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11
Jun
09

Vida Longa e Próspera – Star Trek

startrek11_03O 21º CINESURPRESA foi especial e por pelo menos 2 motivos: muitas pessoas novas participando e pelo filme escolhido que não poderia ter sido melhor: Star Trek (site oficial) . Simplesmente emocionante, principalmente para quem é da geração Star Trek e já acompanhava e gostava desde a série de TV
Quanto aos novos participantes, tivemos pela primeira vez no CINESURPRESA: Aymê Michima, Danilo Henrique, Juliano, Thiago Bartolotto e Vanessa Ruas que se reuniram com os já participantes: André Hermes, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Guilherme Nascimento, Madeleine Alves, Ricardo Reis e eu Márcia Okida.
Nosso grupo deu nota 8,9 para o filme o que deixa Star Trek em 5º lugar no nosso Ranking Surpresa, mas com uma ressalva: alguns integrantes deram nota 1000 para o filme — eu sou um deles — o que deixaria Star Trek acima de todos, mas como não computamos notas 1000 ele fica mesmo com a média oficial de 8,9.


Star Trek
é daqueles filmes para ficar na história, principalmente para os fãs. Podemos dizer que é um filme 100% perfeito: roteiro, história, efeitos, sonoplastia — tá certo que faltou a música original —  mas principalmente diálogos inteligentes, perfeitos e daqueles que ficam para sempre.
Star Trek também trás vários questionamentos e pensamentos quanto a vida, morte, passado, futuro… nossa história de vida etc e por isso também fizemos aqui uma pergunta chave, a mais, para todos os participantes e convidamos você também a respondê-la: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo? Veja a resposta de nossos participantes ao final.


Vamos as opiniões sobre o filme:

André: gostou do filme – não veria de novo – nota 9 • Identificou-se com Kirk “pois é uma pessoa com um grande potencial que não conhecia”  • Sua cena: “A última batalha foi bem emocionante”

Aymê: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: “era legal quando eles voavam sob a velocidade da luz”

Danilo: gostou do filme – veria novamente – nota 9  • Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: o homem preso nos tubos de água.

Deborah: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Se identificou com a mãe de Spock por sua conduta única “algo que procuro alcançar”  • Sue cena: O encontro de Kirk jovem com o Spock velho.

Eduardo: gostou do filme – veria novamente “várias vezes” – nota: 1000  •  Se identificou com partes do Spock e de Kirk  • Sua cena: O encontros dos Spock´s

Guilherme: gostou do filme – veria novamente – nota 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: a primeira tentativa de interceptação da escavatriz.

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Juliano: gostou do filme – veria novamente – nota: 9  • Identificou-se com Spock “pois ele tem problemas em lidar com emoções e tenta aplicar sempre a lógica”  • Sua cena: discussão entre Kirk e Spock, onde Spock perde o controle

Madeleine: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Identificou-se com Scott “responsável pela teoria do teletransporte, que fica muito empolgado ao descobrir uma nova informação ou expressar alguma emoção/idéia”  •  Sua cena: “as passagens das naves pelo buraco negro e a consumição dos planetas pela substância vermelha (ou seja, buraco negro)

Ricardo: gostou do filme – não veria de novo – nota: 7  •  Se identificou com uma mistura de Spock com Kirk “sou razão e emoção”  •  Sua cena: “todas as cenas de naves”

Thiago: gostou do filme – veria novamente “mas não no cinema” – nota: 9  •  Diz que se identificou com um pouco de cada personagem  •  Sua cena: no início a cena da criança com o carro e a polícia

Vanessa: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Identificou-se com Checov “o garoto com sotaque. Porque ele sempre aparece nas horas mais necessárias”  •  Sua cena: “a matéria vermelha chegando ao planeta”




