07
Jul
09

Mulher Invisível

MIcartazNosso 22º Cinesurpresa contou com a participação de 14 pessoas e o filme escolhido contou com o voto de 12: A Mulher Invisível. Os participantes foram, pela primeira vez em um cinesurpresa: Bruna Varesteiro, Diego Issamo, Jéssica Trindade, José Reis Junior, João Carlos e Luiz Kauffmann que se juntaram aos já veteranos: André Hermes, Danilo Henrique, Deborah Okida, Guilherme Araújo, Juliano Garcia, Jurandir Pereira, Priscila Rodrigues e eu Márcia Okida.

A média de nota dada pelo grupo para Mulher Invisível foi 8 o que deixa Mulher Invisível no 10º lugar de nosso ranking (veja na coluna ao lado).

Mulher Invisível, na minha opinião, é um filme médio e bem médio mesmo. É bem filmado, bem fotografado, bons atores, é correto, mas é uma simples comédia sem grandes artifícios, um roteiro bem comum que até poderia ser melhor se não se alongasse um pouco demais para mostrar o desfecho da história se repetindo demais em vários momentos o que também é um ponto fraco para muitos participantes.
É um filme que, com certeza, se tornará um daqueles filmes que se repetem milhares de vezes na sessão da tarde da Globo. Sua proposta é divertir e ele faz isso de uma maneira simples e descompromissada, fácil de assimilar. É o tipo de filme que costumo dizer que não precisamos levar o cérebro para o cinema, já que ele não será muito usado.
Podemos até tentar achar um gancho mais interessante ou psicológico no filme tentando discutir o fato da solidão acarretar em traumas capazes de fazer você criar um alguém que não exista. É forçar um pouco a barra mas podemos até pensar nisso e por isso até conseguimos fazer uma pergunta específica para este filme: Em que situação você seria capaz de criar um alguém invisível na sua vida e por que? As respostas vocês encontram no final deste texto ou aqui. Bem vamos as opiniões de todos:

MI2


Sua nota • Gostou? Veria de novo? • O Pior e o Melhor • Uma cena.

andré clicado por okida

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André

nota 8 • gostou do filme mas não veria novamente • o pior: o final • o melhor: usarem a Luana Piovani para dar um “up” no filme •  uma cena: a hora que ele descobre que a Amanda não existia.

bruna clicada por deborah

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Bruna

nota 7 • gostou do filme e veria novamente • o pior: prolongaram muito o fina, poderiam ter compactado um pouco, ficou cansativo •  o melhor: a abordagem de um tema diferente e divertido • uma cena: quando Carlos e Pedro se reencontram e Pedro decide ir atrás de Vitória.

danilo clicado por luiz

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Danilo

nota 8 • gostou do filme e veria novamente (mas não no cinema) • o pior: arrastou muito o final • o melhor: muito engraçado, piadas bem boladas • uma cena: ele no cinema e a senhora reclamando dele.

denorah clicada por bruna

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Deborah

nota 8 • gostou do filme e veria novamente • o pior: a personagem que se casa com o Wladmir Brichta • o melhor: a atuação de Selton Mello • uma cena: Pedro dançando na boate.

diego clicado jose reis

diego clicado jose reis

Diego

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: alguns erros de continuidade por mostrar as cenas de vários planos • o melhor: Luana Piovani e o Selton Mello por interpretarem também um louco, as falas dos personagens e os enquadramentos • uma cena: o dilema entre Amanda e Pedro quando ele descobre a verdade.

guilherme clicado por jurandir

guilherme clicado por jurandir

Guilherme

nota 7 • gostou do filme e não veria novamente • o pior: a história perde a força várias vezes e nem sempre consegue sustentas com sucesso • o melhor: a comicidade das cenas em que Pedro aparece sem Amanda • uma cena: a conversa entre Pedro e seu melhor amigo quando descobriu que Vitória estava com ele.

jessica clicada por juliano

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Jéssica

nota 7 • gostou do filme e veria novamente • o pior: o final • o melhor: o tema • uma cena: a do jantar em que ela (Vitória) tem que escolher um dos dois.

jose reis clicado por diego

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José Reis

nota 8 • gostou do filme e veria novamente • o pior: repetição da história principal no final do filme • o melhor: atuação e sonoplastia • uma cena: a visita de Vitória no hospital e a reação de Pedro, crente que ela é uma alucinação.

joao clicado por priscila

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João Carlos

nota 10 • gostou do filme e veria novamente • o pior: um problema na troca de cena, quando Carlos conta ao Pedro que ele esta sem ninguém • o melhor: Pedro e Amanda curtindo a noite na boate – pista dançando • uma cena: o reencontro de Pedro com Vitória (a busca do par perfeito).

juliano clicado por jessica

juliano clicado por jessica

Juliano

nota 8 • gostou do filme mas não veria novamente • o pior: o desfecho é muito demorado • o melhor: Luana Piovani e a atuação de Selton Mello •  uma cena: a última cena onde ele beija Vitória e a Amanda aparece.

jurandir clicado por guilherme

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Jurandir

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: o filme parecia que ia terminar mas não (por umas 2 vezes) • o melhor: a interpretação de Selton Mello • uma cena: a hora em que Pedro (Selton Mello) está dançando com a mulher invisível.

luiz clicado por danilo

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Luiz

nota 9 • gostou do filme e veria novamente • o pior: um pouco demorado o final, quando parece que a trama fechou, ela continua várias vezes • o melhor: o enredo e as mudanças de cena, muito criativas sempre • uma cena: quando Pedro se declara para Vitória, num restaurante, com uma rosa vermelha na mão.

priscila clicada por joão

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Priscila

nota 9,5 • gostou do filme e veria novamente • o pior: nada • o melhor: Selton Mello, Vladmir Brichta, a trilha sonora, Luana Piovani e Fernanda Torres • uma cena: a conversa final de Amanda e Pedro, a confiança passada a ele. O olhar de Amanda quando estava desaparecendo.

márcia clicada por andré

márcia clicada por andré

Bem eu acho que já falei um pouco do que achei de bom e de ruim lá em cima e as opiniões dos participantes só reforçam uma coisa que sempre penso: que quando o que temos para falar de bom de um filme é normalmente sobre a atuação de grandes atores, é sinal que o filme em si mesmo, não tem muito para ser falado. Minha nota foi 5 já que achei mediano, pode-se dizer que gostei, mas não veria de novo, nem passando por acaso na Tv. Minha cena: uma logo no início quando aparece Vitória escutando a conversa de Pedro com a esposa e logo depois ela se da conta da vida desgastada que vive com seu marido nada interessante.

Se indentificou com algum personagem? Qual o melhor figurino?

André • me identifiquei com: o marido policial de Vitória, pois ele é sedentário e não investe muito em relacionamentos • melhor figurino: nenhum.
Bruna • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: da irmã de Vitória, Lúcia (Fernanda Torres) por ser mais despojado.
Danilo • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: Luana Piovani pelada.
Deborah • me identifiquei com: Pedro com relação a acreditar no amor • melhor figurino: as lingeries de Amanda (Luana piovani)
Diego • me identifiquei com: sim com o Pedro, por ter um lado inseguro e criativo por imaginar a Amanda e mais pelo jeito dele ser fiel etc. • melhor figurino: da Luana pois ela retrata o ideal feminino, para o público masculino.
Guilherme • me identifiquei com: em alguns pontos com Pedro. As vezes ele agia como ele mesmo, outras vezes ele queria causar uma boa impressão • melhor figurino: não acho que algum figurino mereça muito destaque.
Jéssica • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: da Vitória quando ela bate na porta dele pedindo açúcar.
José Reis • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: nenhum me chamou a atenção exceto  dois vestidos que Amanda usou quando saiu com Pedro.
João Carlos • me identifiquei com: Pedro pelo romantismo • melhor figurino: de Amanda
Juliano • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: nenhum
Jurandir • me identifiquei com: ninguém • melhor figurino: o do Pedro, pois é um figurino normal, que dá para ser usado no dia a dia.
Luiz • me identifiquei com: um pouco com Carlos, amigo de Pedro, pelo companheirismo e vontade de ajudar o amigo, pelo menos no começo • melhor figurino: os vestidos de Amanda, sempre sensual e com cores fortes.
Priscila • me identifiquei com: um pouco da Amanda, pela vivacidade, dedicação e pelo bom humor em algumas cenas — até pela parte “bravinha” • melhor figurino: de Luana Piovani (Amanda)

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Eu não me identifiquei com ninguém e sobre o melhor figurino voto no de Amanda mas se fosse por gosto pessoal ficaria com o de Vitória e alguns vestidos de sua irmã Lúcia (Fernanda Torres). E terminamos com uma frase sobre o filme — a minha é a mesma que a de minha irmã “cada louco com sua mania”. E a pergunta feita especificamente sobre esse filme: O que faria você criar alguém invisível para que convivesse com você? No meu caso acho quase impossível que eu criasse alguém invisível, já falo bastante comigo mesma, sozinha, tenho grandes conversas comigo mesma além de falar muito com meus cachorros. Acho isso uma fuga para enfrentar a realidade, o que não combina em nada comigo, mas nunca se sabe o que pode acontecer com a gente no futuro.

Uma frase sobre A Mulher Invisível

“Filme divertido mais muito simples, esperava mais!” • André
“Eu sou o que você é” • Bruna
“Não existe mulher perfeita” • Danilo
“Cada louco com sua mania”  • Deborah
“A imaginação é a solução das necessidades” • Diego
“Ninguém pode ser feliz sozinho, a felicidade plena só é alcançada através dos relacionamentos com outras pessoas” • Guilherme
“Você faz parte de mim” • Jéssica
“Impressionante e inesperado, para um filme nacional” • José Reis
“Buscar sempre a sua felicidade” • João Carlos
“Um filme com estilo americano, mas com jeito brasileiro” • Juliano
“Eu te faço infeliz, se for para te fazer feliz” • Jurandir
“Aprenda a se amar, para depois amar alguém” • Luiz
“Será que existe mulher/homem ideal??? O é necessário apenas a entrega sem preconceitos” • Priscila

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O que faria você criar alguém invisível para que convivesse com você?

André: se não existisse ninguém no mundo para seu meu amigo, eu inventaria um.
Bruna: eu criaria uma pessoa invisível para conversar comigo em um momento de muita solidão.
Danilo: Esquizofrenia
Diego: o motivo para imaginar uma pessoa seria por problemas sociais pois muitas crianças imaginam um amigo. No meu caso por solidão e insanidade em outras palavras ficar isolado e sozinho num lugar desconhecido.
Guilherme: nenhuma situação me levaria a fazer isso, eu prefiro enfrentar (ou suportar) meus próprios problemas.
Jéssica: eu só criaria uma pessoa em um momento de muita solidão ou se tivesse acontecido alguma tragédia com algum familiar meu.
José Reis: tédio/solidão
João Carlos: uma perda irreparável, todos acham um meio de comunicação com o invisível.
Juliano: solidão extrema
Jurandir: criaria uma pessoa invisível se não tivesse como falar com minha família ou meus amigos.
Luiz: acredito que nada que acontecesse me faria criar uma pessoa invisível, pois aprendia a ser forte e crescer nas dificuldades.
Priscila: me identifiquei com: um pouco da Amanda, pela vivacidade, dedicação e pelo bom humor em algumas cenas — até pela parte “bravinha” • melhor figurino: de Luana Piovani (Amanda)

11
Jun
09

Vida Longa e Próspera – Star Trek

startrek11_03O 21º CINESURPRESA foi especial e por pelo menos 2 motivos: muitas pessoas novas participando e pelo filme escolhido que não poderia ter sido melhor: Star Trek (site oficial) . Simplesmente emocionante, principalmente para quem é da geração Star Trek e já acompanhava e gostava desde a série de TV
Quanto aos novos participantes, tivemos pela primeira vez no CINESURPRESA: Aymê Michima, Danilo Henrique, Juliano, Thiago Bartolotto e Vanessa Ruas que se reuniram com os já participantes: André Hermes, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Guilherme Nascimento, Madeleine Alves, Ricardo Reis e eu Márcia Okida.
Nosso grupo deu nota 8,9 para o filme o que deixa Star Trek em 5º lugar no nosso Ranking Surpresa, mas com uma ressalva: alguns integrantes deram nota 1000 para o filme — eu sou um deles — o que deixaria Star Trek acima de todos, mas como não computamos notas 1000 ele fica mesmo com a média oficial de 8,9.


Star Trek
é daqueles filmes para ficar na história, principalmente para os fãs. Podemos dizer que é um filme 100% perfeito: roteiro, história, efeitos, sonoplastia — tá certo que faltou a música original —  mas principalmente diálogos inteligentes, perfeitos e daqueles que ficam para sempre.
Star Trek também trás vários questionamentos e pensamentos quanto a vida, morte, passado, futuro… nossa história de vida etc e por isso também fizemos aqui uma pergunta chave, a mais, para todos os participantes e convidamos você também a respondê-la: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo? Veja a resposta de nossos participantes ao final.


