses soube fazer isso, já a Guerra dos Rocha… não!

É um pastelão, mas que nem é tão engraçado assim — não se escutaram muitas risadas no cinema que estava bem vazio — e eu acredito que isso não aconteceu justamente porque ele, o filme, não consegue se enquadrar definitivamente em nenhum gênero especifico: não é totalmente uma grande comédia, não é totalmente trash, não é drama, não é romance, tenta ter um clima meio Almodovariano (e que passa longe disso) e, ainda por cima trata de vários assuntos ao mesmo tempo: problemas da adolescência, velhice, de relações familiares, da corrupção, da política, da cultura… enfim, critica tudo isso e mais um pouco mas não se firma em nada disso.

gr2

A opinião de nosso grupo mostra claramente a postura fraca do filme: todos acharam que o melhor do filme é a Ary Fontoura; a melhor cena do filme é praticamente a mesma para todos — assalto — e um pouco da decepção com os filhos. Se o filme fosse muito bom a variação de opiniões seria maior.
Realmente Ary Fontoura salva o filme. Esquecemos que é um homem fazendo uma mulher. O figurino e direção de arte ajudam muito nisso, mas ele está magnífico. Ele é o filme. Além dele também podemos destacar Nicete Bruno com quem divide a melhor cena, sequência de todo o filme: a do assalto, dos bombons — para entender a relação do assalto com os bombons só vendo o filme, mas, nem indico que o vejam para saber qual é. Se quiserem, me perguntem que falo em separado.

A idéia de abordar a questão dos idosos, abandono, interesse material é ótima, mas fica meio perdida. Jorge Fernando, diretor do filme, até conseguiu me emocionar na cena final, mas é uma emoção que ficou meio perdida em todo o conjunto tragicômico de todo o resto. Essa emoção deveria ter sido conseguida na mesma linguagem e não em outra, de repente, assim sem mais nem menos, ele (o filme) fica sério demais.
Bem para mim o filme Guerra dos Rocha realmente foi uma guerra para que tentasse achar pontos positivos no filme. Quem quiser ver, veja e depois conte para gente sua opinião sobre A Guerra dos Rocha.

12
Out
08

Os Desafinados… desafina

Nestes 50 anos de Bossa Nova o filme surpresa escolhido de setembro foi Os Desafinados. Nossa turma foi composta por 12 pessoas, sendo que metade participavam pela primeira vez. Os debutantes eram: André do Nascimento Leite, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Mayra Cristina, Paulo Roberto Vicente e Samantha Silva dos Santos. Dos que ja fazem parte de nossos encontros entiveram com a gente: Eduardo Araújo, Eduardo Ricci, Izabella Schramm, Márcia Okida, Priscila Rodrigues e retornando depois de muito tempo ausente: Fabio Machado.

Os Desafinados teve nota 7,4 de nossos participantes e por isso fica em 9º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna ao lado). 6 pessoas veriam o filme novamente, 2 falaram que talvez e 4 não veriam de novo.

O que os participantes viram de bom e de ruim no filme:

O melhor no filme

André: a nostalgia e a celebração da amizade entre os membros da banda
Eduardo Araújo: captação das imagens, edição
Eduardo Ricci: o clima de Bossa Nova
Fabio: a execução das músicas, figurinos e alguns momentos de humor
Glauce: as cançoes, eu adoro bossa nova
Izabela Freitas: a história da música com a história do Brasil
Izabella Schramm: o modo que foi intercalando o que se acontecia no presente e o que eles passaram no passado
Mayra: eles tocando em homenagem ao Joaquim
Paulo: o plano sequencia com o saxofonista transpondo o ambiente do apartamento para o ambiente da boate
Priscila: as músicas e a forma como são utilizadas, a fotografia e o figurino
Samantha: união do grupo

O pior no filme

André: prolongamento do romance no filme e do tempo em Nova Iorque; pouco desenvolvimento dos personagens da banda e o final clichê.
Eduardo Araújo: o excesso de atenção dado ao romance entre Joaquim (Rodrigo Santoro) e Glória (Cláudia Abreu)
Eduardo Ricci: muito tempo em Nova Iorque
Fabio: o desenvolvimento de alguns personagens e o final com ressureição de Santoro na forma de filho perdido.
Glauce: romance prolongado entre os personagens Gloria (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro)
Izabela Freitas: é disperso
Izabella Schramm: dublagem e a história parecer falar só de Joaquim (Rodrigo Santoro) e não do grupo inteiro
Mayra: a parte da banheira
Paulo: as dublagens, principalmente nos momentos em que a personagem Glória canta, a interpretação ficou muita certa, sem respiro e sem os sons do ambiente, deveria, pelo menos ter sido feito em som direto.
Priscila: algumas cenas forçadas e mal desenvolvidas, mas que poderiam ter sido melhores
Samantha: a separação do grupo