3654Bem eu amei o filme, minha nota é de 1000 para cima e vejo quantas vezes puder, passar na TV, pretendo comprar o DVD etc etc etc. Star Trek me emocionou diversas vezes como nenhum filme de romance ou algo parecido pode fazer. Na verdade os romances não me emocionam mesmo.
Ver os personagens jovens e a similaridade existente entre os adultos — já nossos velhos conhecidos — ver suas histórias e traços de suas personalidades sendo cuidadosamente mostradas, sem falar no primeiro encontro entre cada um dos futuros grandes e velhos amigos de jornadas futuras, são alguns motivos que me prenderam na cadeira e me emocionavam a cada instante. O cuidado na escolha dos atores também ajudou bastante, muitos extremamente parecidos com o que deveria ser mesmo a versão jovem de cada um — é fácil notar traços físicos semelhantes dos veteranos nos calouros de jornada. Não teria nem como escolher qual seria o melhor destes primeiros encontros. Na verdade até tem sim, seria para mim o encontro entre Kirk e Spock, mas com o velho Spock. O encontro de Kirk com McCoy também é muito bom, percebemos alí, no primeiro instante a forte relação de uma amizade que irá perdurar, sem falar no quanto de hilário é seu personagem.
Por isso é difícil escolher algum, um apenas como alguém com quem me identifiquei mas acho que escolheria Uhura, ou uma mistura de Uhura e Spock, uma mistura bem interessante por sinal.
A minha cena: não poderia ser outra a não ser a que aparece a nave Enterprise pela primeira vez. Nossa!!! Foi linda aquela cena, me emocionou muito, muito mesmo. Coisa de quem viveu a geração Star Trek lá no começo. Mas não posso deixar de citar o encontro dos Spock´s, lindo, surpreendente: “eu não sou nosso pai”. E me permito citar mais uma: quando o velho Spock fala para Kirk: “vida longa e próspera” pela primeira e única vez neste filme — inesquecível.


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André: “Excelentes efeitos visuais, porém muito exagerado”
O pior no filme: aquele monstrinho pequenininho era muito forçado • O Melhor: a hora em que o Spock faz o famoso sinal com a mão • Figurino: gostei de todos, pois é um clássico das Jornadas nas Estrelas

Aymê: “A vingança é a última que morre”
O pior no filme: “a parte em que colocaram um bicho no ex-capitão”  •  o melhor: “eu gostei da parte em que o menino começou a dirigir correndo do pai e ter sido perseguido pelo policial. E na parte em que ele deixou cair o carro”  •  melhor figurino: “quando eles usaram o pára-quedas”

Danilo: “Prende a atenção do início ao fim”
O pior no filme: confunde um pouco quem não é familiarizado com a série original • o melhor: bem trabalhado o fato de voltar no tempo • figurino: a roupa do Kirk antes de se alistar.

Deborah: “Vida Longa e Próspera”
Pior: nada • Melhor: relembrar velhos e bons tempos. Enquadramentos fiéis aos filmes antigos. Os olhares entre a tripulação, principalmente Kirk e Spock • Figurino: os figurinos todos são muito bons, mas os uniformes oficiais da tripulação são os melhores

Eduardo: “Para se fazer o necessário não há insensatez” – (fala do pai de Spock)
Pior no filme: algumas partes da interpretação do Capitão Kirk • Melhor: o encontro dos Spock´s e quando aparece a Enterprise • Figurino: do Spock

Guilherme: “Uma crônica sobre as emoções humanas tendo como pano de fundo um mundo de ficção científica”
O Pior no filme: a falta de explicação sobre alguns conceitos (como dobras) pode confundir leigos ou pessoas que não conhecem a história • O Melhor: o fato de os conceitos científicos utilizados não serem incorretos ou contraditórios, pelo menos aparentemente • Figurino: nenhum em especial já que a maioria dos personagens usa uniforme

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Juliano: “Explica bem sua `realidade´ (universo)”
Pior no filme: o cabelo de Spock • Melhor: efeitos especiais e introdução dos personagens • Figurino: Kirk, com a roupa preta, pois destoava do resto da tripulação

Madeleine: “Puxa eu não sabia que o universo estava em movimento” – frase de Scott
Pior: falha de projeção • melhor: roteiro (principalmente no excelente equilíbrio entre emoções / construção de personagens x uso de teorias físicas), trila sonora e uso do som • figurino: todos os figurinos colaboraram para a composição dos personagens e da história, mas não gostei de nenhum em especial.

Ricardo Reis: “se o futuro será assim, prefiro viver do passado!”
O pior: o jovem tripulante de 17 anos da Enterprise tem uma voz irritante e enjoativa • melhor: a nave Enterprise • figurino: nenhum.

Thiago: “Siga sua emoção, deixe sua lógica de lado”
O pior: mostrar o principal garoto em uma só cena • Melhor: o efeito da nave hiper rápida • Figurino: a roupa do Spock do futuro, pelos detalhes e por parecer antiga.