Vamos as opiniões sobre o filme:

André: gostou do filme – não veria de novo – nota 9 • Identificou-se com Kirk “pois é uma pessoa com um grande potencial que não conhecia”  • Sua cena: “A última batalha foi bem emocionante”

Aymê: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: “era legal quando eles voavam sob a velocidade da luz”

Danilo: gostou do filme – veria novamente – nota 9  • Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: o homem preso nos tubos de água.

Deborah: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Se identificou com a mãe de Spock por sua conduta única “algo que procuro alcançar”  • Sue cena: O encontro de Kirk jovem com o Spock velho.

Eduardo: gostou do filme – veria novamente “várias vezes” – nota: 1000  •  Se identificou com partes do Spock e de Kirk  • Sua cena: O encontros dos Spock´s

Guilherme: gostou do filme – veria novamente – nota 8  •  Não se identificou com nenhum personagem  • Sua cena: a primeira tentativa de interceptação da escavatriz.

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Juliano: gostou do filme – veria novamente – nota: 9  • Identificou-se com Spock “pois ele tem problemas em lidar com emoções e tenta aplicar sempre a lógica”  • Sua cena: discussão entre Kirk e Spock, onde Spock perde o controle

Madeleine: gostou do filme – veria novamente – nota 10  • Identificou-se com Scott “responsável pela teoria do teletransporte, que fica muito empolgado ao descobrir uma nova informação ou expressar alguma emoção/idéia”  •  Sua cena: “as passagens das naves pelo buraco negro e a consumição dos planetas pela substância vermelha (ou seja, buraco negro)

Ricardo: gostou do filme – não veria de novo – nota: 7  •  Se identificou com uma mistura de Spock com Kirk “sou razão e emoção”  •  Sua cena: “todas as cenas de naves”

Thiago: gostou do filme – veria novamente “mas não no cinema” – nota: 9  •  Diz que se identificou com um pouco de cada personagem  •  Sua cena: no início a cena da criança com o carro e a polícia

Vanessa: gostou do filme – veria novamente – nota: 8  •  Identificou-se com Checov “o garoto com sotaque. Porque ele sempre aparece nas horas mais necessárias”  •  Sua cena: “a matéria vermelha chegando ao planeta”




3654Bem eu amei o filme, minha nota é de 1000 para cima e vejo quantas vezes puder, passar na TV, pretendo comprar o DVD etc etc etc. Star Trek me emocionou diversas vezes como nenhum filme de romance ou algo parecido pode fazer. Na verdade os romances não me emocionam mesmo.
Ver os personagens jovens e a similaridade existente entre os adultos — já nossos velhos conhecidos — ver suas histórias e traços de suas personalidades sendo cuidadosamente mostradas, sem falar no primeiro encontro entre cada um dos futuros grandes e velhos amigos de jornadas futuras, são alguns motivos que me prenderam na cadeira e me emocionavam a cada instante. O cuidado na escolha dos atores também ajudou bastante, muitos extremamente parecidos com o que deveria ser mesmo a versão jovem de cada um — é fácil notar traços físicos semelhantes dos veteranos nos calouros de jornada. Não teria nem como escolher qual seria o melhor destes primeiros encontros. Na verdade até tem sim, seria para mim o encontro entre Kirk e Spock, mas com o velho Spock. O encontro de Kirk com McCoy também é muito bom, percebemos alí, no primeiro instante a forte relação de uma amizade que irá perdurar, sem falar no quanto de hilário é seu personagem.
Por isso é difícil escolher algum, um apenas como alguém com quem me identifiquei mas acho que escolheria Uhura, ou uma mistura de Uhura e Spock, uma mistura bem interessante por sinal.
A minha cena: não poderia ser outra a não ser a que aparece a nave Enterprise pela primeira vez. Nossa!!! Foi linda aquela cena, me emocionou muito, muito mesmo. Coisa de quem viveu a geração Star Trek lá no começo. Mas não posso deixar de citar o encontro dos Spock´s, lindo, surpreendente: “eu não sou nosso pai”. E me permito citar mais uma: quando o velho Spock fala para Kirk: “vida longa e próspera” pela primeira e única vez neste filme — inesquecível.


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André: “Excelentes efeitos visuais, porém muito exagerado”
O pior no filme: aquele monstrinho pequenininho era muito forçado • O Melhor: a hora em que o Spock faz o famoso sinal com a mão • Figurino: gostei de todos, pois é um clássico das Jornadas nas Estrelas

Aymê: “A vingança é a última que morre”
O pior no filme: “a parte em que colocaram um bicho no ex-capitão”  •  o melhor: “eu gostei da parte em que o menino começou a dirigir correndo do pai e ter sido perseguido pelo policial. E na parte em que ele deixou cair o carro”  •  melhor figurino: “quando eles usaram o pára-quedas”

Danilo: “Prende a atenção do início ao fim”
O pior no filme: confunde um pouco quem não é familiarizado com a série original • o melhor: bem trabalhado o fato de voltar no tempo • figurino: a roupa do Kirk antes de se alistar.

Deborah: “Vida Longa e Próspera”
Pior: nada • Melhor: relembrar velhos e bons tempos. Enquadramentos fiéis aos filmes antigos. Os olhares entre a tripulação, principalmente Kirk e Spock • Figurino: os figurinos todos são muito bons, mas os uniformes oficiais da tripulação são os melhores

Eduardo: “Para se fazer o necessário não há insensatez” – (fala do pai de Spock)
Pior no filme: algumas partes da interpretação do Capitão Kirk • Melhor: o encontro dos Spock´s e quando aparece a Enterprise • Figurino: do Spock

Guilherme: “Uma crônica sobre as emoções humanas tendo como pano de fundo um mundo de ficção científica”
O Pior no filme: a falta de explicação sobre alguns conceitos (como dobras) pode confundir leigos ou pessoas que não conhecem a história • O Melhor: o fato de os conceitos científicos utilizados não serem incorretos ou contraditórios, pelo menos aparentemente • Figurino: nenhum em especial já que a maioria dos personagens usa uniforme

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Juliano: “Explica bem sua `realidade´ (universo)”
Pior no filme: o cabelo de Spock • Melhor: efeitos especiais e introdução dos personagens • Figurino: Kirk, com a roupa preta, pois destoava do resto da tripulação

Madeleine: “Puxa eu não sabia que o universo estava em movimento” – frase de Scott
Pior: falha de projeção • melhor: roteiro (principalmente no excelente equilíbrio entre emoções / construção de personagens x uso de teorias físicas), trila sonora e uso do som • figurino: todos os figurinos colaboraram para a composição dos personagens e da história, mas não gostei de nenhum em especial.

Ricardo Reis: “se o futuro será assim, prefiro viver do passado!”
O pior: o jovem tripulante de 17 anos da Enterprise tem uma voz irritante e enjoativa • melhor: a nave Enterprise • figurino: nenhum.

Thiago: “Siga sua emoção, deixe sua lógica de lado”
O pior: mostrar o principal garoto em uma só cena • Melhor: o efeito da nave hiper rápida • Figurino: a roupa do Spock do futuro, pelos detalhes e por parecer antiga.

Vanessa: “Nunca perca as esperanças. Tente e Lute”
Pior: quando apareceu os monstros em um planeta deserto de gelo • Melhor: Spock quando era criança dentro de uma cápsula fazendo a prova • Figurino: dos Vulcanos.



Sinceramente eu não vi nada de ruim no filme, mas para não citar nada, acho que o filme deveria ter mantido o tema clássico de Jornada nas Estrelas feito para a série por Jerry Goldsmith— realmente senti falta de ouvir isso no momento em que a Enterprise aparece — e você pode ouvir abaixo.


Quanto ao de melhor, acho que já falei bastante: roteiro, composição do início de suas histórias, sem falar nos enquadramentos, travellings, closeds clássicos da série e que se mantiveram no filme.
Figurino fico com o de Uhura, principalmente, e de todos uniformes clássicos de Jornada nas Estrelas.
Ah! também senti falta de ouvir mais vezes o que para mim é a frase do filme:
“Vida Longa e Próspera”


Vamos agora a nossa pergunta criada por conta deste filme: O que você faria se encontrasse com uma versão mais velha — do futuro — de você mesmo?

André: “perguntaria o que eu poderia fazer para ser bem sucedido”

Aymê: “perguntaria para mim mesma de que lugar ela veio e por que nos encontraríamos no presente”

Danilo: “pediria conselhos para não cometer erros em certas ocasiões”

Deborah: “se encontrasse com eu mais nova: daria um longo abraço e olharia bem nos olhos, agradeceria por tudo – se encontrasse com eu mais velha: diria para ser mais leve, pois tudo tem sempre uma razão de ser e o melhor sempre nos acontecerá”

Eduardo: “ficaria horas conversando sobre os grandes momentos da minha vida”

Guilherme: “não faria nada. Se eu encontrasse a minha versão do futuro, não poderia dizer nada que ele já não soubesse. Se eu encontrasse com minha versão do passado, evitaria mudar minha vida presente, porque gosto dela.

Juliano: “perguntaria sobre eventos marcantes”

Madeleine: “diria: você precisa de 2 coisas: tornar suas teorias mais práticas e olhar para os lados de modos diferentes”

Ricardo: “mudaria meu destino, faria tudo diferente”

Thiago: “perguntaria como estou no futuro e no que mais errei para melhorar”

Vanessa: “perguntaria sobre o futuro”

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E eu, se encontrasse comigo mesma mais velha ou vice versa, não faria perguntas, apenas contemplaria esse momento que com certeza seria único e qualquer tipo de questionamento poderia estragar, mudar as “minhas vidas”. Ao olhar para mim mesma, teria certeza dos caminhos que segui (sigo) e das coisas que acreditei (acredito) e sem nenhuma troca de palavras, me despediria de mim mesma por que, só assim, poderia ter certeza que nada na minha vida atual e naquela a minha frente — a vida futura — mudaria, já que acredito que tudo que fazemos, pensamos ou falamos reflete diretamente em nossas vidas futuras e nas dos outros também. Talvez falasse apenas “vida longa e próspera”.

Ah! quanto as fotos deste nosso encontro, assim que o fotógrafo da noite  me mandar eu publico, é que eu ainda não as recebi. :)

04
Mai
09

Gran Torino

grantorino_01Chegamos ao 20º CINESURPRESA em grande estilo. Um grande filme que emocionou e tocou a todos os participantes, e não participantes também. Acontece que recebi algumas mensagens de amigos que viram esse filme e, quando souberam que ele havia sido o filme deste encontro, trataram de falar o quanto gostaram de Gran Torino.
Gran Torino, de Clint Eastwood, foi o filme da vez neste 20º encontro com a participação de 9 pessoas. Pela primeira vez em um cinesurpresa: Jurandir Pereira Filho e Guilherme Araújo Nascimento que se juntaram a: Deborah Okida, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Fábio Machado, Letícia Cheneme, Madeleine Alves e eu.
Todos gostaram do filme e o veriam novamente. A nota geral de Gran Torino foi 9,5 ficando em 3º lugar no nosso ranking (veja o quadro ao lado), ficando atrás apenas de Wall-E (10) e Persépolis (9,6).
Muitos dos assuntos abordados no filme foram temas do nosso bate-papo pós cinema, mas uma das questões foi adicionada ao que todos normalmente respondem em nossa pequena pesquisa feita ao final do filme: Você se mataria por algo ou por alguém? (veja aqui o que os participantes respondem ao final do encontro). A resposta de cada participante a esta pergunta você encontra no final.
Gran Torino me pegou de jeito, de um jeito que poucos filmes me pegam, ou fazem com que eu perca o sono e fique por dias com as imagens e assuntos abordados. Esteticamente perfeito, na minha opinião, nada demais nem de menos. Direção de fotografia primorosa e uma trilha sonora que eu já tinha amado antes mesmo de conhecer o filme — é que vi muito antes um vídeo clipe da trilha sonora. Você pode conhecer a música no vídeo logo abaixo, mas vale a pena mesmo você clicar neste link e ouví-la na voz de Clint Eastwood para somente depois entrar a voz de Jamie Cullum.