Bem eu sou da turma que não veria o filme novamente. Os Desafinados é um filme fraco, desafina mesmo. Tirando a trilha sonora que é maravilhosa assim como a direção de arte e fotografia é so isso. O roteiro é chato e se perde principalmente por valorizar demais o romance existente entre Glória (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro).
Para um filme que estréia durante a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova ele deixa muito a desejar. Se você não sabe como começou, importância, estilo, precursores etc, vai continuar sem saber. Tá certo o filme não é para ser um documentário mas daria para encaixar esse clima histórico do início da Bossa Nova o que não acontece. (Falo mais sobre Bossa Nova mais abaixo). Você vai sentir o clima, a “bossa” da época graças mais a direção de arte impecável e trilha sonora. Quer ouvir? Na coluna ao lado temos os links para você ouvir a maravilhosa trilha de Os Desafinados, responsabilidade de Wagner Tiso.
Na minha opinião é o que mais vale a pena neste filme. Como disse eu não veria novamente, mas ouviria sempre!

Com que personagem você se identificou?

André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Araújo: por completo nenhum, um pouco da tranquilidade, calma de Joaquim (Rodrigo Santoro) e a persistência de Dico (Selton Melo)
Eduardo Ricci: com Joaquim (Rodrigo Santoro) por sua liberdade e paixão pela vida
Fabio: Gerraldo (Jair Oliveira) por ser baixista e pelo visual e com Rodrigo Santoro pelos momentos atormentados.
Glauce: com a Miranda! eu cresci ouvindo Bossa
Izabela Freitas: com o saxofonista pela história dele
Izabella Schramm e Mayra: nenhum
Paulo: não com um especificamente mas com o personagem Músico que com a linguagem da música transpõe barreiras
Priscila: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini), um pouco das duas, o amor verdadeiro e coragem de Luíza e a paixão, intensidade e impulsividade de Glória
Samantha: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini) as duas são antagônicas e as vezes me eocntro nos dois pólos.

Qual o melhor figurino?

O mais votado foi o de Glória (Cláudia Abreu) por: Eduardo Araújo; Izabella Schramm; Glauce: as roupas da Glória são show!!!; Izabela Freitas: foi a que mais se destacou; Mayra: é o que mais se destaca, roupas estilosas; Priscila: misturou o antigo com o moderno. O sofisticado com o simples e por Samantha: contemporânea, livre e expressiva
André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Ricci: de Joaquim – despojado
Fabio: o conjunto visual dos Desafinados logo no início, com chápeu e terno
Paulo: não respondeu

Figurino: como disse mais acima a direção de arte é impecável e isso se inclui, logicamente, o figurino. São todos perfeitos, combinam entre si, com a cidade, com a fotografia, com a trilha e lógico com a época e história. Por isso fica difícil escolher um apenas mas acho que o figurino dos homens se destaca, não por chamar mais a atenção, isso fica por conta do figurino da personagem de Cláudia Abreu, mas poque roupas masculinas justamente por serem menos elaboradas, terem menos acessórios, acho mais difíceis de compor e transmitir os conceitos de uma época. Os pequenos detalhes são importantes: comprimento de calças e mangas de camisa. Nós de gravata, meias, cortes de ternos, cores etc. Por isso meu voto vai para o figurino dos meninos dos Desafinados.
Quanto a me identificar com algum personagem, não me identifiquei totalmente com nenhum, mas me identifico com o grupo de musicos pela paixão com que acreditam e correm atrás do que fazem e um pouco com Glória pelo fato de cantar com um grupo de rapazes o que me faz lembrar as vezes em que Fabio Machado, Alê Morales e mais recentemente Marcio Dias nos apresentamos juntos, eles nos inrtumentos e eu na voz. Sempre muito bom e sempre com muito “bossa” e com Bossa Nova no repertório.