Vanessa: “Nunca perca as esperanças. Tente e Lute”
Pior: quando apareceu os monstros em um planeta deserto de gelo • Melhor: Spock quando era criança dentro de uma cápsula fazendo a prova • Figurino: dos Vulcanos.



Sinceramente eu não vi nada de ruim no filme, mas para não citar nada, acho que o filme deveria ter mantido o tema clássico de Jornada nas Estrelas feito para a série por Jerry Goldsmith— realmente senti falta de ouvir isso no momento em que a Enterprise aparece — e você pode ouvir abaixo.


Quanto ao de melhor, acho que já falei bastante: roteiro, composição do início de suas histórias, sem falar nos enquadramentos, travellings, closeds clássicos da série e que se mantiveram no filme.
Figurino fico com o de Uhura, principalmente, e de todos uniformes clássicos de Jornada nas Estrelas.
Ah! também senti falta de ouvir mais vezes o que para mim é a frase do filme:
“Vida Longa e Próspera”


Vamos agora a nossa pergunta criada por conta deste filme: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo?

André: “perguntaria o que eu poderia fazer para ser bem sucedido”

Aymê: “perguntaria para mim mesma de que lugar ela veio e por que nos encontraríamos no presente”

Danilo: “pediria conselhos para não cometer erros em certas ocasiões”

Deborah: “se encontrasse com eu mais nova: daria um longo abraço e olharia bem nos olhos, agradeceria por tudo – se encontrasse com eu mais velha: diria para ser mais leve, pois tudo tem sempre uma razão de ser e o melhor sempre nos acontecerá”

Eduardo: “ficaria horas conversando sobre os grandes momentos da minha vida”

Guilherme: “não faria nada. Se eu encontrasse a minha versão do futuro, não poderia dizer nada que ele já não soubesse. Se eu encontrasse com minha versão do passado, evitaria mudar minha vida presente, porque gosto dela.

Juliano: “perguntaria sobre eventos marcantes”

Madeleine: “diria: você precisa de 2 coisas: tornar suas teorias mais práticas e olhar para os lados de modos diferentes”

Ricardo: “mudaria meu destino, faria tudo diferente”

Thiago: “perguntaria como estou no futuro e no que mais errei para melhorar”

Vanessa: “perguntaria sobre o futuro”

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E eu, se encontrasse comigo mesma mais velha ou vice versa, não faria perguntas, apenas contemplaria esse momento que com certeza seria único e qualquer tipo de questionamento poderia estragar, mudar as “minhas vidas”. Ao olhar para mim mesma, teria certeza dos caminhos que segui (sigo) e das coisas que acreditei (acredito) e sem nenhuma troca de palavras, me despediria de mim mesma por que, só assim, poderia ter certeza que nada na minha vida atual e naquela a minha frente — a vida futura — mudaria, já que acredito que tudo que fazemos, pensamos ou falamos reflete diretamente em nossas vidas futuras e nas dos outros também. Talvez falasse apenas “vida longa e próspera”.

Ah! quanto as fotos deste nosso encontro, assim que o fotógrafo da noite  me mandar eu publico, é que eu ainda não as recebi. :)

04
Mai
09

Gran Torino

grantorino_01Chegamos ao 20º CINESURPRESA em grande estilo. Um grande filme que emocionou e tocou a todos os participantes, e não participantes também. Acontece que recebi algumas mensagens de amigos que viram esse filme e, quando souberam que ele havia sido o filme deste encontro, trataram de falar o quanto gostaram de Gran Torino.
Gran Torino, de Clint Eastwood, foi o filme da vez neste 20º encontro com a participação de 9 pessoas. Pela primeira vez em um cinesurpresa: Jurandir Pereira Filho e Guilherme Araújo Nascimento que se juntaram a: Deborah Okida, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Fábio Machado, Letícia Cheneme, Madeleine Alves e eu.
Todos gostaram do filme e o veriam novamente. A nota geral de Gran Torino foi 9,5 ficando em 3º lugar no nosso ranking (veja o quadro ao lado), ficando atrás apenas de Wall-E (10) e Persépolis (9,6).
Muitos dos assuntos abordados no filme foram temas do nosso bate-papo pós cinema, mas uma das questões foi adicionada ao que todos normalmente respondem em nossa pequena pesquisa feita ao final do filme: Você se mataria por algo ou por alguém? (veja aqui o que os participantes respondem ao final do encontro). A resposta de cada participante a esta pergunta você encontra no final.
Gran Torino me pegou de jeito, de um jeito que poucos filmes me pegam, ou fazem com que eu perca o sono e fique por dias com as imagens e assuntos abordados. Esteticamente perfeito, na minha opinião, nada demais nem de menos. Direção de fotografia primorosa e uma trilha sonora que eu já tinha amado antes mesmo de conhecer o filme — é que vi muito antes um vídeo clipe da trilha sonora. Você pode conhecer a música no vídeo logo abaixo, mas vale a pena mesmo você clicar neste link e ouví-la na voz de Clint Eastwood para somente depois entrar a voz de Jamie Cullum.