Um roteiro que sabe ir prendendo as pessoas aos poucos, tratando de temas sociais importantes passando pelo drama, momentos de comédia, romance, ação, tudo em perfeito equilíbrio e o principal, nos faz pensar, ou deveria fazer com que todas as pessoas pensassem ou repensassem, em seus conceitos, modos de ver, olhar a sociedade e seu próprio modo de ver e viver a vida. Pensar sobre a vida e a morte. Como se vive e como se morre.
Por isso tudo que já falei é fácil saber que em relação a pergunta que sempre fazemos do que foi o pior no filme, a minha resposta seria: nada, nada de ruim de errado, nada falta. Minha nota foi 10. Mas e na visão dos outros participantes o que foi melhor e pior no filme? Qual a nota de cada um? Com quem se indentificou? Qual o melhor figurino?

deborahDeborah – Nota: 10
Pior: sobre o filme (parte técnica) nada, mas sobre a história a questão do preconceito social.
Melhor: os diálogos são muito bons e inteligentes
Personagem: não me identifiquei com nenhum personagem.
Figurino: o figurino tradicional Hmong, mostrado nos trajes chineses de festa e funeral.

eddieEddie – Nota: 8
Pior: a violência e a intolerância da sociedade.
Melhor: os valores humanos mostrados no filme.
Personagem: me identifiquei com Walt (Clint Eastwood) pois era fiel aos seus princípios e soube se adaptar aos novos tempos.
Figurino: nenhum.

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Eduardo – Nota: 10
Pior: o preconceito entre etnias.
Melhor: a interpretação de Clint Eastwood.
Personagem: com Walt (Clint Eastwood).
Figurino: de Walt (Clint Eastwood).

fabioFábio – Nota: 9,5
Pior: não vi nada de negativo.
Melhor: roteiro, atuação, trilha sonora, direção…
Personagem: com Thao, por ser um cara meio perdido que vai evoluindo e aprendendo com a vida.
Figurino: nenhum em especial.

guilhermeGuilherme – Nota: 9,0
Pior: a morte previsível de Walt (Clint Eastwood).
Melhor: a mudança no comportamento de Walt (Clint Eastwood).
Personagem: sim, com Walt (Clint Eastwood). Ele fazia aquilo que as pessoas instintivamente querem fazer e dizer.
Figurino: o de Thao. Ele se vestia de maneira simples e isso era condizente com sua personalidade.

jurandirJurandir – Nota: 10
Pior: a covardia da gangue.
Melhor: a mudança, mesmo que tardia e sem volta dos sentimentos do personagem principal.
Personagem: Thao. Não pela  parte de “ser mulherzinha”, mas um cara pacato, tranquilo, as vezes sem a “iniciativa correta”.
Figurino: o dos irmãos indo ao velório, não que seja bonito mas mostra a tradicionalidade da família.

leticiaLetícia – Nota: 10
Pior: a relação entre o pai e seus filhos que mesmo com sua morte não tiveram uma outra forma de ver o pai.
Melhor: a amizade entre Thao e o Walt (Clint Eastwood).
Personagem: com a irmã de Thao, pois ela não se deixa abalar pelo mau humor de Walt (Clint Eastwood) e tornou-se sua amiga.
Figurino: não respondeu.

mad1Madeleine - Nota: 9,0
Pior: a projeção
Melhor: os diálogos (que, por muitas vezes, a legendagem não conseguiu alcançar, apesar de sua excelência), a atuação de Clint Eastwood e o uso da trilha sonora nos momentos certeiros.
Personagem: com ninguém.
Figurino: os figurinos típicos Hmong, pois representam a resistência de uma cultura mesmo diante de um outro contexto social.

okidaMárcia Okida: me identifiquei com o filme todo, não apenas com uma personagem.
Como não se identificar com Walt e a sua força, luta e coragem de ir contra suas opiniões antigas e, com isso lutar, contra preconceitos e desigualdades sociais?
Como não se identificar com a irmã de Thao, Sue, que mesmo sendo vista e tratada como minoria em seu bairro, lutava pelo que acreditava e contra o preconceito racial?
Como não se identificar com Thao que ao descobrir a amizade verdadeira de Walt, muda, cresce, luta pelo que acredita?


Como não se identificar com os chineses Hmong
que mantêm suas tradições milenares e união familiar?
Como não se identificar até com um carro, o Gran Torino, que mesmo depois dos avanços da indústria automobilística permanece, resiste graças a dedicação de um homem?
Muito particularmente me vi na cena da leitura do testamento onde um carro era o maior objeto de desejo dos vivos, mas não pelo valor emocional mas pelo valor financeiro. Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte.
Quanto ao figurino fico com a opinião de alguns: com as roupas tradicionais da aldeia Hmong na China.

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Uma frase e uma cena:

Deborah: “valores e sentimentos todos nós temos. Só precisamos despir as máscaras, abrir o coração e deixar a alma falar”  cena dos irmãos descendo a escada da entrada da casa com os trajes para a cerimônia fúnebre e a última cena de Thao no carro pela orla e a música trilha do filme ao fundo.

Eddie: “um filme humano e atual”  a cena de quando Walt vai ao barbeiro com Thao.

Eduardo: “a vida é feita de escolhas” (fala de Walt)  cena da viagem de Thao com a Daisy com o Gran Torino.

Fábio: “saia do meu gramado” (fala de Walt)  cena da morte de Walt.

Guilherme: “quando dois comportamentos opostos de encontram, ambos se modificam”  cena da primeira vez em que Walt argumenta com o padre, porque mostra características interiores do personagem.

Jurandir: “o poder que uma amizade sincera pode exercer em uma pessoa”  a cena em que ele prende o garoto no porão, para protegê-lo, demonstrando uma preocupação pelo mesmo.

Letícia: quando o personagem Walt diz que apesar de tudo eles não teriam chance  cena da morte de Walt.

Madeleine: “individualmente sociável, é muitas vezes por meio do reflexo de outros que conhecemos um prisma de um ser — ainda que esses reflexos sejam longinquamente próximos”  a cena da morte de Walt, pois nela revela-se não só a perspicácia dele, mas a libertação de sua culpa bélica.

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Como disse acima o filme nos fez pensar sobre a seguinte questão: Você se mataria por algo ou por alguém?

Deborah: não morreria por uma causa ou pessoa, pois acredito que sempre há saídas para qualquer situação.

Eddie: morreria pelos meus filhos.

Eduardo: pela humanidade

Fábio: talvez, dependendo da situação. No caso do filme o personagem escolheu “o menor dos males” (ser assassinado ou morrer pela doença)

Guilherme: me mataria apenas para salvar a vida de mais de uma pessoa. Seria como evitar um prejuízo para a humanidade. Mas não posso negar que ficaria receoso por uma morte lenta, preferia morrer rapidamente.

Jurandir: tudo depende da ocasião, mas acho que só pelos meus pais.

Letícia: se eu achasse que valeria a pena, morreria por uma causa.

Madeleine: Não, ainda não tenho esse grau de desprendimento

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E você se mataria por algo ou por alguém? Dê sua opinião.

Eu, bem, penso como minha irmã, a Deborah, falou acima, mas acho que se tivesse filhos em uma situação de escolha morreria por eles. Talvez seria capaz de cometer atos por impulso, impensados, que me levassem a morte, para salvar a vida de alguém de minha família ou de alguém que goste muito, porque pensando racionalmente, sou como a Madeleine, não tenho esse grau de desprendimento.
Minha cena: uma das cenas do final, Walt em um momento de decisão, senta em sua velha cadeira de sua sala e pensa, no escuro. A luz da janela entra e recorta a escuridão e ele sentado nesta cadeira. Perfeita.
Minha frase: encerro com o que disse um pouco mais acima
Triste como as pessoas esquecem do que é realmente importante na vida e na morte. Gran Torino nos faz pensar sobre elas.

27
Mar
09

MILK: eu vim convocar vocês

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Ainda respirando o Oscar 2009 o 19º CINESURPRESA que foi no Espaço Unibanco teve como opções dois filmes que possuíam indicações para o Oscar: O Casamento de Rachel e MILK. Milk – A Voz da Igualdade foi escolhido por unanimidade pelos 9 integrantes da noite que deram uma nota média de 8,6 para o filme fazendo com ele ficasse empatado em nosso ranking com o filme Piaf em 6 lugar (veja nosso ranking na coluna da direita) . Das 9 pessoas todas gostaram do filme mas, uma disse que não o veria novamente. Veja o vídeo deste nosso encontro no final deste post ou clicando aqui.

MILK é baseado em fatos reais, em tristes fatos reais, que mostram abertamente o lado preconceituoso da sociedade e das pessoas. Preconceito este, no caso do filme, pelos homossexuais, mas que em vários momentos deixa claro o que também existe em relação aos negros, deficientes, asiáticos, judeus etc.
Adorei o filme! Não conhecia a história de Harvey Milk e nem destes acontecimentos. Saí de lá realmente chocada com a possibilidade, real, de um dia alguém ter proposto uma lei dizendo que o homossexualismo seria ilegal, que todos os homossexuais deveriam ser despedidos e menosprezados e tudo isso com o aval da lei. O pior é  saber que em algumas instâncias essa lei foi aprovada. Foi contra isso que Harvey Milk lutou contra este tipo de preconceito.


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Esse filme fez como que eu colocasse uma questão a mais para os participantes: Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? Encerrarei este texto com estas respostas.
Acredito que não tenha no meu círculo de amigos pessoas com esse pensamento pequeno e se tiver, sem saber, sinto vergonha por elas, por existirem pessoas assim com tantos preconceitos contra homossexuais, nordestinos, pobres, negros, deficientes, judeus, asiáticos etc e até contra mulheres (já fui vítima de alguns preconceitos por este motivo).
Bem, vamos o filme. Milk começa mesclando fatos reais sobre os acontecimentos da época e sobre a sua morte. Isso continua em vários momentos do filme, o que faz com que a carga de realidade seja mais forte e tudo choque mais. Quem conta a história é o próprio Harvey Milk através de uma gravação — que ele realmente fez e você poderá ouvir a original aqui.


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Nosso grupo era composto por: André Hermes, André Leite, Caio, Durval Moretto, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Ricardo Reis, Victor Martim e eu, Márcia Okida.

O Melhor e o Pior em MILK
O Pior

André Hermes: mostou pouco sobre o quanto a igreja alertava sobre a discriminação • André Leite: o ritmo oscilante do filme • Caio: ausência total das mulheres na causa gay, apesar de aparecer uma para ser militante de MIlk • Durval: o recalque leva as pessoas a cometerem loucuras • Fabio: o excesso de drama em vários momentos • Glauce: o ritmo do filme muito lento • Ricardo: nada • Victor: o abuso dos clichês gays em alguns momentos.

O Melhor

André Hermes: foi a representação das pessoas apoiando e deixando de se esconder • André Leite: a atuação de Sean Penn, impecável. • Caio: quando mostra no filme o poder de estruturação de um movimento gay. Quando conseguem chamar a atenção e conquistar a  sociedade • Durval: a união é capaz de modificar a vida das pessoas para melhor • Fabio: interpretação dos atores, Sean Penn, Josh Brolin e James Franco. Trilha Sonora • Glauce: a vitória do movimento gay depois de várias tentativas, alcançaram o objetivo • Ricardo: o filme todo! • Victor: sem dúvidas: o tema abordado.

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Eu realmente gostei muito do filme, não vejo defeitos. Gostei do ritmo, da proposta enfatizaria, tecnicamente falando, a direção de arte, figurinos e trilha sonora. E sem ser pelo lado técnico é sempre bom ver um filme que aborde qualquer tipo de preconceito para que, quem sabe um dia, eles acabem definitivamente.

Você se identificou com algum personagem?

André Hermes: com o primeiro namorado do Milk pois é uma pessoa que apóia os movimentos mas não toma a liderança • André Leite: sim, com o prefeito por ter a mente aberta a novas possibilidades • Caio: sim, com o prefeito de São Francisco, um dos poucos personagens heterossexuais que não demonstrou ser homofóbico. Em momentos usou seu poder de influência a favor do movimento gay • Durval: com Milk • Fabio: nenhum em especial • Glauce: não • Ricardo: com Harvey Milk, pela coragem, o fio condutor da vida, a esperança de igualdade também foi a sua morte • Victor: não.

Qual o melhor figurino na sua opinião?

André Hermes: quase todos os figurinos se identificam muito com os personagens, mostra como os gays assumidos se vestiam • André Leite: nenhum não gosta da moda dos anos 70 • Caio: o traje hippie na primeira aparição do personagem de James Franco • Durval: do assassino, sempre com roupas sóbrias e formais • Fabio: gostei do figurino no geral fiel a atmosfera da época • Glauce: do Harvey… básico, camiseta e cala jeans • Ricardo: camiseta do 1º namorado de Milk, bem justinha • Victor: gostei de todos muito adequados à época em que o filme passa.

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Bem eu me identifiquei com Milk, firme em seu propósito, em sua luta por aquilo em que acreditava, teimoso até o fim… e pelo desprezo que ele sentia por qualquer tipo de preconceitos.
Figurino? O conjunto é perfeito, já disse acima que acho um dos pontos positivos do filme mas gosto da passagem de estilo do figurino de Harvey Milk desde antes de sua entrada na política até seu novo make-up para a sua luta em busca de votos.