Uma frase para o filme Os Desafinados

André: A Trilha sonora de uma época
Eduardo Araújo: a amizade é a semente que eu rego, amuleto que carrego e que alimenta a minha crença
Eduardo Ricci: a vida e a medida de sua coragem
Fabio: Interessante como registro histórico e musical, mas com momentos desnecessários
Glauce: Romântico
Izabela Freitas: nem tudo são flores
Izabella Schramm: “é na merda que a gente cresce!”
Mayra: não respondeu
Paulo: politicamente certinho; em termos de fotografia, roteiro e movimentos de câmera
Priscila: que seja eterno enquanto dure
Samantha: a crença no poder interno muda o  undo. O fulme: óbvio e entediante

Uma cena do filme

André: os membros dos Desafinafos compondo a trilha sonora do filme do amigo cineasta Dico (Selton Mello)
Eduardo Araújo: quando eles tocam juntoc com outros músicos no bar
Eduardo Ricci: PAN sobre Buenos Aires
Fabio: a gravação no estúdio com a personagem de Alessandra Negrini assitindo
Glauce: a emoção do reencontro entre Luíza e Joaquim.
Izabela Freitas: a cena em que eles estão no estúdio, a Glória canta e a Luíza, que está assitindo percebe que esta rolando algo.
Izabella Schramm: cena com a passagem entre Rodrigo santora na sala e depois todosd tocando juntos na boate
Mayra: quando o Joaquim esta caminhando no parque e encontra Glória e começam a tocar juntos
Paulo: a cena do primeiro encontro entre Joaquim e Glória, por vol,ta das 18h, ao fundo a ponte desfocada com luz fraca
Priscila: a cena no Central Park, a beleza do lugar. Desde Joaquim ouvindo a música, o encontro, as trocas de olhares…
Samantha: quando Rodrigo Santoro acariciou a barriga da esposa grávida, antes de ir para Nova Iorque

Deixo aqui algumas frases do maravilhoso Tom Jobim: “A gente só leva da vida a vida que a gente leva – É preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar. – Eu vou morrer um dia, a música vai ficar…” Frases que combinam perfeitamente com uma cena que gostei demais no filme: quando aos poucos os garotos de Os Desafinados, vão se juntando devagar aos músicos de Jazz de uma boate em Nova Iorque, impossível não fazer uma referência a música influência do jazz de Carlos Lyra, não que a música tocada lembre ou seja uma referência direta, mas a mistura de ritmos se intercalanddo uma forte relação entre a Bossa Nova e o Jazz.

E deixo uma dica de site onde você pode ler e saber mais sobre a Bossa Nova de João Gilberto, Tom Vinícius e Nara Leão — considerada a musa da Bossa Nova — e que viu este novo ritmo nascer no seu apartamento que recebia constantemente estes e outros grandes nomes da época.
Vale a pena conhecer mais sobre Chega de Saudade, música que marca o início da Bossa Nova, gravada pela primeira vez por Elizeth Cardoso e eternizada por muitos. Saber que a bossa nova teve que fazer sucesso e ser reconhecida em São Paulo para somente depois assumir seu posto eterno no Rio. Conhecer mais sobre o encontro histórico de João Gilberto, Vinícuis de Moraes, Tom Jobim e Os Cariocas.
Poderia escrever horas aqui sobre Bossa Nova, até poque Os Desafinados deixa muito a desejar, mas prestigiem o ótimo material do especial da Abril Bossa Nova 50 anos.

Termino este artigo com uma pergunta que o filme me deu vontade de fazer a todos os participantes e faço para vocês leitores também:

Que música representa o BRASIL para você?

André: Desordem de Titãs
Eduardo Araújo: Mas que Nada – Sergio Mendes
Eduardo Ricci: Insensatez
Fabio: O Bêbado e a Equilibrista
Glauce: New Wave
Izabela Freitas: Aquarela do Brasil
Izabella Schramm: Aquarela do Brasil
Mayra: Pra não dizer que não falei das flores
Paulo: London London
Priscila: Garota de Ipanema
Samantha: Debaixo dos Caracóis

Para mim Vinícius de Moraes é o Brasil. Cresci ouvindo Vinícius, Tom, Elis e cia. Chico também é Brasil para mim. Cartola lembra o Brasil. Escolher uma música dessa turma é muito difícil, mas acredito que em primeiro lugar Chega de Saudade e As Rosas não Falam, são duas músicas que sempre canto sozinha em momentos de saudosismo.

E para você, qual música lembra, representa o Brasil?




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show Era do Gelo 3

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

Já estiveram aqui

  • 9,141 cinéfilos

participe, conheça e ajude a melhorar o mundo em que vive

 

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