Um roteiro que sabe ir prendendo as pessoas aos poucos, tratando de temas sociais importantes passando pelo drama, momentos de comédia, romance, ação, tudo em perfeito equilíbrio e o principal, nos faz pensar, ou deveria fazer com que todas as pessoas pensassem ou repensassem, em seus conceitos, modos de ver, olhar a sociedade e seu próprio modo de ver e viver a vida. Pensar sobre a vida e a morte. Como se vive e como se morre.
Por isso tudo que já falei é fácil saber que em relação a pergunta que sempre fazemos do que foi o pior no filme, a minha resposta seria: nada, nada de ruim de errado, nada falta. Minha nota foi 10. Mas e na visão dos outros participantes o que foi melhor e pior no filme? Qual a nota de cada um? Com quem se indentificou? Qual o melhor figurino?

deborahDeborah – Nota: 10
Pior: sobre o filme (parte técnica) nada, mas sobre a história a questão do preconceito social.
Melhor: os diálogos são muito bons e inteligentes
Personagem: não me identifiquei com nenhum personagem.
Figurino: o figurino tradicional Hmong, mostrado nos trajes chineses de festa e funeral.

eddieEddie – Nota: 8
Pior: a violência e a intolerância da sociedade.
Melhor: os valores humanos mostrados no filme.
Personagem: me identifiquei com Walt (Clint Eastwood) pois era fiel aos seus princípios e soube se adaptar aos novos tempos.
Figurino: nenhum.

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Eduardo – Nota: 10
Pior: o preconceito entre etnias.
Melhor: a interpretação de Clint Eastwood.
Personagem: com Walt (Clint Eastwood).
Figurino: de Walt (Clint Eastwood).

fabioFábio – Nota: 9,5
Pior: não vi nada de negativo.
Melhor: roteiro, atuação, trilha sonora, direção…
Personagem: com Thao, por ser um cara meio perdido que vai evoluindo e aprendendo com a vida.
Figurino: nenhum em especial.

guilhermeGuilherme – Nota: 9,0
Pior: a morte previsível de Walt (Clint Eastwood).
Melhor: a mudança no comportamento de Walt (Clint Eastwood).
Personagem: sim, com Walt (Clint Eastwood). Ele fazia aquilo que as pessoas instintivamente querem fazer e dizer.
Figurino: o de Thao. Ele se vestia de maneira simples e isso era condizente com sua personalidade.

jurandirJurandir – Nota: 10
Pior: a covardia da gangue.
Melhor: a mudança, mesmo que tardia e sem volta dos sentimentos do personagem principal.
Personagem: Thao. Não pela  parte de “ser mulherzinha”, mas um cara pacato, tranquilo, as vezes sem a “iniciativa correta”.
Figurino: o dos irmãos indo ao velório, não que seja bonito mas mostra a tradicionalidade da família.

leticiaLetícia – Nota: 10
Pior: a relação entre o pai e seus filhos que mesmo com sua morte não tiveram uma outra forma de ver o pai.
Melhor: a amizade entre Thao e o Walt (Clint Eastwood).
Personagem: com a irmã de Thao, pois ela não se deixa abalar pelo mau humor de Walt (Clint Eastwood) e tornou-se sua amiga.
Figurino: não respondeu.

mad1Madeleine - Nota: 9,0
Pior: a projeção
Melhor: os diálogos (que, por muitas vezes, a legendagem não conseguiu alcançar, apesar de sua excelência), a atuação de Clint Eastwood e o uso da trilha sonora nos momentos certeiros.
Personagem: com ninguém.
Figurino: os figurinos típicos Hmong, pois representam a resistência de uma cultura mesmo diante de um outro contexto social.

okidaMárcia Okida: me identifiquei com o filme todo, não apenas com uma personagem.
Como não se identificar com Walt e a sua força, luta e coragem de ir contra suas opiniões antigas e, com isso lutar, contra preconceitos e desigualdades sociais?
Como não se identificar com a irmã de Thao, Sue, que mesmo sendo vista e tratada como minoria em seu bairro, lutava pelo que acreditava e contra o preconceito racial?
Como não se identificar com Thao que ao descobrir a amizade verdadeira de Walt, muda, cresce, luta pelo que acredita?