Uma frase sobre o filme e uma cena

André Hermes: necessário todos assistirem para diminuir o preconceito atual • cena: cena em que Milk leva a multidão para caminhar pelas ruas.
André Leite: não importa a idade, basta você acreditar e lutar pelo que acredita • cena: quando um garota entrega um panfleto para Milk e está escrito “união e esperança”.
Caio: peço a todos os homossexuais que saiam do armário • cena: cenas de passeatas e marchas de protestos
Durval: “eu vim convocar vocês” • cena: a cena do assassinato, uma metáfora sobre a Tosca
Fabio: a esperança supera preconceitos e manobras políticas • cena: a morte de Harvey Milk.
Glauce: tenham esperança… • cena: todas com a atuação do Sean Peen, estão perfeitas.
Ricardo: esperança para a minoria! • cena: todas!!!
Victor: ótimo filme com temática interessante • cena: a cena da passeata, da luta em defesa das minorias

Minha frase: “Dar ouvidos à preconceitos é renunciar à liberdade.”
Minha cena? difícil são muitas que me chamaram a atenção. Como designer gosto de todos que mostram cartazes e panfletos mas principalmente quando ele fez seu primeiro “discurso” pegando uma caixa de sabão e a usando como palanque. Como pessoa fiquei extremamente tocada com a beleza e simplicidade da cena de sua morte e a passeata final com aquelas milhares de velas a cena do filme se fundindo com a real.

Abaixo atores do filme ao lado das pessoas que eles representaram

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Sobre a pergunta do início motivada pelo filme:

Como você vê o preconceito contra os homossexuais hoje? Ainda existe? É forte? Mais ameno? o que nossos participantes surpresas pensam disso? Deixa aqui também a sua opinião.

André Hermes: Hoje ainda existe preconceito mas ele é muito mascarado, pois hoje tem leis que protegem. Mas hoje esse preconceito é bem menos que na década de 70.
André Leite: entre os anos 70 e 90, o preconceito pode ter diminuído, mas ainda é latente em nossa sociedade.
Caio: Os gays ainda sofrem discriminação sim. São vistos como doentes, errados no que são. Mas isso nos dias de hoje não é tão forte como na época do filme (década de 70)
Durval: Sim, ainda existe preconceito contra os homossexuais, embora tenham conquistado seu espaço.
Fabio: Sem dúvidas houveram avanços significativos, mas o preconceito ainda persiste em diversos segmentos da sociedade.
Glauce: O preconceito existe tanto para os gays, negros… mas, com muitas evoluções, pois, em 1978 não tinham espaço para discutir o assunto.
Ricardo: Infelizmente ele ainda existe! Quem sabe daqui há uns 20 anos não exista mais.
Victor: Atualmente o preconceito existe sim por parte da sociedade mundial. Aos poucos porém, os homossexuais vêm ganhando seu espaço.

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A minha opinião é todo e qualquer tipo de preconceito é burro, é fruto da ignorância da pobreza de espírito. Sendo preconceituosos perdemos a chance de conhecer novas idéias, culturas e pessoas. Deixamos de crescer, de evoluir. Nos tornamos mais pobres, mesquinhos, nos tornamos menos, sempre menos em tudo que temos em nosso corpo e alma, daí as guerras, os assassinatos, os atos absurdos como queimar índios, surrar homossexuais, bater em mulheres etc.  Infelizmente o preconceito existe em várias áreas e acho que o mundo, as pessoas, ainda precisam evoluir muito para que isso acabe. E se um dia acabar, tenho certeza de como Márcia Okida não estarei aqui neste mundo para ver e ficar feliz com isso, quem sabe em alguma reencarnação futura.

E você?  O que acha do preconceito de qualquer tipo? Escreva para gente clicando aqui

cartaz2Um pouco mais de MILK, agora um pouco de Design. Escrevi um artigo para uma revista de design sobre os créditos de aberturas, encerramentos e suas tipografias, dos filmes que concorriam ao Oscar 2009. MILK tem um conjunto tipográfico muito bom, desde sua abertura até os panfletos políticos que eles fez e distribuiu em sua campanha. Quer ler sobre o que escrevi da tipografia de MILK clique aqui e se quiser ler sobre as todas as aberturas de todos os filmes, aqui. Sem falar no cartaz. Gosto mais deste do que o que abre este artigo. Mas, gosto da metade para cima. A parte debaixo está poluída demais com muitos créditos quase ilegíveis por estarem esticados, sem falar que ocupam muito da imagem tirando a força do restante do seu corpo. A presença do azul é sempre marcante mesmo no cartaz branco, já que é a cor de sua campanha e tem tudo a ver com a proposta da busca pela igualdade. Letras retas, fálicas, marcantes totalmente condizentes com a personalidade de Harvey Milk.

04
Mar
09

Foi Apenas um Sonho

** se você ainda não viu o filme, atenção: este texto contém alguns  spoilers

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Em tempos de Oscar 2009 o nosso 18º CINESURPRESA foi no Cinemark e o filme escolhido pela maioria foi “Foi Apenas um Sonho”, tradução, na minha opinião, totalmente equivocada do nome verdadeiro “Revolutionary Road”. Tivemos 12 pessoas presentes: André Leite, Cristina Silveira, Deborah Okida, Durval Moreto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Jessica Moraes, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu Márcia Okida. Entre todos nós, 4 pessoas não gostaram do filme e 8 gostaram. 5 não veriam o filme novamente; 2 falaram que talvez e 5 veriam novamente. A média de nota foi de 6,3 colocando “Foi Apenas um Sonho” em 16º lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado), ganhando apenas de Guerra dos Rocha com nota média de 5,6.

revolutionary-roadO principal erro de “Foi Apenas um Sonho”, na minha opinião, começa com a má escolha do nome para o Brasil. Este nome faz com que o público espere uma história de amor ou um bom romance, principalmente tendo como protagonistas o casal romântico de Titanic:  Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. “Revolutionary Road” tem uma proximidade muito maior com o tema do filme: uma análise crítica do melhor estilo “american way of life” e a crua e dura realidade em cima da vida de um casal que ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road resolvem mudar o rumo de suas vidas indo por um caminho mais idealista e que choca a sociedade em sua volta. Esta revolução na vida amorosa e familiar seria uma aventura, uma fuga, uma busca pelos seus ideais, um retorno ao passado ou apenas um sonho? (a proximidade com o nome nacional fica por aí)

É disso que o filme trata mas, de uma maneira, a meu ver lenta e cheia de buracos no roteiro. Cenas curtas demais e que mereciam ser maiores e outras infindáveis que poderiam ter metade da sua duração. Um exemplo: a cena em que os dois se conhecem dura, acho que cerca de 1 minuto. Possui uma bela fotografia e uma semelhança com o primeiro longa do seu diretor Sam Mendes, Beleza Americana. Mas nem chega perto da beleza e perfeição de seu primeiro filme. Achei extremamente lento e previsível, estou entre as 4 pessoas que não gostaram e não veria novamente.

O melhor do filme para

André: a interpretação de Kate Winslet • Cristina: as atuações do casal principal em seus diálogos ora densos, ora românticos. • Deborah: ambientação da época •  Durval: a corretora de imóveis, com sua dissimulação e caracterização do personagem • Eduardo: a interpretação de Kate Winslet • Fabio: bons personagens e diálogos, questionamentos interessantes sobre escolhas e relacionamentos • Glauce: a morte da April, boa solução • Izabela: os atores • Jéssica: a atuação e emoção do casal protagonista (Kate Winslet e Leonardo DiCaprio) • Priscila: figurino, trilha sonora e atuação de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio e também de Michael Shannon • Ricardo: a cenografia da casa de April (Kate Winslet).

O pior no filme

André: o sumiço repentino dos filhos do casal • Cristina: o final, a cena de um personagem apático • Deborah: algumas situações ficaram meio soltas, as vezes não parecia que eles tinham filhos, pois as crianças sumiam • Durval: um filme com personagens não resolvidos, as crianças, o que pensam dos pais? • Eduardo: a falta de inovação de Sam Mendes, na linguagem • Fabio: a história poderia ser melhor estruturada, os filhos dos personagens têm importância mínima na história • Glauce: o vizinho levar a esposa do outro vizinho para casa, essa troca foi péssima • Izabela: Algumas vezes se torna um pouco cansativo • Jéssica: cenas paradas e descartáveis  • Priscila: angustiante • Ricardo: o texto.

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Bem eu acho que já falei o que achei de bom ou ruim mas só para reforçar: o filme tem uma boa direção de arte, fotografia e trilha sonora. Na minha opinião são as únicas coisas boas do filme. Personagens e histórias mal resolvidos, o único personagem bem resolvido na trama é justamente o “neurótico, louco” da história: Michael Shannon que em poucas cenas “fala” mais sobre o tema do filme do que todos os outros personagens.

Se identificou com algum personagem?

André: com John, Michael Shannon, o filho da corretora, por dizer a verdade nua e crua. Gostaria de ser assim • Durval: com April, um personagem que conclui o filme e pontua com sua intensidade • Fabio: com o louco da história, Michael Shannon, por ser o único que percebe a loucura da nossa sociedade • Izabela: um pouco com cada um dos 3 (Michael Shannon, Kate Winslet, Leonardo DiCaprio) • Jéssica: com o maluco, Michael Shannon, porque ele deu um pouco mais de emoção ao filme • Cristina, Deborah, Eduardo, Glauce, Priscila, Ricardo: nenhum.

Em homenagem ao Cineme-se 2009 que tem como tema o Figurino: Qual figurino você mais gostou.

André: nenhum, padrão demais • Cristina: figurino bem caracterizado e que mostram a bela forma de Kate e elegância de Leo • Deborah: da colega de trabalho de Frank (Leonardo DiCaprio), era discreto mas também sedutor  • Durval: da April, muito bonito com traços e tecidos que a valorizavam • Glauce: April, Kate, roupas claras e vestidos simples • Izabela: Na verdade, não gostei muito do figurino do filme. • Priscila: April, Kate • Ricardo: April, pela elegância • Eduardo, Fabio, Jéssica: nenhum em especial.

Não me identifiquei com ninguém, mas o personagem que mais me cativou foi o de Michael Shannon (John), o neurótico bipolar mais consciente do filme. Quanto ao figurino já falei sobre a direção de arte que foi impecável e isso vale para figurino, todo bem feitos e característicos da época e do “american way of life”.

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Uma cena do filme

André: a cena final com o marido da corretora diminuindo o volume de seu aparelho auricular • Cristina: a cena em que decidem juntos mudar para Paris • Deborah: a cena do bosque em que ele a deixa sozinha para pensar • Durval: a cena em que o filho da corretora aparece pela 1ª vez. Uma cena teatral • Eduardo: a morte dela • Fabio: após a discussão dos personagens, quando a casa e os personagens ficam no escuro, e a cena final, com o velhinho abaixando o volume do aparelho de surdez • Glauce: a café da manhã preparado pela April e as cenas em que “o maluco” diz umas verdades para o casal • Izabela: A cena que ele encontra o negócio de abortar e a briga dos dois por isso. • Jéssica: da discussão entre o John com os seus pais e o casal jantando • Priscila: a cena do velhinho desligando a aparelho, a forma como foi conduzida • Ricardo: a cena em que April olha da janela, o que acabou de fazer, o aborto. Um olhar marcante que diz tudo.

Uma frase sobre o filme

André: relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias.
Cristina: “procurar pelo em ovo”.
Deborah: uma frase “do” filme: “Eu só sei o que estou sentindo”. Sobre o filme: procurou mostrar os encontros e desencontros dos sonhos de duas pessoas. A felicidade está “em nós” e não fora.
Durval: “Não existe lugar para mim aqui” April, no bar.
Eduardo: a classe média em autodestruição.
Fabio: de perto, ninguém é normal.
Glauce: ótima atuação de Kate Winslet.
Izabela: a felicidade é de dentro pra fora.
Jéssica: um show de atuação dos protagonistas apenas, uma boa história que não rendeu.
Priscila: não se deixar levar pelo marasmo, não estagnar.
Ricardo: redemoinho de emoções frustradas e desconexas.

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Fico com algumas frases acima que realmente acredito que possuem o espírito do filme: “relacionamentos podem ser cruéis, quando não dividem as mesmas fantasias” (andré leite);  e duas frases do filme que citaram acima: “Eu só sei o que estou sentindo” e “Não existe lugar para mim aqui” que tem uma relação direta na minha cena do filme, bem do início, que é a cena do encontro de April (Kate Winslet) e Frank (Leonardo DiCaprio) uma cena que durou muito pouco mas que, para mim, deixou claro a personalidade de cada um deles, a trajetória complicada do casal o final trágico de April.

Para encerrar uma de Eugène Ionesco, patafísico, escritor e dramaturgo romeno, um dos pais do Teatro do Absurdo:

“Pensar contra a corrente do seu tempo é heróico, dizê-lo é uma loucura”
(frase que representa o melhor personagem do filme, na minha opinião, o louco, neurótico, bipolar John, Michael Shannon.)

E queremos agradecer aos nossos parceiros oficiais:
Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

30
Jan
09

A Troca

changeling_01Nosso 17º Cinesurpresa foi dia 11 de janeiro no Cine Roxy, no Gonzaga em Santos. Os concorrentes da noite foram: Sete Vidas, A Troca, Se Eu Fosse Você 2 e Guerra dos Mundos. O vencedor: A Troca, filme de Clint Eastwood  que concorre a 3 categorias no Oscar deste ano sendo: Melhor Atriz (Angelina Jolie), Melhor Direção de Arte (James J. Murakami e Gary Fettis) e Melhor Fotografia (Tom Stern).

Neste nosso encontro tivemos a participação de 16 pessoas que fizeram com que A Troca tivesse uma média de nota de 8,8 fazendo com que ele ficasse em 5º lugar em nosso ranking surpresa (veja no quadro na coluna ao lado). Destas 16 todas gostaram do filme mas 6 pessoas não veriam novamente.

turma-171O grupo era formado por: André Leite, Beatriz França, Camila Micheletti, Cláudia Busto, Deborah Okida, Durval Moretto, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Glauce Guimarães, Gustavo Pereira, Ivete Ribeiro, Izabella Freitas, Priscila Rodrigues, Renier Pamplona, Ricardo Reis e eu, Márcia Okida.

A Troca é um filme que mostra 3 casos reais que se entrelaçam e que ocorreram em Los Angeles, Riverside, Califórnia, entre 1928 e 1930: a grande crise de corrupção pela qual passou a polícia de Los Angeles; a série de assassinatos de jovens rapazes conhecido como “Wineville Chicken Coop Murders” e o desaparecimento de Walter Collins, filho de Christine Collins (Angelina Jolie) um garoto de 9 anos que em seu suposto resgate foi trocado por outra criança, Arthur J. Hutchins Jr, pela Polícia de Los Angeles, mas que depois se descobriu que havia sido umas das vítimas do “Wineville Chicken Coop Murders”, Gordon Northcott e Sarah Louise Northcott.

O filme possui uma direção de arte que recria perfeitamente a época mas, o filme, deixa a desejar em alguns pontos, como até algumas passagens reais existentes na história, uma “liberdade poética” de Clint Eastwood, talvez, mas isso não diminui o filme.

O Melhor e o Pior do filme para cada um dos participantes.

O Melhor:

André: a perseverança e os valores morais que poucas pessoas conservam diante das adversidades • Beatriz: a história • Camila: a ótima fotografia • Cláudia: a lutas das mulheres • Deborah: sempre lutar pela verdade e a iluminação e cores sempre frias e sóbrias • Durval: tenacidade • Eduardo: a coragem da mãe • Fabio: atuação, direção e roteiro • Glauce: a justiça ter sido feita • Gustavo: a resolução global dos fatos • Ivete: ocorreu esse fato em 1928 e embora o filme seja desta época a história é bem atual, achei isso o máximo do filme • Izabella: uma história simples e bem contada • Priscila: Angelina Jolie que está ótima no filme, os lugares escolhidos para a filmagem, figurino que passaram bem a realidade • Renier: não opinou • Ricardo: a justiça seja feita.

O Pior:

André: a corrupção existente nos pilares da sociedade • Beatriz: o andamento do filme • Camila: um pouco extenso demais • Cláudia: a vida das mulheres • Deborah: saber que tudo aquilo aconteceu de verdade e como as instituições são hipócritas • Durval: o chefe de polícia não admitir os erros • Eduardo: a corrupção policial • Fabio: a duração do filme (poderia ter acabado na cena do julgamento) • Glauce: assistir um filme que foi uma história real • Gustavo: a maneira de se intercalar dinamicamente os acontecimentos • Ivete: a cena entre Angelina Jolie (a mãe) e o assassino • Izabella: faltou falar sobre a história da época • Priscila: algumas cenas longas e cansativas e algumas desnecessárias • Renier: a sensação de perda • Ricardo: que Deus tenha pena de sua alma.

Para mim o melhor do filme esta na direção de arte, já havia achado perfeito todo o clima e reconstituição de época e depois de ver a foto da verdadeira Christine Collins fiquei ainda mais apaixonada, achava realmente que deveria concorrer também a melhor figurino e direção de fotografia, que também é impecável com seu clima, luz sempre sombrias, muitos cinzas e tons terrosos. Mas como melhor figurino eu aposto mesmo em A Duquesa, filme de nossa edição anterior. Veja abaixo a foto da verdadeira Christine e de Angelina Jolie e reparem na perfeição de reconstituição de detalhes, como exemplo de toda a ótima direção de arte e figurino, ao lado o verdadeiro Walter Collins e uma foto do ator que faz o assassino e o real.

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Quanto ao pior do filme sem dúvida é o tempo, a edição e montagem que por vezes deixa o filme cansativo e longo demais. Cenas desnecessárias e cortes também desnecessários. Um formato mais enxuto daria um resultado melhor.

E fora o filme, a história me incomodou terrivelmente, saber que tudo aquilo foi real, que um ser humano é capaz de tais atrocidades é realmente incômodo. Me incomodou tanto que sonhei, na verdade tive pesadelos, com aquelas séries de assassinatos. Mas a proposta do filme era essa e foi: frio, duro e direto como outros filmes de Eastwood.

Identificou-se com algum personagem?

André: Christine Collins, pela perseverança e esperança de encontrar a verdade • Beatriz: não • Camila: Christine, pela obstinação e incansável desejo de ter o filho de volta • Cláudia: não, porque não consigo me imaginar vivendo tanta repressão • Deborah: com o investigador que não faz o que o chefe de polícia mandou, mas sim seguiu os seus princípios • Durval: Sra. Collins • Eduardo: Walter Collins • Fabio: não • Glauce: com a prostituta, porque sempre sou muito forte para ajudar o próximo e nem tanto para resolver os meus problemas e no final suportou tanto ou mais que a própria Christine • Gustavo: com o policial que, mesmo num meio corrupto, tenta agir corretamente. Esse tipo de proposta situacional acontece todos os dias, portanto é válido observar bons exemplos • Ivete: me identificar não sei, mas fiquei mobilizada com as crianças no galinheiro prestes a serem mortas • Izabella: não  • Priscila: de alguma maneira com a Christine por não desistir de seus ideais e lutar até o fim • Renier: não • Ricardo: com Christine, a força de vontade transborda de todos os seus poros.

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Qual o figurino você mais gostou?

Eduardo, Beatriz, Durval, Izabella, Priscila: Christine Collins • André: Christine porque remete fielmente a época dos anos 30 • Camila e Renier: os chapéus de Christine diferentes e charmosos • Cláudia: Christine, porque era elegante • Deborah: Christine, bem caracterizado com a época e com a situação vivida por ela • Fabio: gostei de todos, recriaram fielmente o vestuário da época • Glauce: todos porque retratam fielmente a época • Gustavo: a farda do chefe de polícia. Lembra-me que quanto maior a confiança da sociedade em uma pessoa, maiores são as responsabiliades sobre a sua delegação e a consequência dos atos dela • Ivete: o figurino dos meninos, pricipalmente de Walter Collins • Ricardo: Christine, sobriedade e elegância.

Uma cena do filme:

André: a cena onde Christine confronta o assassino na prisão • Beatriz: o depoimento do garoto que ajudou o assassino • Camila: todas do manicômio, sombrias e muito densas • Cláudia: Christine em contra luz, conversando no quarto com a criança que estava substituindo seu filho • Deborah: a cena da libertação das mulheres, no momento da troca de olhares entre Christine e a prostituta • Durval: o enforcamento • Eduardo: quando a mãe sai para trabalhar e o filho a observa pela janela • Fabio: as cenas da personagem no sanatório e o menino relembrando os assassinatos • Glauce: quando mostra a retrospectiva de Walter Collins fugindo • Gustavo: as partes finais do julgamento • Ivete: os pacientes do hospital sendo submetidos a convulsoterapia, e a frieza do médico em dar o diagnóstico irracional • Izabella: quando Christine foi falar com o assassino • Priscila: a cena quando as mulheres foram soltas, o sorriso no rosto de Christine do dever cumprido • Renier: na porta do hospital psiquiátrico quando Christine observa a saída de suas ex-companheiras de confinamento • Ricardo: todas as cenas que incomodam, dão uma nó na garganta, a vida nem sempre é perfeita.

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Eu me identifiquei com o investigador que mesmo recebendo ordens contrárias de seus superiores faz aquilo que seu coração e consciência e, no meu caso, espírito mandam em busca sempre do que acha certo. Sobre o figurino eu já falei antes e a minha cena, bem são muitas as cenas marcantes mas me tocam mais duas delas: a do garoto Sanford Clark quando dá o seu depoimento sobre as mortes e, mais ainda, a cena em que ele é obrigado a desenterrar os garotos assassinados.

Esse filme fez com que uma outra pergunta fosse feita: Você condenaria alguém a pena de morte? Você é contra ou a favor? E ficamos bem equilibrados nas respostas, tivemos 8 pessoas contra, 6 a favor e duas não opinaram.

Eduardo, Ivete: não opinaram • André: sou a favor, sim condenaria para intimidar a impunidade • Beatriz: contra, não condenaria, qualquer vida é sagrada e tem seu valor • Camila: favor, condenaria acusados de genocídios e crimes como o do filme merecem punição máxima • Cláudia: contra, não condenaria, pois acredito que quem comete algum crime tem que pagar em vida • Deborah: sou contra, não condenaria • Durval: contra • Fabio: eu não condenaria, mas acredito que o Estado poderia adotar a pena de morte em situações extremas e específicas • Glauce: sou a favor da pena de morte • Gustavo: contra, não condenaria, pois há medidas que poderiam ser bem mais frutíferas para todos os envolvidos • Izabella: a pena de morte é o castigo mais fácil para quem dá e para quem recebe. Sou contra • Priscila: sou contra, a pessoa tem que pagar por seus crimes e ser punida devidamente. Morrer é deixar o processo mais curto • Renier: a favor e sim condenaria o casal Nardoni • Ricardo: a favor e sim condenaria se fosse por um crime muito hediondo • E eu: não condenaria, sou contra, acho que todos tem direito a vida, não viveria tranquilamente se soubesse que tive participação mesmo que indireta ma condenação de alguém a morte. Acredito que existem penas mais duras do que a pena de morte para crimes hediondos como o do filme. A morte termina com tudo até com a punição. O criminoso morre, não sofre, não paga pelos seus atos e a sua morte não traz ninguém de volta a vida.

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Antes da frase final de encerramento sobre o filme, alguns fatos reais que não foram mostrados:

Gordon Stewart Northcott, o assassino, não cometeu os crimes sozinhos tinha uma cúmplice sua mãe (que depois descobriu ser sua avó) Sarah Louise Northcott que confessou ter matado Walter Collins em seu julgamento e foi condenada a prisão perpétua por isso.

Gordon Stewart Northcott no dia de seu julgamento confessou o assassinato de 5 meninos e descobriu que havia nascido de uma relação de incesto de seu pai com a filha. Sara assumiu a maternidade para esconder o incesto. No dia do julgamento também foi dito que Gordon havia sido molestado sexualmente quando criança por todos da família.

Christine Collins ficou presa no hospital psiquiátrico por 10 dias e só foi liberada porque Arthur confessou. Depois disso ele foi devolvido a madrasta (sua mãe morreu quando tinha 9 anos) e passou 2 anos em uma instituição de correção. Mais tarde escreveu “Sei que devo um pedido de desculpas a Sra. Collins e ao estado da Califórnia.” Arthur J. Hutchins Jr se fez passar por Walter Collins, realmente pensando em conhecer seu astro do cinema favorito.

Para encerrar, uma frase sobre o filme:

André: é árdua a tarefa de sustentar seus valores perante a corrupção e o mau caratismo.

Beatriz: extremamente forte a ponto de contrair os nossos músculos.

Camila: um bom filme, com uma história interessante e boas atrações.

Cláudia: a história só mostra o quanto é difícil ser mulher.

Deborah: só uma palavra esperança.

Durval: não provocar brigas, mas terminá-las.

Eduardo: vida longa as mães!

Fabio: uma história que não fala apenas sobre lutar por nossas crenças ou contra uma sociedade de aparências, mas também sobre perda e aceitação.