Como não se identificar com os chineses Hmong
que mantêm suas tradições milenares e união familiar?
Como não se identificar até com um carro, o Gran Torino, que mesmo depois dos avanços da indústria automobilística permanece, resiste graças a dedicação de um homem?
Muito particularmente me vi na cena da leitura do testamento onde um carro era o maior objeto de desejo dos vivos, mas não pelo valor emocional mas pelo valor financeiro. Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte.
Quanto ao figurino fico com a opinião de alguns: com as roupas tradicionais da aldeia Hmong na China.

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Uma frase e uma cena:

Deborah: “valores e sentimentos todos nós temos. Só precisamos despir as máscaras, abrir o coração e deixar a alma falar”  cena dos irmãos descendo a escada da entrada da casa com os trajes para a cerimônia fúnebre e a última cena de Thao no carro pela orla e a música trilha do filme ao fundo.

Eddie: “um filme humano e atual”  a cena de quando Walt vai ao barbeiro com Thao.

Eduardo: “a vida é feita de escolhas” (fala de Walt)  cena da viagem de Thao com a Daisy com o Gran Torino.

Fábio: “saia do meu gramado” (fala de Walt)  cena da morte de Walt.

Guilherme: “quando dois comportamentos opostos de encontram, ambos se modificam”  cena da primeira vez em que Walt argumenta com o padre, porque mostra características interiores do personagem.

Jurandir: “o poder que uma amizade sincera pode exercer em uma pessoa”  a cena em que ele prende o garoto no porão, para protegê-lo, demonstrando uma preocupação pelo mesmo.

Letícia: quando o personagem Walt diz que apesar de tudo eles não teriam chance  cena da morte de Walt.

Madeleine: “individualmente sociável, é muitas vezes por meio do reflexo de outros que conhecemos um prisma de um ser — ainda que esses reflexos sejam longinquamente próximos”  a cena da morte de Walt, pois nela revela-se não só a perspicácia dele, mas a libertação de sua culpa bélica.

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Como disse acima o filme nos fez pensar sobre a seguinte questão: Você se mataria por algo ou por alguém?

Deborah: não morreria por uma causa ou pessoa, pois acredito que sempre há saídas para qualquer situação.

Eddie: morreria pelos meus filhos.

Eduardo: pela humanidade

Fábio: talvez, dependendo da situação. No caso do filme o personagem escolheu “o menor dos males” (ser assassinado ou morrer pela doença)

Guilherme: me mataria apenas para salvar a vida de mais de uma pessoa. Seria como evitar um prejuízo para a humanidade. Mas não posso negar que ficaria receoso por uma morte lenta, preferia morrer rapidamente.

Jurandir: tudo depende da ocasião, mas acho que só pelos meus pais.

Letícia: se eu achasse que valeria a pena, morreria por uma causa.

Madeleine: Não, ainda não tenho esse grau de desprendimento

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E você se mataria por algo ou por alguém? Dê sua opinião.

Eu, bem, penso como minha irmã, a Deborah, falou acima, mas acho que se tivesse filhos em uma situação de escolha morreria por eles. Talvez seria capaz de cometer atos por impulso, impensados, que me levassem a morte, para salvar a vida de alguém de minha família ou de alguém que goste muito, porque pensando racionalmente, sou como a Madeleine, não tenho esse grau de desprendimento.
Minha cena: uma das cenas do final, Walt em um momento de decisão, senta em sua velha cadeira de sua sala e pensa, no escuro. A luz da janela entra e recorta a escuridão e ele sentado nesta cadeira. Perfeita.
Minha frase: encerro com o que disse um pouco mais acima
Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte. Gran Torino nos faz pensar sobre elas.