Glauce: “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”

Gustavo: na história, todos os esquemas interpessoais cujo tronco central não reverberava bons propósitos, cedo ou tarde caiam por terra.

Ivete: a corrupção nas instituições, sempre ocorreu, ocorre e vai ocorrer sempre.

Izabella: intuição materna.

Priscila: nunca desistir, mesmo com todas as adversidade da vida.

Renier: sempre existe justiça para todos, por mais que pareça difícil.

Ricardo: esperança.

Eu fico com a frase que a Glauce usou e que é do filme “não entre em uma briga, mas se estiver nela, termine.”


E queremos agradecer aos nossos parceirosoficiais:

Vídeo Paradiso que dá duas locações gratuitas e a Le Quiche Doré que dá 3 vales quiches, para que a gente sorteie entre os participantes a cada edição.

06
Jan
09

Que maravilha é ser livre – A Duquesa

16º CINESURPRESA, o último do ano de 2008, foi no dia 14 de dezembro no Espaço Unibanco com direito a comemorações, sorteio e amigo secreto entre as pessoas que participaram: Eduardo Ricci, Eddie Santana, Deborah Okida, Letícia Cheneme, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis e eu.

duquesa4E terminamos de uma maneira clássica com o filme A Duquesa, uma biografia sobre a vida de Lady Georgiana Spencer que após se casar aos 17 anos com o Sir William Cavendish — 4.° Duque de Devonshire — tornou-se Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire, aristocrata e socialite britânica do século XVIII. O filme mostra como pela sua beleza, elegância e simpatia influenciou e encantou a sociedade britânica tornando-se, inclusive, referência da moda em sua época. Sua simpatia, facilidade de transitar entre os grandiosos salões debatendo política, participando de comícios e jogos, também reforçavam a sua popularidade. Fatos semelhantes ao da vida de sua parente mais atual, Diana Spencer, ou Princesa Diana, descendente de seu irmão George Spencer 2º podem ser vistos e comparados neste filme. Você pode ler mais sobre A Duquesa nesta matéria publicada na Veja ou saber mais sobre sua vida aqui. Acima 3 quadros onde foi retratada por artistas da época sendo o mais famoso o quadro acima à direita — com grande chapéu azul que esteve perdido por muitos anos e também um quadro de seu esposo Duque de Devonshire.

Mas vamos ao filme: “How wonderful is to be that free” (Que maravilha é ser livre)

Falando de poder, preconceitos e acima de tudo amor e liberdade o filme A Duquesa teve média de nota 9 dos participantes, ficando assim no 3º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna da direita ao lado), atrás apenas de Wall-e (10) e Persépolis (9,6). Todos gostaram do filme mas duas pessoas não veriam novamente.

O Melhor de A Duquesa

Eddie: a fotografia • Eduardo: o figurino e a narrativa • Deborah: a ambientação e os figurinos • Letícia: a atriz principal estava muito bem • Priscila: a história do filme e a forma como é desenvolvida. Keira Knightley (a duquesa) e o figurino • Ricardo: a atualidade dos sentimentos

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O Pior de A Duquesa

Eddie: a mãe que era uma interesseira e o roteiro. • Eduardo: a injustiça da época • Deborah: nos jogos do poder não existe liberdade. Quanto ao filme, achei que as vezes ficou monótono • Letícia: o tempo do filme • Priscila: o inconformismo da época • Ricardo: nada

A Duquesa é uma biografia e, como acontece nos bons filmes biográficos, seu ritmo está diretamente ligado ao universo onde a personagem viveu. A Duquesa Georgiana viveu no século XVIII — nasceu em 1757 e faleceu com 49 anos em 1806 — por isso, é de se esperar que seu roteiro, edição, trilha, direção de arte etc, retratem perfeitamente esta época. E é isso que acontece e de uma forma, na minha opinião, perfeita, mostrando como era ser mulher da aristocracia britânica envolta em preconceitos, machismos e que viveu um casamento de interesses, sem amor, onde sua principal função seria gerar um herdeiro homem do Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), o que torna-se um problema, já que no início de seu casamento somente da a luz a meninas fazendo com que cada vez mais o Duque se envolva com diversas amantes até o final de sua vida.
O roteiro segue esse clima: aristocrático, britânico e cheio de superficialidades e por isso tem um ritmo lento, algumas vezes até demais deixando alguns momentos realmente cansativos. Mas não prejudica o filme.


cartaz2O que realmente vale no filme é o
figurino — que muito provavelmente será indicado ao Oscar — direção de arte de um modo geral e fotografia. E o site segue esta linha — deveriam existir prêmios para isso: sites, cartazes, divulgação etc. Vale a pena dar uma passeada pelo site e perder um tempo na parte dos figurinos, “costumes”, onde podemos rotacionar as roupas vendo todos os seus lados assim como ampliar cada detalhe. Aproveite para ver fotos, vídeos e repare como a direção de arte é perfeitamente britânica e aristocrática.

Falando em figurinos: qual o figurino que você mais gostou?

Eddie: do Duque, sempre o mais elegante • Eduardo, Deborah: o da protagonista, Georgiana, A Duquesa • Letícia: o da Bess, mais simples e jovial • Priscila: todos, principalmente de Georgiana • Ricardo: todos

Com que personagem você se identificou no filme?

Eddie: Georgiana, por tentar ser a frente de seu tempo.
Eduardo: com Charles Grey.
Deborah: Georgiana, por manter seu amor sempre vivo.
Letícia: algumas vezes com a Duquesa e outras com a Bess.
Priscila: com Georgiana, por ser forte, intensa mas ao mesmo tempo sensível, extrovertida e que luta pelos seus ideais mesmo não tendo conseguido concretizar o principal.
Ricardo: sim, com todos! A personalidade de cada um se mistura com a minha.

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Quanto ao figurino, é difícil escolher algum, como disse antes são todos ótimos mas depois de dar uma olhada atenta no site, não tem como não ficar com o figurino de Georgiana, em especial com o vestido de casamento e com o uniforme azul “blue fox uniform”. Confira no site. Já sobre me identificar com algum personagem, não consigo me identificar com nenhum deles, talvez por não conseguir me imaginar vivendo naquela época e acho que se vivesse teria quebrado mais regras e lutado mais por tudo que desejasse. Todos os personagens de uma forma ou de outra em algum momento abriram mão de seus sonhos, desejos por causa das formalidades impostas pela sociedade. Abriram mão da liberdade, do amor, do trabalho, sonho… não me vejo fazendo nada disso por causa de um sistema social qualquer, principalmente quando nos privamos de nossos sonhos e liberdade.

Uma cena:

Eddie: a cena de sexo entre o Duque e sua amante enquanto os criados escutavam do lado de fora da porta e Georgiana chega.
Eduardo: a cena de sexo de Georgiana com seu amante, Grey.
Deborah: o jardim visto de cima com as crianças correndo e a cena do quarto de Grey quando Georgiana entra.
Letícia e Ricardo: a despedida da Duquesa com sua filha Eliza
Priscila: a cena de amor entre Georgiana e Grey e a cena da entrega da filha.

Uma frase sobre o filme:

Eddie: é lento
Eduardo: antes só do que mal acompanhado.
Deborah: vale a pena amar, mesmo correndo riscos e “How wonderful is to be that free” (que maravilha é ser livre)
Letícia: a frase do Duque: como é bom ser livre assim.
Priscila: viva intensamente e verdadeiramente.
Ricardo: liberdade, liberdade abre as asas sobre nós!!!

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A minha cena e a minha frase tem relação com essa sensação, diria até, necessidade que o filme passa de ser livre. A cena que mais mostrou isso para mim, o único  momento em que Georgiana realmente esteve livre totalmente vejo representado na cena final vista do alto ela e as crianças correndo no jardim. A frase: Como é bom SER livre, em tudo e por tudo. Livre de corpo e alma. Mente e espírito.

E para encerrar, fizemos um amigo secreto, entre os participantes que aparecessem, como disse no início. Depois de feito o sorteio na hora cada um tinha que dar de presente uma sugestão de livro, música e filme para que seu amigo secreto visse em 2009. O resultado foi o seguinte:
Eduardo tirou o Eddie, que tirou a Deborah, que tirou a Priscila, que tirou o Ricardo, que tirou a Letícia, que me tirou e eu tirei o Eduardo.
As dicas de livros dos paticipantes foram:
Alma Imoral (Nilton Bonder) – Paulo e Estevão (Chico Xavier) – Otimismo (Voltaire) – Quando Nietzsche Chorou (Irvin D. Yalom) – Paixão Pagú (Patricia Galvão) – O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Músicas:
Oceano (Josh Groban) – B´52 – ouvir as Ondas do Mar – Lábios de Mel (Tunai) – Putumayo -  Michael Bublé – Marisa Monte

Filmes:
Vick Cristina Barcelona – Ao Mestre com Carinho – Réquiem para um Sonho – Diários de uma Paixão – Ensaio sobre a Cequeira

Um Feliz 2009 para todos vocês e participem do nosso CINESURPRESA neste ano de 2009.

12
Dez
08

Saudades de James Bond – 007 Quantum of Solace

turma007

No nosso 15º cinesurpresa, dia 9 de novembro,  tivemos uma votação, quase unânime. Somente um dos participantes não escolheu o filme 007 – Quantum of Solace, a nova aventura o agente secreto mais famoso do mundo, mas que, infelizmente para os fãs do James Bond, não continua o mesmo.
14 pessoas participaram deste nosso encontro de novembro: André Leite, Cristina Silveira, Dani Marino, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Glauce Guimarães, Letícia Cheneme, Lívia Venâncio, Márcia Okida, Marco Moreira, Paulo Vicente, Ricardo Reis, Ronaldo Marino e Samantha Santos. Destas 14 pessoas, 9 gostaram do filme e 5 não. 4 veriam novamente, 9 não veriam e 1 pessoa disse que talvez.

007quantumofsolace_01007 – Quantum of Solace teve nota 6,8 dos nossos participantes e por isso fica no 12º lugar, no nosso Ranking Surpresa, perdendo até de Duro de Matar 4. O 22º filme da série deixa muito a desejar para os fãs de 007. Com muita ação — leia-se, principalmente, matança — e pouca história, o filme não prende e nem mesmo supreende, feito este que Cassino Royale conseguiu ao adotar uma linguagem mais adulta, realista se aproximando de uma visão mais nova de agentes secretos protagonizados, por exemplo, por Jason Bourne. James Bond é menos fantasioso, menos sensual, encanta menos mulheres e se torna mais frio, calculista e um tanto quanto insensível. Traços marcantes de toda a série 007 somem mais ainda em Quantun of Solace. Sem cenas ardentes, sem grandes romances, poucos efeitos mirabolantes ou impossíveis e nem a famosa fala “meu nome é Bond, James Bond” existe mais. Dá para sentir saudades dos grande filmes de Bond.

O melhor e o pior no filme para os nossos participantes:

O PIOR
André: o filme perder a verossimilhança conquistada com o anterior, toda a ação desenfreada soa forçada.
Cristina: as cenas fantasiosas de perseguição e a abertura do filme
Dani: o enredo ficou um pouco confuso
Eduardo: a narrativa
Glauce: a vontade de vingança pessoal do Bond, em outros filmes sempre foi frio e indiferente.
Eddie, Letícia, Marco: O roteirotodososbonds
Lívia: muito exagerado apesar de ser 007
Paulo: velocidade
Ricardo: a falta de Sean Conery
Ronaldo: cenas de ação muito em close, tornando-as um pouco confusas
Samantha: falta de roteiro, muita matança tão rapidamente e desafeto ao jogar o amigo na lixeira

O MELHOR

André: a subtrama que mostra o desejo de vingança de bond é mais interessante que a trama principal.
Cristina: rever Gian Carlo Gianini atuando
Dani: excelentes cenas de ação
Eddie: Pedro Cardoso era o vilão
Eduardo: a abertura e os títulos das cidades
Glauce: o terno do 007 nunca rasga ou amassa, prova ser de ótima qualidade
Letícia: as cenas de ação que apesar de forçadas foram a salvação do filme
Lívia: vingança
Marco: cenas de ação
Paulo: velocidade
Ricardo: Ação e ação
Ronaldo: cena inicial com os carros, muito bem feita
Samantha: por alguns minutos a demonstração de afeto pelo amigo em sua morte

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Estou entre os que não gostaram do filme e só veria de novo se estivesse passando na tv e meio que por acaso, sem nada mais para ver. O que menos gostei no filme, acho que já deixei claro no meu texto de introdução. Já o que eu achei de melhor… mesmo falando de filme o melhor para mim esta relacionado a minha área: design. Sem sombra de dúvida a abertura do filme merece um olhar especial. Propositalmente feita para ter um clima anos 70, sem grandes efeitos especiais, mas com um cuidado com a direção de arte, tipografia, cores e conjunto estético extremamente minucioso. Misturando estilo de desenhos, traços, passando pelo linguagem dos quadrinhos com altos contrates e pitadas de tecnologia e sensualidade. Tudo isso com muita sobreposição de imagens, silhuetas deixando algumas imagens meio que subliminares, ou seja, dificilmente são percebidas. Se pararmos para olhar quadro a quadro essa abertura, a cada nova olhada uma nova composição de imagem é percebida. Você poderá admirar essa abertura nos nossos vídeos ao lado.
Outro detalhe nota 10 e também relacionado ao design é a tipografia usada em todo o filme. Quantun of Solace é ambientado em seis países — um dos motivos em que a narrativa se perde — e para cada País uma tipologia aparece na tela escrevendo o nome do local. Essa escolha tipográfica é perfeita, cada letra realmente possui a personalidade de cada local. Vale a pena reparar nestes detalhes. Mas, para não deixar de falar do filme, se tiver que achar algo de bom, além do Daniel Craig, digo que são as cenas de ação, meio forçadas mas bem feitas com um linguagem mais cinematográfica, menos básica que o normal para os filmes de ação.

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Se identificou com algum personagem?

André: Sim, Mathis. Este personagem representa a lealdade que só bons amigos possuem.
Letícia: com a “M”, que é a única inteligente no filme
Paulo: Sim. Mr. Bond. Pela criatividade na ação e pressão do tempo curto (dead-line)
Ricardo: Sim, com James Bond. Foi em busca de seu amor dilacerado e perdido, vingou e se fez sofrer.
Samantha: Sim. Com 007, porque sempre tenho acesa a vontade de mesmo em sonho, ser agente.
Cristina, Dani, Eddie, Eduardo, Glauce, Lívia, Marco, Ronaldo: com ninguém

Uma cena do filme

André: a secretária do governo banhada em óleo em cima da cama do hotel
Cristina: quando pede ajuda para a Bond Girl, um momento romântico…
Dani: a perseguição do começo o filme
Eddie: a luta entre Bond e o traidor do M16 nos andaimes
Eduardo: a luta nos andaimes
Glauce: quando ele deu uma lata de lubrificante ao  Greeen
Letícia: a luta entre Dominic Greene e Bond em meio ao fogo
Lívia: a hora em que o presidente é morto
Marco: Mathis, quando morre. É tirado do carro como morto, quando não estava e mostra mais um erro de Bond.
Paulo: quando eles pulam do avião, a luta pela sobrevivência, os segundos em que o pára-quedas é aberto
Ricardo: a queda de Bond e da moça do avião, velocidade a perder de vista…
Ronaldo: a paisagem de fundo da perseguição do avião no deserto
Samantha: ele segurando o amigo nos braços enquanto morria

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E para preparação para o Cineme-se 2009 sobre figurino: qual o figurino você mais gostou?

André, Dani, Eddie, Eduardo, Paulo, Samantha: o terno de Bond – suja mas não rasga; elegância de James; charme elegância, clássico e instigante
Cristina, Ricardo: nenhum
Glauce: calça jeans e regata branca (camille) porque eu gosto destas roupas simples e usuais
Letícia: o da “M” por ser elegante e chique
Lívia: os da festa
Marco: Camille por razões óbvias
Ronaldo: Dominic Greene, mais descolado

Não me identifiquei com ninguém. Já sobre a minha cena e figurino, novamente tenho uma visão mais relacionada ao design do que ao cinema, comprovação de como estas áreas podem ser bem próximas. A cena que mais gostei é a sequência onde eles vêem uma apresentação teatral, uma ópera. A luz, a cenografia, não apenas do filme mas da ópera que estão vendo é maravilhosa. Cena que reflete uma ótima direção de arte, assim como, uma boa fotografia que está presente em todo filme. (nas imagens abaixo cenas cenas referentes ao que falo).

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Quanto ao figurino todos vestem roupas clássicas, portanto sem muito trabalho. Já o de Mathieu Almaric, que interpreta o “vilão” Dominic Greene, mereceu uma mão mais criativa e um grande trabalho que relaciona muito bem figurino e personalidade. Dominic Green, em quase todo o filme, desfila uma série de roupas cafonas, não bregas, bem ao estilo de Agostinho de A Grande Família. Seu figurino merece um olhar mais atento as cores, combinação de formas, contrastes, estampas etc tudo bem diversificado. Só para constar me lembrei agora da belíssima atuação de Mathieu Almaric em O Escafandro e a Borboleta. O vendo em 007, vemos realmente como é um ótimo ator, é difícil fazer uma relação na hora entre seu outro personagem. Fica aqui uma ótima dica, bem melhor que 007.

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Para terminar, uma frase sobre o filme:

André: James Bond com inveja de James Bond
Cristina: fiel ao estilo 007
Dani: boom – boom – puch – pow
Eddie: Bond não é mais o mesmo
Eduardo: corra é uma bomba… o filme
Glauce: respire fundo…
Letícia: poderia ter sido melhor
Lívia: deixou a desejar
Marco: vingança é um prato que se come frio
Paulo: vertigem
Ricardo: confie o seu coração, para depois moldar a razão
Ronaldo: muita ação e pouco enredo. História sem muita originalidade.
Samantha: nenhuma

Eu diria: Quer muita ação, matança? Não quer pensar, nem colocar o cérebro para funcionar?  Vá ver 007 Quantum of Solace. Saudades dos bons filmes de James Bond. Veja O Escafandro e a Borboleta.

06
Nov
08

A Guerra dos Rocha

cartazgrNosso 14º encontro do CINESURPRESA aconteceu no dia 12 de outubro no Cine Roxy com pouca gente mas, com pessoas que há muito tempo não participavam, e isso faz parte da uma das proposta do nosso encontro, que com essa data fixa seja possível reencontrar pessoas que faz tempo que não vê ou então conhecer gente nova etc etc como sempre falo nas divulgações.
E o nosso grupo foi composto por: Deborah Okida, Ricardo Reis (que sempre estão) e os que apareceram depois de muito tempo: Mariana Borges, Cristina Silveira e Alê Morales.
Esse grupo foi o responsável pela escolha do filme brasileiro, Guerra dos Rocha dirigido por Jorge Fernando. As outras opções eram: As Duas Faces da Lei, Noites de Tormenta e Mosconautas.
O filme teve nota 5,6, uma média que o coloca em último lugar no nosso ranking surpresa (veja ao lado). 3 pessoas não gostaram do filme e 3 gostaram. Dos 6 participantes, 4 não veriam o filme novamente; Mariana Borges disse que talvez visse novamente na TV e somente Alê Morales disse que veria novamente. Vamos as opiniões dos nosso participantes sobre o filme e, desta vez, vou me colocar diretamente nas respostas ao invés de fazer uma crítica a cada tópico — farei um apanhado geral no final. Começando com melhor e o pior no filme na opinião de cada um.

gr1

O Melhor
Alê, Cristina, Deborah, Márcia e Ricardo: Ary Fontoura
Mariana: as imagens da Lapa/Rio, os casarões antigos, Nicete Bruno e Ary Fontoura juntos.

alemariO Pior

Alê: não é cinema!
Cristina: indefinição do tema
Deborah: piadas fracas, tentou ser uma chanchada mas não conseguiu
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: a história fraca
Ricardo: A interpretação de alguns atores

Você se identificou com  algum personagem?cristina

Alê: Marcelo Antony, pega duas mulheres lindas em menos de 1h15
Cristina: com as cantoras no velório (rsss)
Mariana: com a loira que pega o Marcelo Antony!!!
Deborah, Ricardo e Márcia: com ninguém

Como nosso festival de cinema no ano que vem o Cineme-se 2009, terá como tema o Figurino, nós temos uma pergunta sobre esse assunto: qual o figurino que você mais gostou?
Alê: o vestido e o cabelo de Ary Fontoura ficaram parecidos como da minha avó.
Cristina: o do pessoal do velório, chiquérrimos!
Mariana: não foi marcante, é simples
Deborah, Márcia e Ricardo: o da Dona Dina (Ary Fontoura) – fiel a sua idade, postura, personalidade; boa caracterização por ser um homem vestido de mulher.

ricardoUma cena do filme

Alê: o assalto, sequestro.
Cristina: cena da decepção de Dona Dina ao saber o que realmente pensam seus filhos sobre ela.
Deborah: a cena das senhoras com os assaltantes comendo bombons
Márcia: todas as cenas dos assaltantes com Dona Dina e Nicete
Mariana: bombons!!!
Ricardo: o julgamento da mãe em relação aos filhos


Para encerrar uma frase sobre o filme:deborah

Alê: onde compra aquele bombom?
Cristina: deixou a desejar como filme
Deborah: dar valor as pessoas mais experientes (mais idosas)
Márcia: nossa… eu só gostei do Ary Fontoura o resto é muito ruim
Mariana: sorria, meu bem!
Ricardo: “no final da vida somos somente lágrimas e cabelos brancos!”

okida1Bem, agora o meu apanhado geral, quer dizer, minha opinião sobre o filme. Resolvi fazer assim desta vez principalmente porque eu não gostei em nada do filme. Até esperava uma boa comédia, já que são os mesmos produtores de Se Eu Fosse Você — que eu gostei muito, vi no cinema e já vi mais umas duas vezes na TV — e dirigido por Jorge Fernando — que considero ótimo ator e diretor e sem falar que faz muito bem gêneros como comédias.
Mas não gostei de nada! Começando pelo nome, logo que vi, li, me lembrou “A Guerra dos Roses”, uma ótima comédia de ação de 1989, dirigida por Dany DeVito, com ele também no elenco além de Michael Douglas e Kathleen Turner, entre outros. No mínimo alguma referência boa ao filme anterior se espera. A semelhança que fica é que os dois são comédias e ambos usam de uma linguagem tragicômica com exageros, toques mórbidos, excentricidades etc, mas fica por aí. Guerra dos Roses soube fazer isso, já a Guerra dos Rocha… não!

É um pastelão, mas que nem é tão engraçado assim — não se escutaram muitas risadas no cinema que estava bem vazio — e eu acredito que isso não aconteceu justamente porque ele, o filme, não consegue se enquadrar definitivamente em nenhum gênero especifico: não é totalmente uma grande comédia, não é totalmente trash, não é drama, não é romance, tenta ter um clima meio Almodovariano (e que passa longe disso) e, ainda por cima trata de vários assuntos ao mesmo tempo: problemas da adolescência, velhice, de relações familiares, da corrupção, da política, da cultura… enfim, critica tudo isso e mais um pouco mas não se firma em nada disso.

gr2

A opinião de nosso grupo mostra claramente a postura fraca do filme: todos acharam que o melhor do filme é a Ary Fontoura; a melhor cena do filme é praticamente a mesma para todos — assalto — e um pouco da decepção com os filhos. Se o filme fosse muito bom a variação de opiniões seria maior.
Realmente Ary Fontoura salva o filme. Esquecemos que é um homem fazendo uma mulher. O figurino e direção de arte ajudam muito nisso, mas ele está magnífico. Ele é o filme. Além dele também podemos destacar Nicete Bruno com quem divide a melhor cena, sequência de todo o filme: a do assalto, dos bombons — para entender a relação do assalto com os bombons só vendo o filme, mas, nem indico que o vejam para saber qual é. Se quiserem, me perguntem que falo em separado.

A idéia de abordar a questão dos idosos, abandono, interesse material é ótima, mas fica meio perdida. Jorge Fernando, diretor do filme, até conseguiu me emocionar na cena final, mas é uma emoção que ficou meio perdida em todo o conjunto tragicômico de todo o resto. Essa emoção deveria ter sido conseguida na mesma linguagem e não em outra, de repente, assim sem mais nem menos, ele (o filme) fica sério demais.
Bem para mim o filme Guerra dos Rocha realmente foi uma guerra para que tentasse achar pontos positivos no filme. Quem quiser ver, veja e depois conte para gente sua opinião sobre A Guerra dos Rocha.

12
Out
08

Os Desafinados… desafina

Nestes 50 anos de Bossa Nova o filme surpresa escolhido de setembro foi Os Desafinados. Nossa turma foi composta por 12 pessoas, sendo que metade participavam pela primeira vez. Os debutantes eram: André do Nascimento Leite, Glauce Guimarães, Izabela Freitas, Mayra Cristina, Paulo Roberto Vicente e Samantha Silva dos Santos. Dos que ja fazem parte de nossos encontros entiveram com a gente: Eduardo Araújo, Eduardo Ricci, Izabella Schramm, Márcia Okida, Priscila Rodrigues e retornando depois de muito tempo ausente: Fabio Machado.