21
Jul
08

Wall-E… Nós podemos mudar o mundo…

Sempre que tenho que falar de algum dos nossos filmes do CINESURPRESA, faço uma pesquisa pela net de links que possam ser interessantes para passar para vocês, buscando visões, opiniões diferenciadas. Com Wall-E me deparei com uma grande unanimidade: não encontrei criticas negativas. Assim como a opinião do nosso grupo do 12º encontro, Wall-E está além das criticas negativas. Não existe o que falar mal deste filme. Também compactuo com a opinião de muitos: é bem mais fácil escrever sobre filmes ruins, ou que não gostamos do que falar sobre filmes bons. Imagine então como é difícil falar sobre um filme maravilhoso, perfeito! O que mais dá vontade de escrever, falar sobre filmes assim é:

— Vá ver Wall-E o quanto antes, não perca de modo algum e veja na telona do cinema, não espere sair em locadoras mas, quando sair compre o DVD, vale a pena. Wall-E é simplesmente apaixonante!

O 12º CINESURPRESA foi dia 13 de julho no Cinemark. Como vocês já perceberam o filme escolhido foi Wall-E, que teve uma votação unânime — concorreu com Kung Fu Panda e Hanckok que também estavam passando entre 18 e 19h. Outra unanimidade foi a nota dada ao filme: 10! Com isso Wall-E passou ao primeiro lugar, merecidamente, do nosso ranking. Nosso grupo mais uma vez estava pequeno, devido as férias muitos não puderam estar conosco. Vamos as primeiras opiniões, e mesmo tendo recebido nota 10 de todos, temos sempre a pergunta:

O pior do filme para você?

Deborah: o controle das pessoas, impedindo que vivam de verdade, mas apenas sobrevivam • Eduardo: a esmagada da barata • Ricardo: o piloto automático

Como podemos ver não tem o que falar mal do filme mas, do que ele mostra de ruim, do que pode acontecer com o mundo em que vivemos, se os homens continuarem a ter atitudes egoístas sem pensar no planeta. É ruim: a atitude dos homens, o comodismo pelo avanço da tecnologia, o descaso com o nosso planeta, meio ambiente, a falta de humanidade, de sensibilidade… Wall-E mostra um mundo onde a distância existente entre os homens, é tão grande que um simples ato de acenar com a mão, dar as mãos, um bom dia, um olá, são gestos raros que acabam causando estranheza aos “seres humanos”. Wall-E, é um robô, mas é o mais humano de todos no filme.

E assim temos a grande obra da Pixar e, com certeza, seu melhor filme até o momento. E é um filme de amor, entre Wall-E — Elevador de Detritos Classe Terra, abreviação de “Waste Allocation Load Lifter Earth-Class” — e Eva — Exterminadora de Vegetação Alienígena, “Extra-terrestrial Vegetation Evaluator”. Mas o amor que o filme mostra vai além do amor entre “homem e mulher”. Wall-E fala do amor pela vida, pelo planeta, pelo mundo em que vivemos, pela nossa memória e tantos outros amores. E o filme cativa porque todos estes sentimentos podem ser percebidos no “rosto” deste robozinho.

Como pode um robozinho velho feito para catar lixo ter tantas expressões, tanta sensibilidade?

Neste momento me lembro, já que estamos falamos da Pixar, do primeiro curta de animação feito por eles, de 1986, “Luxor Jr.” Lembro-me como se fosse hoje o dia em que o vi pela primeira vez, em 86 mesmo. Desde então me apaixonei por aquela luminariazinha que tinha todo jeito e sensibilidade de uma criança brincando com seu pai. Nunca me esqueci. É só alguém falar ou eu ver algo da Pixar que o Luxor Jr. me vem a cabeça. Quem não viu pode clicar aqui neste link para ver direto do site da Pixar ou aqui pelo Youtube. Mais a Pixar cresceu muito e a cada novo trabalho vem toda essa inovação, evolução que não é apenas tecnológica, mas de todo o conjunto que compõe a criação, construção e produção de um filme

Wall-E não é apenas uma grande obra do cinema de animação. É um grande filme, e perfeito: roteiro, produção, direção de arte e a trilha, nossa que trilha sonora maravilhosa! Vale a pena procurar e ouvir. Poderíamos também falar por horas dos ângulos, enquadramentos, movimentos de câmera, cenas que fazem com que o espectador se sinta realmente dentro do filme. Exemplo disto temos em muitas cenas, mas desde o início do filme — momento em que apresentam Wall-E para gente — isso já fica claro: a riqueza da linguagem cinematográfica que será usada, desde belas panorâmicas, planos seqüências até closes, detalhes perfeitos. Com isso fica fácil se colocar dentro da história, se emocionar e até de se identificar com alguns dos personagens mesmo sendo eles… robôs… ou uma barata.

Nunca pensei que gostaria de uma barata, mesmo que “animada”. Já vi várias em animações, mas nunca nenhuma me cativou tanto. A relação de Wall-E com sua baratinha de estimação — que se chama Hal em homenagem ao computador HAL de 2001 e também é uma homenagem ao produtor da década de 20 Hal Roach. Essa relação é como a de qualquer pessoa com seu cachorro, gato, enfim, qualquer animal de estimação. Vale prestar atenção nos movimentos desta baratinha e em como esta relação de troca e atenção se dá de forma tão humanizada entre um robô e um inseto. Um momento valioso entre Wall-E e Hal e quando ele manda ela “ficar” — como quando mandamos um cachorro ficar quieto, sentado, parado em um local — a baratinha até “abana o rabinho” e não sai do seu lugar até seu dono, robô, voltar. É fácil gostar desta barata.

Mas o principal em Wall-E: ele faz pensar em muitas coisas que vão mais além da relação homens e animais. E aí entra outra das nossas perguntas: O melhor do filme?

Deborah: O amor, a amizade e a perseverança • Eduardo: A amizade • Ricardo: Wall-E que simboliza tudo isso

E como falamos de se identificar com os personagens: Com quem você se identificou:

Deborah, Eduardo e Ricardo: Wall-E e o Ricardo ainda disse o porque: ele encontrou a essência da vida. Até as máquinas amam…

Por tudo que já foi falado acima, é fácil se identificar com Wall-E. Também me identifiquei com ele, até porque vi entre ele e sua baratinha a minha relação entre eu e meus 3 cachorros, mas também:

• por ele gostar de resgatar sua memória — ao seu modo Wall-E guarda tudo que é importante para sua história atual e sobre seu passado. Desde um cubo mágico, lâmpada comum, sutiã, isqueiro etc até um fita VHS do filme Hello Dolly, que ele vê repetidamente buscando algo que vê no filme, e além dele. Lógico, não vou contar detalhes, perderia a graça.

• também me identifico pela importância que ele dá a sua casa, sua vida, seu mundo e ambiente.

Infelizmente, talvez, muitos se identifiquem pelo lado negativo que mostra o filme, muitas pessoas agem do modo ruim que o Wall-E mostra. E aí esta a sua maior mensagem:

Qual será o nosso futuro se continuarmos cada vez mais buscando no avanço tecnológico, coisas que facilitem nossa vida nos tornando menos ativos, criativos, sensíveis, menos humanos enfim?

Já vivemos em um mundo em que poucos pensam na qualidade de vida, de nossa água, terra, poucos pensam em responsabilidade social e ambiental. Mais que isso: a busca pelos relacionamentos virtuais, e não falo de sexo virtual mas de amizade, é cada vez mais constante. As pessoas hoje têm amigos que nunca viram, nunca se tocaram, nunca trocaram um aperto de mãos, e se trocarem, este tipo de contato será na sua maioria das vezes, em poucos momentos de encontros marcados para que se conheçam. O relacionamento humano é cada vez mais escasso, mais a distância, superficial e sem importância.

Wall-E trata claramente destas questões. Quem não gostou de Wall-E e achou o filme bobo, exagerado, meloso, dramático… deve repensar sua vida e suas atitudes para que não e torne cada vez menos humano e mais máquina.

Qual a cena do filme que você mais gostou?

Deborah: quando Wall-E e Eva juntam as mãos • Eduardo: Wall-E andando e empilhando o lixo • Ricardo: Nós créditos finais quando a Terra recebe finalmente as suas cores reais, verdadeiras…

Qual o melhor figurino?

Deborah e Eduardo: Eva • Ricardo: todos…

A minha cena, seriam duas, se me permitem: a cena em que Wall-E preocupado com a vida de sua baratinha de estimação manda ela “ficar” e a dança espacial de Wall-E e Eva bem ao estilo de Gene Kelly, Fred Astaire e Gingers Rogers. Figurino? Primeiro deixa o explicar o motivo desta pergunta: o Festival de Cinema Cineme-se 2009, terá como tema Figurino, e já estamos no clima do festival. Esta pergunta será feita até o dia do festival começar em 2009.