Os Desafinados teve nota 7,4 de nossos participantes e por isso fica em 9º lugar no nosso ranking surpresa (veja na coluna ao lado). 6 pessoas veriam o filme novamente, 2 falaram que talvez e 4 não veriam de novo.

O que os participantes viram de bom e de ruim no filme:

O melhor no filme

André: a nostalgia e a celebração da amizade entre os membros da banda
Eduardo Araújo: captação das imagens, edição
Eduardo Ricci: o clima de Bossa Nova
Fabio: a execução das músicas, figurinos e alguns momentos de humor
Glauce: as cançoes, eu adoro bossa nova
Izabela Freitas: a história da música com a história do Brasil
Izabella Schramm: o modo que foi intercalando o que se acontecia no presente e o que eles passaram no passado
Mayra: eles tocando em homenagem ao Joaquim
Paulo: o plano sequencia com o saxofonista transpondo o ambiente do apartamento para o ambiente da boate
Priscila: as músicas e a forma como são utilizadas, a fotografia e o figurino
Samantha: união do grupo

O pior no filme

André: prolongamento do romance no filme e do tempo em Nova Iorque; pouco desenvolvimento dos personagens da banda e o final clichê.
Eduardo Araújo: o excesso de atenção dado ao romance entre Joaquim (Rodrigo Santoro) e Glória (Cláudia Abreu)
Eduardo Ricci: muito tempo em Nova Iorque
Fabio: o desenvolvimento de alguns personagens e o final com ressureição de Santoro na forma de filho perdido.
Glauce: romance prolongado entre os personagens Gloria (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro)
Izabela Freitas: é disperso
Izabella Schramm: dublagem e a história parecer falar só de Joaquim (Rodrigo Santoro) e não do grupo inteiro
Mayra: a parte da banheira
Paulo: as dublagens, principalmente nos momentos em que a personagem Glória canta, a interpretação ficou muita certa, sem respiro e sem os sons do ambiente, deveria, pelo menos ter sido feito em som direto.
Priscila: algumas cenas forçadas e mal desenvolvidas, mas que poderiam ter sido melhores
Samantha: a separação do grupo

Bem eu sou da turma que não veria o filme novamente. Os Desafinados é um filme fraco, desafina mesmo. Tirando a trilha sonora que é maravilhosa assim como a direção de arte e fotografia é so isso. O roteiro é chato e se perde principalmente por valorizar demais o romance existente entre Glória (Cláudia Abreu) e Joaquim (Rodrigo Santoro).
Para um filme que estréia durante a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova ele deixa muito a desejar. Se você não sabe como começou, importância, estilo, precursores etc, vai continuar sem saber. Tá certo o filme não é para ser um documentário mas daria para encaixar esse clima histórico do início da Bossa Nova o que não acontece. (Falo mais sobre Bossa Nova mais abaixo). Você vai sentir o clima, a “bossa” da época graças mais a direção de arte impecável e trilha sonora. Quer ouvir? Na coluna ao lado temos os links para você ouvir a maravilhosa trilha de Os Desafinados, responsabilidade de Wagner Tiso.
Na minha opinião é o que mais vale a pena neste filme. Como disse eu não veria novamente, mas ouviria sempre!

Com que personagem você se identificou?

André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Araújo: por completo nenhum, um pouco da tranquilidade, calma de Joaquim (Rodrigo Santoro) e a persistência de Dico (Selton Melo)
Eduardo Ricci: com Joaquim (Rodrigo Santoro) por sua liberdade e paixão pela vida
Fabio: Gerraldo (Jair Oliveira) por ser baixista e pelo visual e com Rodrigo Santoro pelos momentos atormentados.
Glauce: com a Miranda! eu cresci ouvindo Bossa
Izabela Freitas: com o saxofonista pela história dele
Izabella Schramm e Mayra: nenhum
Paulo: não com um especificamente mas com o personagem Músico que com a linguagem da música transpõe barreiras
Priscila: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini), um pouco das duas, o amor verdadeiro e coragem de Luíza e a paixão, intensidade e impulsividade de Glória
Samantha: com a Glória (Cláudia Abreu) e com a Luíza (Alessandra Negrini) as duas são antagônicas e as vezes me eocntro nos dois pólos.

Qual o melhor figurino?

O mais votado foi o de Glória (Cláudia Abreu) por: Eduardo Araújo; Izabella Schramm; Glauce: as roupas da Glória são show!!!; Izabela Freitas: foi a que mais se destacou; Mayra: é o que mais se destaca, roupas estilosas; Priscila: misturou o antigo com o moderno. O sofisticado com o simples e por Samantha: contemporânea, livre e expressiva
André: Geraldo (Jair Oliveira)
Eduardo Ricci: de Joaquim – despojado
Fabio: o conjunto visual dos Desafinados logo no início, com chápeu e terno
Paulo: não respondeu

Figurino: como disse mais acima a direção de arte é impecável e isso se inclui, logicamente, o figurino. São todos perfeitos, combinam entre si, com a cidade, com a fotografia, com a trilha e lógico com a época e história. Por isso fica difícil escolher um apenas mas acho que o figurino dos homens se destaca, não por chamar mais a atenção, isso fica por conta do figurino da personagem de Cláudia Abreu, mas poque roupas masculinas justamente por serem menos elaboradas, terem menos acessórios, acho mais difíceis de compor e transmitir os conceitos de uma época. Os pequenos detalhes são importantes: comprimento de calças e mangas de camisa. Nós de gravata, meias, cortes de ternos, cores etc. Por isso meu voto vai para o figurino dos meninos dos Desafinados.
Quanto a me identificar com algum personagem, não me identifiquei totalmente com nenhum, mas me identifico com o grupo de musicos pela paixão com que acreditam e correm atrás do que fazem e um pouco com Glória pelo fato de cantar com um grupo de rapazes o que me faz lembrar as vezes em que Fabio Machado, Alê Morales e mais recentemente Marcio Dias nos apresentamos juntos, eles nos inrtumentos e eu na voz. Sempre muito bom e sempre com muito “bossa” e com Bossa Nova no repertório.

Uma frase para o filme Os Desafinados

André: A Trilha sonora de uma época
Eduardo Araújo: a amizade é a semente que eu rego, amuleto que carrego e que alimenta a minha crença
Eduardo Ricci: a vida e a medida de sua coragem
Fabio: Interessante como registro histórico e musical, mas com momentos desnecessários
Glauce: Romântico
Izabela Freitas: nem tudo são flores
Izabella Schramm: “é na merda que a gente cresce!”
Mayra: não respondeu
Paulo: politicamente certinho; em termos de fotografia, roteiro e movimentos de câmera
Priscila: que seja eterno enquanto dure
Samantha: a crença no poder interno muda o  undo. O fulme: óbvio e entediante

Uma cena do filme

André: os membros dos Desafinafos compondo a trilha sonora do filme do amigo cineasta Dico (Selton Mello)
Eduardo Araújo: quando eles tocam juntoc com outros músicos no bar
Eduardo Ricci: PAN sobre Buenos Aires
Fabio: a gravação no estúdio com a personagem de Alessandra Negrini assitindo
Glauce: a emoção do reencontro entre Luíza e Joaquim.
Izabela Freitas: a cena em que eles estão no estúdio, a Glória canta e a Luíza, que está assitindo percebe que esta rolando algo.
Izabella Schramm: cena com a passagem entre Rodrigo santora na sala e depois todosd tocando juntos na boate
Mayra: quando o Joaquim esta caminhando no parque e encontra Glória e começam a tocar juntos
Paulo: a cena do primeiro encontro entre Joaquim e Glória, por vol,ta das 18h, ao fundo a ponte desfocada com luz fraca
Priscila: a cena no Central Park, a beleza do lugar. Desde Joaquim ouvindo a música, o encontro, as trocas de olhares…
Samantha: quando Rodrigo Santoro acariciou a barriga da esposa grávida, antes de ir para Nova Iorque

Deixo aqui algumas frases do maravilhoso Tom Jobim: “A gente só leva da vida a vida que a gente leva – É preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar. – Eu vou morrer um dia, a música vai ficar…” Frases que combinam perfeitamente com uma cena que gostei demais no filme: quando aos poucos os garotos de Os Desafinados, vão se juntando devagar aos músicos de Jazz de uma boate em Nova Iorque, impossível não fazer uma referência a música influência do jazz de Carlos Lyra, não que a música tocada lembre ou seja uma referência direta, mas a mistura de ritmos se intercalanddo uma forte relação entre a Bossa Nova e o Jazz.

E deixo uma dica de site onde você pode ler e saber mais sobre a Bossa Nova de João Gilberto, Tom Vinícius e Nara Leão — considerada a musa da Bossa Nova — e que viu este novo ritmo nascer no seu apartamento que recebia constantemente estes e outros grandes nomes da época.
Vale a pena conhecer mais sobre Chega de Saudade, música que marca o início da Bossa Nova, gravada pela primeira vez por Elizeth Cardoso e eternizada por muitos. Saber que a bossa nova teve que fazer sucesso e ser reconhecida em São Paulo para somente depois assumir seu posto eterno no Rio. Conhecer mais sobre o encontro histórico de João Gilberto, Vinícuis de Moraes, Tom Jobim e Os Cariocas.
Poderia escrever horas aqui sobre Bossa Nova, até poque Os Desafinados deixa muito a desejar, mas prestigiem o ótimo material do especial da Abril Bossa Nova 50 anos.

Termino este artigo com uma pergunta que o filme me deu vontade de fazer a todos os participantes e faço para vocês leitores também:

Que música representa o BRASIL para você?

André: Desordem de Titãs
Eduardo Araújo: Mas que Nada – Sergio Mendes
Eduardo Ricci: Insensatez
Fabio: O Bêbado e a Equilibrista
Glauce: New Wave
Izabela Freitas: Aquarela do Brasil
Izabella Schramm: Aquarela do Brasil
Mayra: Pra não dizer que não falei das flores
Paulo: London London
Priscila: Garota de Ipanema
Samantha: Debaixo dos Caracóis

Para mim Vinícius de Moraes é o Brasil. Cresci ouvindo Vinícius, Tom, Elis e cia. Chico também é Brasil para mim. Cartola lembra o Brasil. Escolher uma música dessa turma é muito difícil, mas acredito que em primeiro lugar Chega de Saudade e As Rosas não Falam, são duas músicas que sempre canto sozinha em momentos de saudosismo.

E para você, qual música lembra, representa o Brasil?




PRÓXIMO ENCONTRO: dia 12 de julho - 19h - Espaço Unibanco (Miramar - Santos.SP) - Participe!
CINESURPRESA: um encontro - uma surpresa - um filme - uma conversa

Como são dadas as opiniões?

Quer saber como os participantes dão suas opiniões? Como são os papos depois do filme?clique aqui
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PARA SE JUNTAR A NÓS todo 2º domingo do mês você pode se encontrar com a gente da Associação Cultural Vontade de Ver e assistir um filme escolhido na hora (daí o nome cinesurpresa) em um dos cinemas de Santos. Depois, sempre rola uma pizza, um bom papo e tudo isso vem para cá. Encontre-se com a gente em um destes domingos e esteja aqui no nosso blog no próximo mês! Verifique o horário e o cinema do mês no link clicando aqui e, se quiser, Deixe uma mensagem
COMEMORAÇÃO DO 1º ANIVERSÁRIO DO CINESURPRESA, leia sobre este nosso encontro no texto sobre o filme Depois da Vida clicando aqui

para ver

Slide Show A Mulher Invisível

para ouvir

Leia nosso blog ouvindo a TRILHA SONORA DE OS DESAFINADOS

Escute aqui na Rádio UOL Indique uma trilha sonora para a gente

ranking surpresa

1º lugar: 10,0 - Wall-e

2º lugar: 9,6 - Persépolis

3º lugar: 9,0 - A Duquesa

4º lugar: 9,0 - Tropa de Elite e Ultimato Bourne

5º lugar: 8,9 - StarTrek

6º lugar: 8,8 - A Troca

7º lugar: 8,6 - Piaf e MILK

8º lugar - 8,3 - Meu Nome não é Johnny

9º lugar: 8,2 - Depois da Vida

10º lugar: 8,1 - Mulher Invisível

11º lugar: 7,8 - Chega de Saudade e HairSpray

12º lugar: 7,5 - Onde os Fracos não tem Vez

13º lugar: 7,4 - Os Desafinados

14º lugar: 7,2 - Jogos do Poder

15º lugar: 7,0 - Duro de Matar

16º lugar: 6,8 - 007 Quantum os Solace

17º lugar: 6,4 - Fim dos Tempos

18º lugar: 6,3 - Foi Apenas um Sonho

19º lugar: 5,6 - A Guerra dos Rocha

Conheça a gente

Madeleine Alves

Márcia Okida

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