Alguns devem estranhar e pensar: aonde existe figurino em Wall-E? Mas existe sim! Mesmo o design do robozinho tem figurino: a cores da lataria, os detalhes, a posição destes detalhes, podem ser considerados parte de seu figurino. E temos também as roupas dos humanos presentes no filme. O meu voto para figurino vai para Wall-E. Não por ser o mais bonito, pelo contrário, mas por ser a melhor combinação entre a estética criada e a intenção de emocionar desejada com este personagem.

Entramos agora um pouco em direção de arte. Que é perfeita, como tudo no filme e que junto com a trilha, design em geral nos traz grandes referências visuais e emocionais. Não tem como a gente não lembrar de Charles Chaplin — Carlitos o palhaço mendigo ingênuo, desastrado, sensível e sempre apaixonado, ET — o mesmo estilo de design para olhos, pescoço, proporção de corpo, 2001 uma Odisséia no Espaço, Hello Dolly e como disse antes, Gene Kelly, Fred Astaire e Gingers Rogers. Pode ainda nos remeter a histórias de amor como Romeu e Julieta ou a Dama e o Vagabundo. O mais incrível é que Wall-E fala de tudo isso e é um filme praticamente sem diálogos. As falas estão na direção de arte, no som, na linguagem de câmera, nos gestos.

Com tudo isso não dá para a gente dizer que Wall-E é um filme para o público infantil. Até porque, ainda dentro da direção de arte, as cores não são para crianças. Em sua grande parte Wall-E é composto por cores frias. Poucos são os momentos com muitas cores intensas. O mundo de Wall-E é frio, repletos de cores terrosas, cinzas, cores frias, pastéis, areia, lixo… As cores aparecem no mundo de Wall-E nos créditos finais.

Então fica aqui uma dica: Não saiam até terminar a última letrinha dos créditos. A história continua, ainda em animação, mas em outros e diversos estilos. O desfecho do filme, o futuro de Wall-E e sua amada Eva, é mostrado nos créditos, que é, ainda, uma grande homenagem a história da arte mostrando desde as pinturas rupestres — no filme sendo refeitas pelos novos habitantes da nova Terra — até a mais bela arte moderna atual passando por homenagens diretas a Van Gogh e Monet — sobre Van Gogh a homenagem se inicia já no filme com as “botinhas de Wall-E” e nos créditos alguns personagens do filme habitam telas de van gogh. Ao lado, as botas de van Gogh — que representavam para ele um sentimento igual as botas para Wall-E — e alguns dos quadros de Van Gogh usados no crédito filnal do filme. Então não percam os créditos finais, além de belíssimos, contam o final da história.

Uma frase sobre o filme:

Semmpre há esperança • Deborah Okida

Amor incondicional • Eduardo Ricci

Há sempre um recomeço. Quem semeia um dia colhe • Ricardo Reis

Para mim: a gente colhe aquilo que planta e se torna aquilo que semeia. A semente de nosso futuro está dentro de cada um dos nossos gestos. Depende somente de nós se seremos, felizes, amados e se viveremos em um mundo de lixo ou de flores, paz ou guerra. Não é porque é difícil alcançar, não é porque não depende só da gente, que devemos ser egoístas e não pensar no mundo que nos rodeia. O seu gesto mesmo que único, sozinho, pode “contaminar” outras pessoas e com isso criamos gestos maiores.

Termino falando de duas coisas:

• os cartazes do filme que dariam um papo a parte: observem ao lado a diferença de estilos e propostas de cada um dos cartazes. Desde cartazes que lembram a história do cartazismo no design gráfico como os da primeira fileira — cartazes no estilo art-decó, futuristas, pop — passando pelos com estilo clean, somente com o personagem, e chegando até os mais visuais, modernos, tecnológicos. Poderiam ser usados em uma aula de estilo e design.

• aproveitando a temática do filme coloco aqui, e ficará de forma permanente em nosso blog, o selo da campanha “Nós Podemos – 8 Jeitos de Mudar o Mundo” e espero que cada um pense no seu jeito de mudar o seu mundo e o nosso mundo.

Até o próximo CINESUPRESA em comemoração ao nosso 1º aniversário e que será dia 9 de agosto, sábado no Cineclube da Unisanta, Santos. Quer ir? Me mande um mail clicando aqui.

Escrito por Márcia Okida em 21 de agosto de 2008




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 8 de novembro - 18h30 - Cine Roxy - Santos - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.
PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show Era do Gelo 3

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Era do gelo 3, Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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